Os Últimos Lugares
Publisher:
Assírio & Alvim, April of 2004 ‧
see product details
11,10€
10% OFF
CARD
ZVVRMFMzQm5PSEprVFVWak56aG9RbXRHYUhGeFQwd3pOVEphZDJaNVNuUmxVM2RqZDJwM1YzUkpabnBKYVhkVFNXbHpWa0ZtV0Zkb2EzY3JNbXAwV21GWFZEZ3hlRXRQUlZST2R6RXpUakZSWW5aT2NWQkhOR1pPWTNCa1lVOVJNMXBMVUdGQksweGxTVnBOUkhVck5XSkZNRlpDWjNKcFYzWm1jbGRqTlhkSmJ6WXdVSE5uWnl0bVRucHRkMFYyV1UxSVNsbHhaR0p4WjJvek0zWXJjRWhRTVVSMlRuRTFUalJpYzJSRVVEWjZXVEptU2xFM1JsZFRkRnBXVFV0clV6UkdaWEpxTHpKU1JHOVNORFozY2swclJuRlhNWHBJZUdWS1l6bDRabll6YzB0bmNXTlhabGxKVERkMmVVNXpNVkpIYUhsaWRIVnJjMHMzY0Zkd2NtSnBha1ZMWVc5SFZIVnVOMEZ0U0dOT1NsaENORVF5VFcxNFkybFhWa1lyVjBoTU1XMTVVRTF3WTBKT1R6aFFPSGQ2YjJOVFJ6bHlZa296ZUdKclJGaDBjWEJXVFc5RWIyNXZaa3BsZVhSck15OWpZbkJzZW1NeVFrYzRZVGR3U0ZwbWEwMWlPWFV6Y2pWbFRYSmtha3hsVTJOR1MyNUxlRXN3U0hGb1RuQndTVVk1U2tGR1lrOUZaV0oyTTNReVpVTXlNbWxQVGxCd05uWkJjekF4UzFWbFYwbFBSM0V4TWxwNlRVTlBPR2R4ZWtOemNIQTNUU3RLZEhCWVNISk5keXREU0M5a2FVeGxWbkJPYVd0Q1p6bEZXVUYzYzJNNUswMWlNVVl4YW5kRFoxSlRZM0pJY2l0TGRrSnBRM1J6U0RsemFuaExWVTl2Y3psWlZreE1VVGRDYUhnNWNXMXdaRE5NTkVKTmJHbG1MeXQ2WTFOMmNITnNMMlpvYTA1S2FTOTZORWhVZFVSNWQyazRSbEZxVVRONVNWZ3hXa3BDTjBsRWMyUlNVblJIYjFaNVdtUlJRbEpWUlVGYWNFVjRSRTFPWkZSdk5UUnBUUzlMU2tvcmQwUnJWVlYxUlRJeU9IaFJZMVpLWVhaUVJ6UjBZVzQzTTBkRldWUklUVUpDVDNoSGVrcExMMUJWV2poeFVrbGxabWh6UjBSYWRsWkxkalYwVEc1c1dEVlBORXQwYm5OTk9FRXZSMVZZVkVRMFpXTm1kMmt5Wkd4RWIwWk1Wa3RhYURGSUwwNTVWR2NyTTFwWE15OUJVMWxhYTNSYU1XVXdWa1ZWVGpjMFIwWXhVak14Y1hOTVYyeHdSblJ2UFE9PTpzZ2hCbFMzRTZoZTkzcDdLYlQ3TzRBPT0=
IN STOCK
-
SYNOPSIS
Manuel Afonso Costa nasceu a 4 de Junho de 1949. É licenciado em Engenharia Mecânica (I.S.T.) e História (F.L.L.). Foi Professor de Cultura Portuguesa em Aix-en-Provence e Macau. Actualmente é Professor de História das Ideias, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Publicou poesia no «Diário de Lisboa», «Jornal de Letras», «Diário», «Anuário de Poesia da Assírio & Alvim». Publicou «Os Limites da Obscuridade» (poesia) na Caminho e «Iniciação à Memória» (romance) na Novo Imbondeiro.
Publicou, ainda, textos de história e filosofia em revistas como: «História», «Vértice», «Nós de Cultura Galaico-Portuguesa» e «Revista de História das Ideias da Universidade Nova de Lisboa», entre outras.
O lugar é já o mesmo e ainda é outro; são diferentes o! s vestígios, é outra a irradiação, a espessura das coisas, o desenho impresso na retina. Não se pode desejar mais que uma restituição breve. É para lá que, com esforço, se caminha — deixando os traços hesitantes que o rumor dos sonhos não chega a perturbar.
A memória trabalha no escuro, aposta, contra todas as probabilidades, no colapso dos sítios derradeiros. Aqueles que pedem um nome, a restituição de um sopro, o vento que sublinha as folhas das árvores e a erva mais rasteira.
---
a morte aceita-se melhor no fim do verão
quando o teu corpo era uma árvore
a hesitar entre o outono
o musgo seco, sussurraste, é um tapete,
descalça-te, despe-te
traz um livro para leres
este ano o outono apareceu muito inclinado
não te parece? gostava de te dar agora
os últimos beijos
depressa! diz tudo o que não disseste
mas não te esqueças
esmaga a minha cabeça entre as tuas mãos
como prometeste.
Publicou poesia no «Diário de Lisboa», «Jornal de Letras», «Diário», «Anuário de Poesia da Assírio & Alvim». Publicou «Os Limites da Obscuridade» (poesia) na Caminho e «Iniciação à Memória» (romance) na Novo Imbondeiro.
Publicou, ainda, textos de história e filosofia em revistas como: «História», «Vértice», «Nós de Cultura Galaico-Portuguesa» e «Revista de História das Ideias da Universidade Nova de Lisboa», entre outras.
O lugar é já o mesmo e ainda é outro; são diferentes o! s vestígios, é outra a irradiação, a espessura das coisas, o desenho impresso na retina. Não se pode desejar mais que uma restituição breve. É para lá que, com esforço, se caminha — deixando os traços hesitantes que o rumor dos sonhos não chega a perturbar.
A memória trabalha no escuro, aposta, contra todas as probabilidades, no colapso dos sítios derradeiros. Aqueles que pedem um nome, a restituição de um sopro, o vento que sublinha as folhas das árvores e a erva mais rasteira.
---
a morte aceita-se melhor no fim do verão
quando o teu corpo era uma árvore
a hesitar entre o outono
o musgo seco, sussurraste, é um tapete,
descalça-te, despe-te
traz um livro para leres
este ano o outono apareceu muito inclinado
não te parece? gostava de te dar agora
os últimos beijos
depressa! diz tudo o que não disseste
mas não te esqueças
esmaga a minha cabeça entre as tuas mãos
como prometeste.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-37-0897-4 |
| Publisher: | Assírio & Alvim |
| Release Date: | April of 2004 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 145 x 205 x 7 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 88 |
| Format: | Book |
| Collection: | Poesia Inédita Portuguesa |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Poetry
|
| EAN: | 9789723708974 |
| Recommended Minimum Age: | Not applicable |
REVIEWS
Bom
João
Manuel Afonso Costa tem textos com elevado potencial, e outros que não são difíceis de esquecer. Ainda assim, há textos com imagens bastante interessantes.
PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT
-
10%TalismãAssírio & Alvim12,20€ 10% CARTÃO
-
10%Falsa PartidaAssírio & Alvim9,99€ 10% CARTÃO