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O Sentido do Fim

by Julian Barnes
Publisher: Quetzal Editores, November of 2011 ‧
15,50€
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IN STOCK -
Tony Webster e a sua clique só conheceram Adrian Finn no fim do liceu. Famintos de livros e de sexo, e sem namoradas, viviam esses dias em conjunto, trocando afetações, piadas privativas, rumores, e mordacidades de todo o género. Talvez Adrian fosse mais sério do que os outros, e seria certamente mais inteligente. Mesmo assim juraram que ficariam amigos para o resto da vida. Tony está agora reformado. Teve uma carreira, um casamento e um divórcio amigável. E nunca fez nada para magoar ninguém - ou pelo menos acredita nisso. Mas a chegada da carta de uma advogada desencadeia uma série de surpresas e acontecimentos inesperados que lhe vão mostrar que a memória é afinal uma coisa altamente imperfeita.
O Sentido do Fim, o mais recente romance de Julian Barnes e livro recém-galardoado com o Man Booker Prize 2011 - é a história de um homem que se confronta com o seu passado mutável. Com marcas da literatura inglesa clássica - na apreciação do júri que o distinguiu - O Sentido do Fim constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa, forte, e revela a mestria de um dos maiores escritores dos nossos tempos.

«A escrita de Barnes – com as suas frases perfeitas, por vezes a raiar o sublime – faz deste livro uma obra-prima.»
José Mário Silva, Expresso

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Numa escala de 1 a 10, estes livros são um 11

Bom é ter uma expectativa e que a expectativa seja nada face ao que se recebe. Aqui, mostramos a escala rebentada. Aqui vão uns livros que batem tudo. O sentido do fim É que chega-se ao fim desnorteado com o sentido. Barnes é um dos grandes – e este portento é um dos seus maiores. Quem o lê jamais o esquece, e fica a pensar nele muito tempo. O trabalho de arquitetura textual é de tal forma depurado, cirúrgico, que parece um círculo perfeito. Em Barnes, tudo é sublime, não há uma única frase que saiba a ruga ou a pedra na calçada. Aqui temos bocados da história de Tony Webster, que conhecera Adrian Finn no fim do liceu. Juntos, viveram a adolescência, as descobertas da literatura e da cama, a pressa de quem tem o futuro à frente. As décadas passaram, Tony está reformado. Para trás, ficou o passado que lhe parece estanque, a direito. E, finda a história, lá se percebe que a memória escolhe o que guardar. O choque que daí chega é tão dele quanto nosso. E até deu origem a um filme de cinema. QUERO LER!







  Não me esqueças Demolidor. Em banda desenhada, conta-se a história de uma família que não se perdeu para a memória. Para a avó de Clémence, a partir de uma certa altura, a cabeça fez-se nuvem – e uma nuvem de histórias esquecidas. A doença de Alzheimer chegou e, a partir desse momento, para uma e para outra, a vida foi outra coisa. A Clémence, cabe lembrar – e lembrar quem já esqueceu. A neta decide tirar a avó do lar e procurar a casa da sua infância. O leitor acompanha-a, enquanto sabe que aquela vida já tem sabor de despedida. É que, mesmo que o Alzheimer dure décadas, cada momento vivido é um adeus lento ao que se foi. Trocam-se os papéis, e eis a neta a guiar a avó pela mão, pela vida, pelo que houve. A vida não deixou de ter sido vivida só por se ter esquecido tanto. É que Clémence ainda se lembra e, para ela, a avó ainda é quem foi. QUERO LER!
  O homem duplicado A premissa podia ser saramaguiana, mas o tema já encantara outros antes. O mais conhecido será O Duplo, de Dostoievski. Como em O Homem Duplicado, o escritor russo mostrou a vida de alguém que encontrou um seu igual. Ao invés de flores, alegrias e mãos dadas, o confronto com a não-unicidade levou-o aos arames. Aqui, temos obsessão igual, desta feita a de Tertuliano Máximo Afonso. A vida deste homem contrasta com o nome: vida vulgar contra nome tão invulgar. Professor de História no ensino secundário, aborrece-se com a vida. Casou quase porque sim, divorciou-se perguntando-se porque não. Ensinar História – pudera – já lhe sabe a coisa repetida. Um dia, lá lhe acontece qualquer coisa. Ora, qualquer coisa, seja boa ou má, já não é coisa pouca para quem não vê nada acontecer. Ao ver televisão, Tertuliano viu um homem igual a si. Tão igual que era igualzinho. Sem mais nada que fazer da vida, começou a procurar o sósia. O leitor procura-o com ele, alimentando-se já da mesma obsessão insana. QUERO LER! Pedro Alecrim Os cachopos também merecem livros que rebentam a escala. E para dar cabo dela não há melhor do que António Mota. O pequeno leitor abre o livro e vê-se a viver a vida de Pedro, em tanto a si semelhante, em tanto diferente de si. Vive no Pragal, com os pais e os irmãos. Os seus dias têm 24 horas como os nossos, e dão para ir à escola (anda no sexto ano) e trabalhar no campo para ajudar a família. Não é que adore a escola: não compreende tudo o que se passa nas aulas e também não tem tempo para estudar. Ainda consegue ter algum tempo livre, que costuma passar com o amigo Nicolau. A vida lá vai passando, sem grandes percalços, até ao dia em que o pai morre. A partir daí, muda-se o destino às coisas. O rapaz transtorna-se e quem o lê também. QUERO LER!

O Sentido do Fim

by Julian Barnes

Property Description
ISBN: 9789725649893
Publisher: Quetzal Editores
Release Date: November of 2011
Language: Portuguese
Dimensions: 150 x 234 x 10 mm
Cover: Softcover
Pages: 160
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789725649893
Recommended Minimum Age: Not applicable

o Sentido da Memória

Pedro Azeredo Alves

Romance sobre o acto de lembrar e o nosso (muito humano) talento para compor o passado até ele ficar apresentável. Barnes escreve de tal modo que, se começarmos a sublinhar as frases singulares, acabamos a riscar folha sim, folha sim. O problema (ou a piada) é perceber, a meio, que algumas das suas manias de memória não nos são assim tão estranhas.

Magnífico

Ana T

Não tenho palavras para descrever o quanto adorei este livro. Barnes tem uma capacidade incrível para criar narrativas. A sua escrita merece ser lida e contemplada com todo o tempo do mundo, não fosse ela belíssima. Tenho que escolher o próximo :)

Que Portento de Livro!

AllbyMyShelves

Nesta história de Tony Webster, o nosso narrador protagonista, temos duas partes da sua história. A da sua juventude/entrada na idade adulta e a da sua meia-idade, ligadas por outras duas personagens absolutamente preponderantes na sua vida, ainda que "ausentes" durante 40 anos. Com o relato de Tony, percebemos a riqueza e os truques da memória, de como esta é intrincada e nem sempre confiável, e como por vezes a moldamos à imagem que queremos fazer de nós mesmos, da nossa história e de como o nosso carácter se revela ao longo da nossa vida. Aqui está aquele que para mim é, à data, o melhor livro que li neste ano. 150 páginas. Dir-se-ia que é um pequeno livro... eu digo que é um Portento de livro. Que maravilha de livro! Já tinha expectativas bastante elevadas, muito também por reviews que fui vendo. Foram completamente concretizadas. Foi a minha estreia com Julian Barnes e escusado será dizer que vou querer ler outras obras deste autor.

Um dos melhores livros que já li.

Isabel Lourenço

Amei este livro. Faz-nos questionar a nossa própria perceção dos acontecimentos da nossa vida. Um exercício de memória e compreensão do que foram os acontecimentos mais marcantes da no nossa vida e se com quem as partilhámos, vê esses acontecimentos da mesma forma.

Leitura recomendada

Ana Rato

Uma deliciosa novela, no tema e na escrita.

Viciante

Telma Faria

Adorei a leitura, a cada página a vontade de jamais parar até ao fim!

As traições da memória para a nossa história

Carlos Faria

Uma escrita maravilhosa e clara para demonstrar como construímos sobre nós uma imagem positiva face ao que de facto fomos capazes de ter sido, mas quando confrontados com os documentos da nossa história há que reconhecer a verdade e a dor que semeámos naqueles que admirámos e suportar as consequências. Um dos livros mais belos que li nos últimos tempos

Viver mais uma vez

Sophia

À medida que se olha para trás no tempo, parece que nos dá uma vontade de reviver, refazer, re-sonhar, reconquistar... Um olhar, sobre aquilo que foi a vida, e aquilo que ainda pode ser!

Escreveremos sempre o mesmo livro?

Maria Teresa Meireles

Depois de «Nada a Temer», Barnes tem vindo a repetir a sua maior obsessão (a Morte) ao longo dos seus livros, com algumas variantes apenas. Este seu sentido do fim é mais uma busca de sentido do princípio e dos múltiplos meios de se chegar algures, não sabemos onde.

...perdido que foi o principio.

Pedro Ramos de Carvalho

O Man Booker prize continua a dar-nos excelentes indicações, melhores quiça do que o Nobel, sobre quem ler. Uma escrita cativante colocando constantemente questões pertinentes e que nos levam a questionar as nossas próprias memórias. O fim - não feliz como se refere noutro comentário. começa a ser demasidamente corrente, como se os escritores tivessem medo, hoje em dia, de ser optimistas.

Balanço

Vitor Lopes

Abordando, com mestria e desassombro, o tema da passagem do tempo e o seu efeito no observador, objecto passivo dessa inexorabilidade, "O Sentido do Fim" abre caminho à reflexão sobre as nossas escolhas e sua irreversibilidade, com tudo o que isso implica de consolo ou remorso tardios. Num estilo despretensioso, quase desleixado na coloquialidade, por vezes despudorada, Julian Barnes, na pele de omnipresente narrador, procura, obstinadamente, a remissão pela via do arrependimento, pelo pouco que uma vida mediana, balizada pela fidelidade à sua zona de conforto e pela aversão ao risco e ao desconhecido, lhe granjeou; pela tentativa de reparação de danos que um viver, mesmo que discreto e insosso, pode acabar por semear; pela tentativa última de refazer laços, num entusiasmo juvenil que, por tardio, acabará tão desajeitado e inconsequente quanto o fora o temporão. Muitas pontas soltas por onde seguir a reflexão deste pensador de idade mediana que eu sou.

O sentido (inesperado) do fim

António da Silva Pinheiro

Este livro cola-nos às suas páginas. A trama desenrola-se de uma forma que não deixamos de querer ver como tudo acaba. E que final surpreendente. Final feliz? Não creio. Mas ainda assim um final que reflete o título do livro. O "man" Julian Barnes mereceu bem o "Booker".

ABOUT THE AUTHOR

Julian Barnes

Julian Barnes nasceu em Leicester em 1946. Licenciou-se em Oxford (com louvor) em Línguas Modernas. É autor de mais de uma vintena de livros e um dos mais notáveis escritores da sua geração. Ganhou, em 2011, o prémio Man Booker por O Sentido do Fim. Três dos seus romances foram, aliás, finalistas deste prémio, entre eles O Papagaio de Flaubert, também galardoado com os prémios Medicis e Femina. A obra de Julian Barnes está praticamente toda publicada na Quetzal que, a par de cada título novo, tem vindo a recuperar os mais importantes do seu fundo de catálogo.

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