O Discurso do Rio
Publisher:
Palimage, December of 2020 ‧
see product details
10,60€
10% OFF
CARD
WlRSS09IQnRWaXRtT1d0S1JtWkdkVEZhTlZKTE5tTTRZVGRLTmtSTWEyTnJZM2MxYVdkNmRteGFUbEYwTmxsblpWWmFXbE5zVjFsa2JqYzVURlpWZVdSTU1HeG5iR05YVGxkSlpGaDFhRlpuUzNWUksyeFJTbU5FZFhkcllURkpRMDV4WVVvM1IzTmpVelJ5U2toS1kzbENSakIzU1VkV1RqTTJNMWhOUkd0c1JVbEthSG94YjA1Q1dVdEpObU53VVhaelIwWjFjbk01UVV0YWFVMW1lVU5GYmtZeVdtcFNVbWxxTW01T1MwVkpNVkpWYUhaVFltNVFhbkYwYldoTmFrNTVhVE1yV0ZOQmVFUjVWREJWTUhBNVRrTTJiak5xVVdjck1ITXJPV1p5U3pSdlVHTk9lWGw0Y2poWVdWWTBNVGhuVGtoRWNFSktlamt6T0U5SFUwVXlSMFJxTVVNNWFGa3dka0Y0UzBSVWJHRldabk5ZT0cxRGJGSnJOVzFXYVVKMGJUWllRV3d6ZDJKWlNWcFNNRXhxVEZBMksyOUZObGRPVVVJM2R6RlZRMU0xVGl0TUwwcE1ZVEptWnk5VFpHOXJha0U1TjFaUWFFUmtUMkpPSzA1T2FtODBZa05tVjNGaWNpdFpSSEp0Y2pGalRFMUZWMlZQZWpBcloyODFhMlJLV21KTGRsWXhjVUk1YlRkc01HczBWVU5JT1dOWFMwcG9abFoyTW5oVmJXUmhhazV5T0d0cE5FVjJRMEZETkZkVWJqRXlTV2xIU2pBdmVVeEZhRk52WkVKTEt6RlZjMEpvY21JeGQyZHZTVnBCTkRFellUWjFZakphYkZwbmRXbHllbGcyVEdsb016bGpWV1k1Y0RWR1lqRkxXRW94WTJoaFJWSk5PR2xUVURGalZsSmhkM040TDNseFlVMVFabVIzVVcxQlZ5OURkVEpzV1ZwdldWUnFNamxPVGxsaWJtWkVTa3Q2T1RFeGIzVjRiRkZwUVU4MWVWTk5WbmxUYlVwalp6QTVOVFZLVUZjNVkxQkxZbGt6WTNWSmNVOVJaalZEVmpoR016SnpObmxOTkN0VWNrNHlkMGxxVEVRelJUZ3ZjVEl6ZERWdmRsSnhhVzVJVFZkelRVRjJXblF6TVVjMVlXa3dabEJITm1GcFpuQnBZamRUZERkRlZrWktkREV2TVVWYWJuUm9SVm93UVRaSU9HdHpOeXQwUWtNd1dYcENTVXhEWkVWdFp5dFZjV3hXVHpOVk0ycGtWRzVrYTBwS0wyMHhWRGMwUVZKMFdpOTVVRWszZDFSUFpYSTNiblVyY0VRMlRtNURiV2hpTXpVMVpVNVBVRTlSY0VOVTpGcytVeXhpV2o0dlh1K0VKSTA5ZWVBPT0=
SYNOPSIS
«Entre o rio e o seu bem-amado.
Alguns poetas brasileiros têm a capacidade extraordinária de conseguir regressar às coisas primeiras, como se, de facto, abrir uma janela e olhar o mundo pela vez primeira fosse possível. Olham com as palavras, é certo, mas, mesmo essas, parecem trazer-lhes (-nos) os primeiros sons. Cyro de Mattos é um desses poetas e não será certamente por mero acaso que, além de poeta e ficcionista, este seja também um autor de livros para crianças. Digamos que, tratando-se de escrever sobre um rio, este só poderia assim ser: um autor-menino, de olhos lavados e bem abertos.
Quando, há 15 anos, me tentava debruçar sobre a sua escrita pela primeira vez, eu própria, como se poderá perceber das minhas palavras de então, estava numa fase, digamos, atónita: simultaneamente, perante a acima referida característica fundamental da obra deste autor; e perante a Bahia, de onde ele é oriundo, e que eu tinha visitado apenas em tempo recente. Infelizmente, com a idade vai-se perdendo a capacidade do espanto, mas, mesmo sofrendo pela perda do seu rio querido, Cyro de Mattos parece conhecer a fórmula para evitar essa terrível consequência do tempo. Aqui está ele, de novo, voltando a coisas primeiras com palavras primeiras.
Fala-se hoje muito de ecopoesia e é essa mesma que este autor nos apresenta nesta obra, não só porque se move, teluricamente, numa relação de procura de unidade com o corpo da terra, mas também porque, numa espécie de reciclagem, vai tecer uma vertente mais tradicional e canónica da escrita (esta obra é constituída por sonetos) com a tentativa permanente de reescrita (e muitos são os ecos intertextuais de outros textos, seus e não só) em que a complexidade de alguma experimentação se revela, nomeadamente a nível de padrões de som. Assim se apresenta a sua ecopoética, que é também, e talvez sejam esses os traços de maior complexidade, uma metapoética e uma ética.»
Graça Capinha (do prefácio)
Alguns poetas brasileiros têm a capacidade extraordinária de conseguir regressar às coisas primeiras, como se, de facto, abrir uma janela e olhar o mundo pela vez primeira fosse possível. Olham com as palavras, é certo, mas, mesmo essas, parecem trazer-lhes (-nos) os primeiros sons. Cyro de Mattos é um desses poetas e não será certamente por mero acaso que, além de poeta e ficcionista, este seja também um autor de livros para crianças. Digamos que, tratando-se de escrever sobre um rio, este só poderia assim ser: um autor-menino, de olhos lavados e bem abertos.
Quando, há 15 anos, me tentava debruçar sobre a sua escrita pela primeira vez, eu própria, como se poderá perceber das minhas palavras de então, estava numa fase, digamos, atónita: simultaneamente, perante a acima referida característica fundamental da obra deste autor; e perante a Bahia, de onde ele é oriundo, e que eu tinha visitado apenas em tempo recente. Infelizmente, com a idade vai-se perdendo a capacidade do espanto, mas, mesmo sofrendo pela perda do seu rio querido, Cyro de Mattos parece conhecer a fórmula para evitar essa terrível consequência do tempo. Aqui está ele, de novo, voltando a coisas primeiras com palavras primeiras.
Fala-se hoje muito de ecopoesia e é essa mesma que este autor nos apresenta nesta obra, não só porque se move, teluricamente, numa relação de procura de unidade com o corpo da terra, mas também porque, numa espécie de reciclagem, vai tecer uma vertente mais tradicional e canónica da escrita (esta obra é constituída por sonetos) com a tentativa permanente de reescrita (e muitos são os ecos intertextuais de outros textos, seus e não só) em que a complexidade de alguma experimentação se revela, nomeadamente a nível de padrões de som. Assim se apresenta a sua ecopoética, que é também, e talvez sejam esses os traços de maior complexidade, uma metapoética e uma ética.»
Graça Capinha (do prefácio)
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789897032561 |
| Publisher: | Palimage |
| Release Date: | December of 2020 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 146 x 210 x 4 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 56 |
| Format: | Book |
| Collection: | Palavra Poema |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Poetry
|
| EAN: | 9789897032561 |