O Coro dos Defuntos
SYNOPSIS
Porém, na pequena aldeia onde decorre a acção deste romance, os habitantes, profundamente ligados à natureza, preocupam-se sobretudo com a falta de chuva e as colheitas, a praga do míldio e a vindima; e na taberna - espécie de divã freudiano do lugar - é disso que falam, até porque os jornais que ali chegam são apenas os que embrulham as bogas do Júlio Peixeiro. E, mesmo assim, passam-se por ali coisas muito estranhas: uma velha prostituta é estrangulada, o suposto assassino some-se dentro de um penedo, a rapariga casta que colecciona santinhos sofre uma inesperada metamorfose, e a parteira, que também é bruxa, sonha com o ditador a cair da cadeira e vê crescer-lhe, qual hematoma, um enorme cravo vermelho dentro da cabeça.
Quando aparece o primeiro televisor, as gentes assistem a transformações que nem sempre conseguem interpretar…
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789896603915 |
| Publisher: | Leya |
| Release Date: | November of 2015 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 159 x 235 x 14 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 216 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Romance
|
| EAN: | 9789896603915 |
REVIEWS
Gostei muito
Cecília Carvalho 05-02-2016
Gostei muito. Uma escrita diferente que cativa. Um livro que nos dá a conhecer uma realidade de uma aldeia de interior. Estava a ler e a lembrar-me do que os meus avós contavam de como era a aldeia à uns anos atrás, isolada de tudo e a evolução que foi tendo com a emigração e com os novos a virem para as grandes cidades e os costumes que levavam para a aldeia quando lá iam de férias.
A seguir com atenção
Rui P.
Uma obra muito bem escrita, cujo registo faz lembrar Aquilino Ribeiro. António Tavares é um novo valor da literatura portuguesa a seguir com atenção.
Polifonia de Microcosmos
Sónia
Fica do Coro dos Defuntos um eco do microcosmos de uma aldeia da beira-alta. O novo prémio Leya é um passaporte para uma paragem no tempo situada no meio de um mundo em mudanças - o mundo povoado por uma civilização que, em pleno século XX, consegue fazer coexistir a chegada do homem à lua com a crença profunda nas histórias imemoriais sobre bruxas que governam o imaginário do pequeno meio para onde somos lançados pela narrativa. Sob as rédeas do regime salazarista e fechada no seu próprio isolamento, uma aldeia inteira (que nos é pintada com reminiscências assumidas de Aquilino Ribeiro) olha com desconfiança e incredulidade para um mundo cuja existência parece ser transcendente a si própria. A sobreposição de dois mundos é engenhosamente contida numa estrutura criativa em que ouvimos sempre o leitmotif "E ela disse...". Um romance ideal para aceder às memórias da Aldeia, ou para se conceber desse mundo uma imagem real e actual - a imagem do refrão que podemos ouvir contrabalançando em surdina cada passo da humanidade no sentido da evolução.
O Coro dos Defuntos
Maria Isabel Poiares
O que se pode esperar dum autor português que recebeu um prémio literário? Um livro que nos relata uma época não muito distante e duma forma literária muito boa
PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT
-
10%O Olho de HertzogEditorial Caminho7,50€ 10% CARTÃO
-
10%Debaixo de Algum CéuLeya16,60€ 10% CARTÃOfree shipping