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O Bom Senso do Cura J. Meslier
Seguido do seu testamento
Publisher:
Âncora Editora, March of 2019 ‧
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SYNOPSIS
Muito depois da sua morte o pensamento de Meslier está presente em muitos documentos, como o que aqui transcrevemos parcialmente: Declaração de princípios do congresso internacional do livre pensamento, realizado em Roma de 20 a 22 de Setembro de 1904. O Livre Pensamento não é uma doutrina: É um método, isto é, uma maneira de conduzir o pensamento - e, depois, a acção - em todos os domínios da vida individual e social. Este método caracteriza-se, não pela afirmação de certas verdades particulares mas por um compromisso geral de investigar a verdade em qualquer dos seus aspectos, unicamente pelas luzes da razão e da experiência.
O Livre Pensamento pode ser adoptado seja teoricamente, na ordem intelectual, seja praticamente, na ordem social. Num e noutro caso determina-se com base nas duas regras seguintes. Terceira Resolução Duas regras do Livre Pensamento na ordem prática e social Primeira regra: Não podendo o Livre Pensamento contentar-se com opiniões puramente especulativas, que só interessariam ao pensamento individual, pertence-lhe criar uma regra de vida, quer para as sociedades quer para os indivíduos.
Aplicada às sociedades este é o método que consiste em querer submeter às leis da razão a própria organização social. Uma sociedade que se inspira neste método tem por obrigação retirar a todos os seus serviços públicos (administração, justiça, instrução, assistência, etc.) todo o carácter confessional, devendo entender-se que deve torná-los não apenas neutros face às diversas confissões religiosas, mas excluindo rigorosamente todo o dogmatismo explícito ou implícito. A Laicidade integral do Estado é a aplicação pura e simples do Livre Pensamento à vida colectiva da sociedade. Consiste em separar as Igrejas do Estado, não mais sob a forma de partilha de atribuições entre dois poderes que se tratam de igual para igual, mas garantindo às opiniões religiosas a mesma liberdade de todas as opiniões mas recusando-lhe qualquer direito de intervir nos negócios públicos.
Segunda regra: Não sendo o Livre Pensamento completo senão quando empreende a realização social do ideal humano, deve tender para a instituição dum regime no qual nenhum ser humano poderá mais ser sacrificado ou mesmo negligenciado, ou deixado por ela, directa ou indirectamente, na impossibilidade prática de exercer todos os seus direitos de homem e de preencher todos os seus deveres de homem.
O Livre Pensamento é portanto logicamente gerador duma ciência social, duma moral social e duma estética social que, aperfeiçoando-se pelos próprios progressos da consciência pública, constituem um regime de justiça: a justiça social é a razão aplicada pela humanidade ao seu próprio governo.
O Livre Pensamento pode ser adoptado seja teoricamente, na ordem intelectual, seja praticamente, na ordem social. Num e noutro caso determina-se com base nas duas regras seguintes. Terceira Resolução Duas regras do Livre Pensamento na ordem prática e social Primeira regra: Não podendo o Livre Pensamento contentar-se com opiniões puramente especulativas, que só interessariam ao pensamento individual, pertence-lhe criar uma regra de vida, quer para as sociedades quer para os indivíduos.
Aplicada às sociedades este é o método que consiste em querer submeter às leis da razão a própria organização social. Uma sociedade que se inspira neste método tem por obrigação retirar a todos os seus serviços públicos (administração, justiça, instrução, assistência, etc.) todo o carácter confessional, devendo entender-se que deve torná-los não apenas neutros face às diversas confissões religiosas, mas excluindo rigorosamente todo o dogmatismo explícito ou implícito. A Laicidade integral do Estado é a aplicação pura e simples do Livre Pensamento à vida colectiva da sociedade. Consiste em separar as Igrejas do Estado, não mais sob a forma de partilha de atribuições entre dois poderes que se tratam de igual para igual, mas garantindo às opiniões religiosas a mesma liberdade de todas as opiniões mas recusando-lhe qualquer direito de intervir nos negócios públicos.
Segunda regra: Não sendo o Livre Pensamento completo senão quando empreende a realização social do ideal humano, deve tender para a instituição dum regime no qual nenhum ser humano poderá mais ser sacrificado ou mesmo negligenciado, ou deixado por ela, directa ou indirectamente, na impossibilidade prática de exercer todos os seus direitos de homem e de preencher todos os seus deveres de homem.
O Livre Pensamento é portanto logicamente gerador duma ciência social, duma moral social e duma estética social que, aperfeiçoando-se pelos próprios progressos da consciência pública, constituem um regime de justiça: a justiça social é a razão aplicada pela humanidade ao seu próprio governo.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789727806799 |
| Publisher: | Âncora Editora |
| Release Date: | March of 2019 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 149 x 232 x 13 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 264 |
| Format: | Book |
| Collection: | Ágora |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Chronicles
|
| EAN: | 9789727806799 |
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