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O Amor Não Morre

by Cláudio Ramos
Book eBook
Publisher: Alma dos Livros, March of 2026 ‧
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Esperarei.
Até ao dia em que digas para te esquecer.

Um grande amor pode tornar-se pequeno ou ser pequeno de raiz, porque os amores não são iguais, mas achar que um pequeno amor é melhor que amor nenhum é um erro. Cria espaço para a fragilidade excessiva, que pode dar lugar ao abuso e à agressão.

O amor, independentemente do seu tamanho, tem de ser amor ainda que tenha arestas, e pode nascer numa aplicação de encontros, numa corrida de táxi, no balcão de uma taberna e, sem preconceito, ser igual ao amor que se encontra numa biblioteca ou nas sombras de uma festa de sábado à noite.

À noite, quando se fica sozinho, é quando há mais tempo e espaço para se pensar no que serão os dias que se seguem, porque de repente o amor que era grande saiu a correr para um sítio qualquer, deixando um lugar frio e vazio.

Foi-se embora sem bater com a porta, deixando-a encostada. Nesse espaço entreaberto passaram a viver a esperança de que volte e o medo de que a porta se feche de vez.

Entre estas dúvidas nasce a pergunta: esperar ou esquecer?
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Cláudio Ramos de A a W

O De A a W é uma rubrica da Wook na qual desafiamos uma personalidade a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.

Cláudio Ramos nasceu em 1973 em Luanda, de onde sairia com um ano para se apaixonar para sempre pelo Alentejo e pelas suas gentes. Comunicador nato, estreou-se na televisão em 1999, de onde nunca mais saiu, fazendo disso a sua atividade profissional. Antes, passou pela rádio, pela imprensa escrita, pelo mundo da publicidade e pela blogosfera. Ao longo da sua carreira tem publicado diversos livros em vários géneros. Depois do sucesso de O Rapaz, em 2024, Cláudio Ramos lança agora O Amor Não Morre. Neste romance, o autor parte da ideia de como um grande amor pode tornar-se pequeno ou ser pequeno de raiz, explorando personagens que sentem, sofrem e sonham. De A a W Cláudio Ramos A – Amor. Não vejo outra palavra que tenha maior significado que esta que é, segundo a minha opinião, a que tem uma maior energia.

B – Bruno, um dos personagens deste O Amor Não Morre. Um atarefado nas suas coisas incapaz de olhar de frente para o amor com medo que ele lhe faça mal.

C – Carlos. O eterno sonhador que vive dentro de O Amor Não Morre e luta para conseguir a resposta.

D – Descanso. É obrigatório, mesmo num mundo de corrida onde temos que provar tudo a toda a hora, se não se descansar, as coisas podem correr menos bem.

E – Eva. Uma das personagens deste O Amor Não Morre e que é o espelho de muitas mulheres que vivem na esperança de serem amadas e acabam enganadas... Ou que se enganam.

F – Fé. Meio caminho andado para acreditar que tudo isto vale a pena… G – Girassol. Desde miúdo que entendo o significado de um girassol. Ele não se limita a existir. Ele procura o seu bem-estar. Ele vai atrás do Sol...

H – Hipocrisia. Não há nada pior nas relações humanas que a hipocrisia. Não ser hipócrita faz-nos pagar uma fatura alta, mas ainda assim vale a pena.

I – Intenso. Eu sou uma dessas pessoas intensas em tudo. Levo as coisas ao limite até desistir por completo, mas antes que isso aconteça tento tudo, esforço-me, acredito...

J – Joana. A Joana, que está no livro O Amor Não Morre, aparece como uma mãe de força e acaba numa mulher que se deixou enrolar por mais um homem com interior de coisa nenhuma...

L – Lúcia. Um dos personagens deste O Amor Não Morre. Uma mulher que abdica de tudo porque acredita num homem. Não é a única. Há assim... de vez em quando pode valer a pena. Ou não...

M – Marta. Outra das personagens deste romance. Se todas as mulheres tivessem um pedaço de Marta, talvez fossem mais felizes. N – Não. O “Não” é uma palavra preciosa. Quando usado na altura certa faz milagres.

O – Orgulho. Perceber que se vai tendo orgulho no caminho que se faz, ajuda a continuar em frente.

P – Perseverança. Nada se faz sem ela.

Q – Quarentena. Foi durante a quarentena que Eva, personagem do livro, deu a volta à sua vida.

R – Respeito. Nem precisa de justificação.

S – Sonho. Sem ele não avançamos. A força de acreditar num sonho qualquer é ter a capacidade de ir.

T – Trabalho. Tudo na vida é metade sorte, metade trabalho. A sorte não depende de nós. O trabalho sim.

U – Universo. Para quem acredita na força dele.

V – Vida. Não há nada que mais nos importe e tantas vezes é desperdiçada.

W – W – WC. Não me ocorre mais nada, mas para mim, é fundamental que seja só minha.

O Amor Não Morre

by Cláudio Ramos

Property Description
ISBN: 9789895706211
Publisher: Alma dos Livros
Release Date: March of 2026
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 236 x 22 mm
Cover: Softcover
Pages: 376
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789895706211

Um romance com identificação

Ricardo Trindade, O Informador

O Amor na sua plenitude, sem fórmulas estabelecidas para ser vivido, sem rodeios e com muitos contrastes. É assim que Cláudio Ramos entrega ao leitor O Amor Não Morre, um romance com cinco histórias intercaladas entre si onde a descoberta da partilha de emoções vai acontecendo entre momentos de solidão, raiva, revolta, dor e amor próprio. Neste livro fui convidado a conhecer Eva, uma escritora desgostosa após o término do seu casamento. Solitária e fechada dentro do seu mundo, esta mulher apaixona-se pelo desconhecido vizinho do prédio da frente sem nunca sequer terem trocado uma palavra. Tudo mera ilusão, vontade de ocupar o vazio até ao momento em que um final trágico acontece. Também conhecemos Lúcia, a empregada de Eva, e o seu Américo. Do Alentejo para a capital, este casal está com anos em cima, vivem perante rotinas e com poucas falas, até que Lúcia percebe que não é a única mulher na vida de Américo. Percebe tarde o que não quis admitir antes? Joana é a outra, a mulher deixada com um filho nos braços, com empregos múltiplos para se sustentarem, deixando-se levar pelas cantigas de Américo, um homem que com o tempo se mostra possessivo e machista, vivendo uma relação tóxica onde o controlo e a violência tomam lugar quando Joana deixa de ser a outra para passar a ser a mulher após Lúcia abandonar o seu marido. Pelo meio é possível conhecer Carlos e Bruno, um antigo casal que se volta a encontrar um bom tempo depois revivendo a mágoa de um dos lados pelo abandono que lhe foi causado. Por fim, Marta e Pedro, este filho de Joana. Este casal tem na diferença de idades o seu destaque, mas não vencerá o real sentimento perante o estigma dos anos que os separam? Solidão, comodismo, violência, esperança e verdade, são estes os cinco pontos centrais que destaco nestas histórias de amor que Cláudio Ramos criou para este seu romance, O Amor Não Morre. O curioso disto tudo, e não é a primeira que o sinto, é a identificação que sinto com a escrita do Cláudio, lendo cada página como se tivesse saído do meu pensamento. É algo estranho que não consigo explicar, mas que ao ler me identifico bastante com cada pensamento, cada frase e forma de expressão, disso tenho a certeza. Se terei o mesmo estilo do Cláudio enquanto autor? Um dia acredito que me irei colocar na frente do teclado e perceberei com quem me quiser ler se tenho razão com este sentimento de semelhança difícil de ser explicado.

Simplesmente soberbo

CARLA FERRAZ

Um livro que se lê rápido, mas que fica a ecoar depois. Não é só sobre amor romântico, é sobre crescimento, sobre perceber o nosso valor e, acima de tudo, sobre não aceitar menos do que merecemos. E acho mesmo que é um daqueles livros que aparece na altura certa, especialmente quando estamos mais sensíveis ou a tentar perceber o que sentimos. Recomendo mesmo muito, principalmente para quem gosta de leituras mais emocionais e reais. É daqueles livros que não parecem só um livro parecem um desabafo.

ABOUT THE AUTHOR

Cláudio Ramos

Cláudio Ramos nasceu a 11 de novembro de 1973, às sete da manhã, na sua casa de Luanda, de onde sairia com um ano para se apaixonar para sempre pelo Alentejo e pelas suas gentes. O Alentejo é o lugar que mantém como seu há cinquenta anos e de onde faz questão de nunca abalar.
Comunicador nato, estreou-se na televisão em 1999, de onde nunca mais saiu, fazendo disso a sua atividade profissional. Antes, passou pela rádio, pela imprensa escrita, pelo mundo da publicidade e foi um dos pioneiros no mundo da blogosfera em Portugal.
A escrita é uma das suas camadas na forma de comunicar, vê nisso a possibilidade de se descobrir, de dar mais a quem o segue e de se ir revelando aos olhos dos outros com as histórias que cria e desenvolve como se fossem filhos, tal é o apego que lhes tem.

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