Neve Interior
SYNOPSIS
de uma gaiola de refugiados.
O novo século anunciava filigrana,
gargantas sem alçapão,
altruísmo de medula intacta.
Recitava-se a amnésia das fronteiras,
a livre circulação de candelabros na utopia
e mentes capazes de respirar esculturas de Rodin.
Atravesso a Europa vestida de arame farpado.
Passo os meses à espera
que o estio me dê um autógrafo.
Vivemos tempos de Goya na boca,
não pelo tráfego do deslumbramento,
mas pela imagem sombria pendurada no palato.
O terror sempre deu braçadas largas.
Somos o lapso que nunca atinge o degelo.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789897556609 |
| Publisher: | Edições Humus |
| Release Date: | September of 2021 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 117 x 161 x 7 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 102 |
| Format: | Book |
| Collection: | 12catorze |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Poetry
|
| EAN: | 9789897556609 |
REVIEWS
Poesia boquicheia
Raquel Silva
Criador sublime da (re)combinação poética. Uma viagem ao cosmos das notáveis referências artísticas ao *sensu* de espelho social. Do alvéolo à cidade. É necessário conhecer a obra de Alberto Pereira pela sua digital tão própria, do espanto ao desconforto estilístico da neve, jamais a indiferença.
Mais uma viagem.
Pedro J.R. Costa
O poeta Alberto Pereira já atingiu a imortalidade. Qual Fernando Pessoa ou Herberto Helder, completamente descomprometido dos agrilhoamentos sociocomerciais do mundo literário, teima em viagens selvátivas por esse fantástico Universo do eu. Um "eu" que rapidamente se metamorfoseia em paisagens que afinal não nos são estranhas. Alberto é o Homem que Voa sem asas nem motores, que plana sem autorização sobre a nossa imaginação. Vale a pena a coragem e o atrevimento de conhecer este poeta.
Algumas palavras sobre Neve Interior
Paulo Seara
Abrir as páginas de um livro de poesia tem sempre uma ‘nuance’ de expectativa e surpresa. Ao contactar com a poesia de Alberto Pereira - não sei bem em que quelhos do ciberespaço o encontrei - senti que este é um autor diferente dos outros. Aforismo e metáforas vulcânicas entre o surrealismo e o existencialismo, composta por construções frágeis que equilibram as palavras como mariolas. Neve interior, nome do título resulta da união de duas temáticas do livro, a projeccao do eu em tom confessional a partir do real e a efemeridade de cada ideia patente em cada verso como na poesia oriental. A realidade ofensiva e triste na qual vivemos agrilhoados ao rei mercado destruiu a poesia e as artes, no entanto, existem poetas que antes de se reduzirem a essa escola mercantil e liberal resgatam deste tempo devoluto a poesia descartada através das grandes linguagens da resistência do século XX, o surrealismo e o existencialismo. Mas assumir este objetivo tem um preço. Este poeta sabe onde é o seu lugar - nas margens - escreve sobre o real literal, como Cesário Verde. Arrisco a provocação. Não fujam, é a marginalidade dos cidadãos comuns dos subúrbios de Lisboa que aqui se esparrama; não se trata de um ensaio individualista das classes médias, proveniente de alguns poetas que vivem isolados nos apartamentos duplex do pós-modernismo e pós-estruturalismo.
Lapsos que nunca atingem o degelo
Paulo Seara
Abrir as páginas de um livro de poesia tem sempre uma ‘nuance’ de expectativa e surpresa. Ao contactar com a poesia de Alberto Pereira (não sei bem em que quelhos do ciberespaço o encontrei) senti que este é um poeta diferente dos outros. Aforismos e metáforas tão curtos como a neve quando cai nas latitudes meridionais, não é normal numa poesia portuguesa que muitas vezes se arrasta ao longo dos versos, sem poder de síntese. Li poemas com explosões vulcânicas entre o surrealismo e o existencialismo, composta por construções frágeis que equilibram as palavras como mariolas. Neve interior, nome do título, resulta da união de duas temáticas do livro, a projeccao do eu em tom confessional a partir do literal do real e a efemeridade de cada ideia patente em cada verso como na poesia oriental. A realidade ofensiva e triste em que vivemos agrilhoados ao rei mercado destruiu a poesia e as artes, no entanto, existem poetas que antes de se reduzirem a essa escola mercantil e liberal resgatam deste tempo devoluto a poesia descartada através das grandes linguagens da resistência do século XX, o surrealismo e o existencialismo - vale a pena repeti-lo uma vez mais. Mas assumir esse objectivo tem um preço! Este poeta sabe onde é o seu lugar - nas margens- escreve sobre o real literal como Cesário Verde. Arrisco esta provocação. Não fujam, é a marginalidade dos cidadãos comuns dos subúrbios de Lisboa que aqui se esparrama; não se trata de um ensaio individualista das classes médias, proveniente de alguns poetas que vivem isolados nos apartamentos "duplex" do pós-modernismo e pós-estruturalismo. Edinburgo, 25 de Janeiro de 2022
Poesia sedutora e desarmante
Ricardo Soeiro
Alberto Pereira (1970, Lisboa) tem-se afirmado como um dos raros escritores capazes de esculpir um singularíssimo idiolecto, em que impera um inusitado metaforismo, repleto de exuberantes imagens e desarmantes alegorias. Com Neve Interior Alberto Pereira regressa com o fulgor habitual, iluminando a asfixia do real com o delírio meticuloso da fantasia. Estes versos estremecem na mente de quem os lê, despertando um vasto catálogo de inquietações em que o desespero da finitude contracena com a aspiração ao absoluto. Filiando-se numa linhagem poética que inclui nomes como Herberto Helder, Daniel Faria, Gamoneda ou Sylvia Plath, o autor de Viagem à Demência dos Pássaros e de Poemas com Alzheimer empreende uma audaz descida aos infernos, fazendo emergir a cintilação de uma palavra solitária: em louvor do vento, em comunhão com a sombra. A poesia não é senão isso – “irrepreensível lâmpada interior”, epifânica ressurreição daquilo que foi e não volta nunca mais.
Convocatória Transformadora
Pedro J.R. Costa
Ao ler Alberto Pereira, e em “Neve Interior”, volta a acontecer… temos aquela sensação niilista que nos assalta o espírito. Primeiro vem o NADA, o VAZIO quase que numa inspiração Nietzcheana que nos convoca ao caos do Vazio renegando os valores metafísicos… REVOLTA! Mas penetrando mais profundamente nessa Fossa das Marianas que é o imaginário de Alberto Pereira, descobre-se que a natureza de todas as coisas é o Vazio, numa aproximação ao paradoxo do Mestre Eckhart e somos então confrontados e convocados ao verdadeiro poder do vazio como uma liberdade transformadora no nosso templo interior. Como diria Remi Boyer, é um Vazio de intensa totalidade, de plenitude, quietude, tranquilidade, feito de uma presença absoluta, sem ausência possível… é o lugar do Ser. Imperdível, não ler de uma vez só, ler apenas e só quando o teu templo tem a porta aberta.
Aula de clarividência
J. Matias
"Neve Interior", livro que reúne a produção literária de Alberto Pereira com novos poemas. É uma obra magnífica. As metáforas que a imaginação do escritor concebeu parecem deixar-nos a filosofar de forma interminável. Aconselho vivamente esta aula de clarividência.
Neve Exterior
Gonçalo Oliveira
A neve interior de Alberto Pereira transporta-nos sempre para o nosso exterior analisado a partir do nosso interior. Todas as obras do autor se revelam à nossa voz interior desta maneira: de dentro para fora. A poesia de Alberto Pereira arremessa-nos, ataca-nos sempre de frente com as verdades que nos estão à frente dos olhos, mas que insistente e imbecilmente teimamos em fazer de conta que desconhecemos. Alberto Pereira quer-nos acordados e bem despertos! Uma leitura OBRIGATÓRIA com ou sem copo de vinho. As palavras de Alberto Pereira não podem, nem devem, nem servem para nos embebedarmos, mas sim para ganharmos a coragem de sermos e estarmos vivos.
Magnífica companhia na solidão
Paulo Fonseca
Mais uma vez a genialidade das metáforas seduz quem lê Alberto Pereira. Excelente companhia em final de tarde solarenga acompanhado por um copo de tinto. A escrita inquieta transportar-nos para locais onde o limite é a imaginação. Recomendo.
LINGUAGEM INOVADORA
Henrique Boulhosa
Na minha opinião, Alberto Pereira é um dos maiores poetas contemporâneos. A sua obra devia ser divulgada pelo mundo. Um escritor que concebe metáforas magníficas. Prova disso é este "Neve Interior". Linguagem inovadora.
Alberto Pereira, um poeta contemporâneo e atemporal.
Cristiana Oliveira
"O amor tem sempre o sotaque da neve." e Alberto Pereira metamorfoseia essa neve (interior) em esculturas de gelo belíssimas que, mesmo derretidas, deixam rastos do infinito.
Neve Interior
AL
Na minha opinião, Alberto Pereira é hoje em dia o poeta contemporâneo que mais se aproxima do sublime, dos grandes poetas. O seu fôlego metafórico apresenta uma robustez que não é hermética, mas que permite filosofar sobre as grandes inquietações humanas. Muitas vezes chega a uma dimensão cósmica. Magnífico! Aconselho vivamente toda a sua obra.
Nova geração de poetas
José Correia
Tenho adquirido as obra do poeta Alberto Pereira, é um poeta sublime que dá significado às palavras que utiliza, ilumina a imaginação. Uma palavra "...imaginai...". A ele uma palavra GRATO
PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT
-
Limites10%Edições Humus3,00€ 10% CARTÃO
-
Tômbola10%Edições Humus4,44€ 10% CARTÃO