Nenhum Sítio é Deserto | Piscina de Marés
language: portuguese, english
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Edições Afrontamento, May of 2022 ‧
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SYNOPSIS
Piscina de Leça da Palmeira
«Todos os anos, nas marés vivas, o mar leva o que não é essencial. Naquele sítio, um maciço rochoso interrompe três linhas paralelas: encontro do mar e do céu, da praia e do mar, longo muro de suporte da via marginal. Alguém pensou em proteger uma depressão desse maciço, utilizando-a como piscina de marés. Mas o Atlântico não é o Mediterrâneo, nem é simples construir uma piscina onde poucas se fazem; tratamento da água, captação difícil, regulamentos exigentes. «O melhor é chamar um arquitecto». Nada mudou profundamente.
O edifício dos balneários está ancorado como um barco no muro da marginal. Dali não sai. Alguns muros em betão sustentam a cobertura em riga e cobre e apoiam os percursos de acesso à piscina. Esses percursos existiam (em terreno difícil, as pessoas sabem onde pôr os pés), a piscina existia, os muros são paralelos ao suporte em granito da avenida, do qual apenas se destacam. Aqui e além pequenas intervenções consolidam as plataformas naturais.
Nas primeiras marés vivas o mar levou um pedaço de muro, corrigindo o que não estava bem. Durante sete anos ainda, como Jacob, o arquitecto estudou os remates, a norte e a sul, onde era difícil a entrega do que se fez ao que existia. De tal sorte que daí resultou um plano da marginal, entregue e prontamente pago. Mas tudo foi considerado inútil: o arquitecto apenas tinha escolhido onde pôr os pés e aonde não ir, temeroso dos perigos das rochas e do mar. E alguém disse: «qualquer um sabe onde pôr os pés, e é suposto que um arquitecto ponha os pés em sítios diferentes dos de toda a gente.» E logo o despediram.»
José Miguel Rodrigues
«Todos os anos, nas marés vivas, o mar leva o que não é essencial. Naquele sítio, um maciço rochoso interrompe três linhas paralelas: encontro do mar e do céu, da praia e do mar, longo muro de suporte da via marginal. Alguém pensou em proteger uma depressão desse maciço, utilizando-a como piscina de marés. Mas o Atlântico não é o Mediterrâneo, nem é simples construir uma piscina onde poucas se fazem; tratamento da água, captação difícil, regulamentos exigentes. «O melhor é chamar um arquitecto». Nada mudou profundamente.
O edifício dos balneários está ancorado como um barco no muro da marginal. Dali não sai. Alguns muros em betão sustentam a cobertura em riga e cobre e apoiam os percursos de acesso à piscina. Esses percursos existiam (em terreno difícil, as pessoas sabem onde pôr os pés), a piscina existia, os muros são paralelos ao suporte em granito da avenida, do qual apenas se destacam. Aqui e além pequenas intervenções consolidam as plataformas naturais.
Nas primeiras marés vivas o mar levou um pedaço de muro, corrigindo o que não estava bem. Durante sete anos ainda, como Jacob, o arquitecto estudou os remates, a norte e a sul, onde era difícil a entrega do que se fez ao que existia. De tal sorte que daí resultou um plano da marginal, entregue e prontamente pago. Mas tudo foi considerado inútil: o arquitecto apenas tinha escolhido onde pôr os pés e aonde não ir, temeroso dos perigos das rochas e do mar. E alguém disse: «qualquer um sabe onde pôr os pés, e é suposto que um arquitecto ponha os pés em sítios diferentes dos de toda a gente.» E logo o despediram.»
José Miguel Rodrigues
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789723619317 |
| Publisher: | Edições Afrontamento |
| Release Date: | May of 2022 |
| Language: | Portuguese, English |
| Dimensions: | 170 x 241 x 15 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 192 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in English
>
Art
>
Architecture
Books in Portuguese > Art > Architecture |
| EAN: | 9789723619317 |
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