10% OFF

Na Gaiola

Livro de bolso

by Henry James
Publisher: Penguin Clássicos, April of 2025 ‧
10,95€
9,86€
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Contada do ponto de vista de uma telegrafista confinada a um exíguo espaço de trabalho, esta é a história de uma jovem ocupada a contar as palavras alheias e a imaginar o que sucede no dia-a-dia daqueles que a visitam.

Em Na Gaiola, novela maior de Henry James e singular no conjunto da sua obra, as palavras escritas e os enfeites florais são luxos dispendiosos. Debruçando-se sobre as preocupações financeiras dos que não vivem na riqueza, e imprimindo uma intencionalidade implacável a cada elemento frásico, James faz da insinuação uma arte, de forma a manter a curiosidade do leitor acesa perante a vilania do narrador e da própria telegrafista.
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Os livros também têm estações? – Outono e inverno

Continuamos a viagem literária pelas quatro estações da alma – porque nem todos os livros se leem da mesma forma o ano inteiro, e alguns só revelam a sua plenitude quando escolhidos no tempo certo. Esta semana, olhamos para o outono e o inverno.
OUTONO – INTROSPEÇÕES, PERDAS, NOSTALGIA Tao, de Osho Há caminhos que se percorrem com os pés, e há outros que só se percorrem quando deixamos de caminhar. O taoismo é isso: o caminho que não se força, o movimento que acontece sem esforço, a sabedoria de deixar a vida fluir. Neste livro, Osho convida-nos a desaprender o controlo, a largar a rigidez do ego e a escutar os mestres que falaram a partir do vazio — Lao-Tsé, Chuang Tse e tantos outros que, sem mapas nem metas, ensinaram a arte de ser.
Com o seu estilo provocador e lúcido, Osho mostra como o Tao continua vivo — não como doutrina, mas como experiência; não como sistema, mas como entrega. O leitor não encontrará respostas prontas, mas pistas subtis e reflexões que rasgam as certezas do pensamento racional. Um livro que não ensina o caminho — mas ajudará a reconhecer o chão por onde sempre se caminhou. QUERO LER! » De Quatro, de Miranda July Uma mulher sai de casa para atravessar o país — e acaba por se atravessar a si própria. Com uma mala cheia de intenções e um prémio acabado de ganhar, esta artista prepara-se para duas semanas em Nova Iorque: arte, encontros, vida cosmopolita. Mas trinta minutos depois de sair de casa, faz um desvio numa bomba de gasolina — e nunca mais retoma a viagem. O que a prende naquele motel de beira de estrada, num lugar onde nada acontece? O olhar de um estranho ou talvez o cansaço do mundo que deixou para trás? Ou um desejo mais obscuro, mais íntimo, mais livre?
De Quatro é uma reinvenção radical das histórias de amor, das convenções familiares e das fugas que não parecem ter destino. Miranda July desmonta o quotidiano com humor, estranheza e uma ternura desarmante, criando uma narrativa em que tudo — o corpo, a arte, o desejo e a maternidade — se reinventa à margem. É literatura que não pede licença para sair da estrada; uma viagem sem mapa, na qual o absurdo e a beleza caminham lado a lado. Uma história sobre o que acontece quando se para… e, finalmente, se começa a viver. QUERO LER! » O Problema Final, de Arturo Pérez-Reverte Um crime à moda antiga, uma ilha isolada, um ator que já foi detetive — no cinema. Quando Edith Mander é encontrada morta no pavilhão da praia, tudo parece apontar para o suicídio. Mas nada é o que parece, sobretudo numa ilha onde nove pessoas ficaram presas por uma tempestade, sem saída nem comunicação com o mundo exterior. Entre elas está Hopalong Basil, um ator britânico que já foi a cara de Sherlock Holmes no grande ecrã. E é com esse olhar treinado, meio fingido, meio verdadeiro, que começa a decifrar o que os outros não veem: os gestos impercetíveis, as mentiras bem contadas, o pormenor que trai.
O Problema Final não é apenas mais um romance policial: é uma homenagem engenhosa ao género, um jogo subtil entre a realidade e ficção, em que Arturo Pérez-Reverte desafia o leitor a resolver o enigma antes que as cortinas se fechem. Um livro que pisca o olho a Agatha Christie, que honra Conan Doyle — e que transforma o leitor no verdadeiro adversário do crime. Porque, no fim, o verdadeiro mistério é este: será que queremos mesmo saber quem matou Edith Mander? QUERO LER! » INVERNO – SOLIDÃO, SILÊNCIO, ESPIRITUALIDADE, CLÁSSICOS DENSOS José Matias, de Eça de Queiroz José Matias já nasce morto — pelo menos, para o mundo dos vivos. É numa bela tarde lisboeta que se realiza o seu enterro, e é nessa luz irónica que começa esta narrativa, conduzida por um professor de Filosofia que o recorda com um misto de perplexidade, ternura e espanto. O que há para dizer de um homem que viveu à margem de tudo, exceto da paixão que o consumiu? E que paixão é essa que rejeita o corpo e se alimenta de ausência?
Neste conto inquietante, Eça de Queiroz dá voz a uma história de amor tão radical que ultrapassa os limites do desejo. José Matias ama com uma intensidade que se subtrai à carne, numa entrega que beira o delírio, entre a devoção metafísica e o masoquismo emocional. Mais do que amar, José Matias transcende-se — e, ao fazê-lo, destrói-se.
Com uma ironia subtil e uma inteligência precursora do pensamento psicanalítico, Eça traça o retrato de uma alma excêntrica e dilacerada, em luta com os próprios sentimentos e com a moral da sua época. O resultado é um conto breve, mas vertiginoso, no qual filosofia, loucura, amor e renúncia se entrelaçam num dos textos mais enigmáticos e fascinantes da literatura portuguesa. QUERO LER! » Na Gaiola, de Henry James Num pequeno posto telegráfico londrino, uma mulher observa sem ser vista. Na Gaiola acompanha os dias de uma jovem telegrafista que, do seu posto de trabalho, assiste em fragmentos à vida de desconhecidos. Limitada ao que ouve e transcreve, e ao pouco que o olhar lhe permite captar, começa a construir hipóteses sobre as intenções e os dramas daqueles que passam por ela — especialmente um casal que lhe desperta um interesse difícil de nomear.
Henry James compõe aqui uma narrativa de grande subtileza, na qual a perceção e a imaginação caminham sem fronteiras nítidas. Através de uma escrita precisa e carregada de intenção, explora temas como o desejo, a vigilância e a exclusão social, com uma atenção particular aos matizes da linguagem e às limitações impostas pela classe e pelo género. Na Gaiola é uma reflexão sobre a distância entre o que se vive e o que se pressente — e sobre como a observação, quando privada de contexto, pode distorcer tanto quanto revela. QUERO LER! » Os Quatro Evangelhos, de Frederico Lourenço Antes de serem fundamento de uma fé, os Evangelhos foram palavras escritas com simplicidade. Num grego despojado, sem ornamentos nem ambições literárias, os quatro textos que compõem esta edição deixaram uma marca na história do mundo. Lidos hoje, dois milénios depois, continuam a impressionar não só pela mensagem que transportam, mas pela força serena da sua linguagem — direta, desarmante, próxima.
Nesta nova edição bilingue, a tradução aproxima-se o mais possível da experiência textual dos primeiros cristãos, seguindo o Codex Vaticanus, o mais antigo manuscrito completo dos Evangelhos. O resultado é um regresso às origens, não só da fé cristã mas também de uma forma de narrar que combina transcendência com Humanidade. Ao lado do grego original, o leitor encontrará uma tradução rigorosa e sensível, que respeita as inflexões do texto primitivo e propõe uma leitura renovada dos Evangelhos enquanto testemunho, memória e, em muitos momentos, verdadeira literatura. Este volume é mais do que um exercício filológico. É um convite à escuta — não apenas das palavras, mas do silêncio entre elas. QUERO LER! »

Na Gaiola

Livro de bolso

by Henry James

Property Description
ISBN: 9789895835607
Publisher: Penguin Clássicos
Release Date: April of 2025
Language: Portuguese
Dimensions: 123 x 190 x 7 mm
Cover: Softcover
Pages: 160
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789895835607

Leitura Desafiadora

Uma Telegrafista

Por se tratar de uma obra da fase tardia de Henry James, marcada por uma escrita mais densa e introspectiva, a leitura revelou-se, para mim, algo difícil em certos capítulos. O ritmo é, por vezes, monótono, a protagonista não inspira grande confiança, e o enredo deixa várias questões em aberto. Consoante as expectativas de cada leitor, isso pode ser encarado como um convite à reflexão… ou como uma fonte de frustração. Vale ainda salientar as críticas subtis que o autor faz à sociedade londrina da época, especialmente no que toca às convenções sociais e à posição da mulher.

ABOUT THE AUTHOR

Henry James

Henry James (1843-1916), nasceu em Nova Iorque, nos Estados Unidos, numa família de intelectuais. Filho do teólogo Henry James Sr e irmão do filósofo-psicólogo William James, foi um dos mais reconhecidos autores de finais do século XIX e princípios do século XX. Na sua juventude viajou basntante entre a Europa e a América, estudando com professores de Geneva, Londres, Bolonha, Paris, chegando mesmo a frequentar por um período breve a Harvard Law School. Passou assim a maior parte da vida na Europa dedicando-se à escrita de vários géneros como romances, contos, crítica literária e artística, literatura de viagens, biografia e autobiografia. Analisava o mundo tendo em conta conceitos base como a liberdade, o monólogo interior e o drama psicológico, abordando histórias de fantasmas onde explorava a ténue fronteira entre o sobrenatural e as áreas mais recônditas da mente humana. Das suas inúmeras obras notabilizaram-se Retrato de Uma Senhora, Os Europeus,O Mentiroso e Daisy Miller, entre outras.

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