Metrónomo sem Função
Publisher:
Oro, November of 2020 ‧
see product details
15,00€
10% OFF
CARD
UXpWSFNsRkpMMjlUV0cxcFJWbE1SMDg1Wmpod1kwUlhSMGhKWlNzeGRpOWtVblpGZDBsellrSnNlVU5SYzFFemNDdElSbFI1WVhGa1lqZzBRMG81Tm1oUk5XMWhORk5YTW5WR04wTmhWMDUzVTFGSGVrOTNkVmh5V1haMVYzbFNNRmwwZGpRemEyMUdibmhNVW1sd2NXRmhWVGswWmpGd1oxWmlVVTUwVVdsVWN6WjViQzh3U0RkR2VtZGpNVWRLYmsxUFUzZExUMGdyVTA1UFMyeHlZMUJXTWsxQlVFOW9hSEpwU2xKTmJVZHRSVVExVld0bVJteERlVTlaT1dGaFVtNWpTRVJyUnpSNkx6aDJSRGhET0RKeFpUaEVVbVpHTlhkTU5XeHBXR1pFU2xZM1NsUlJjRFpQVFM5MlptTjJPUzl6ZHpCbGVVbFFiV3RwYWtaMmFsUlZZVnA2ZG5aSlR6WlBUbmxhU1ZOU1UwTnpZV1pNTjBneWJrazFSRWxEYVVaSE16SnlWR2xGVW1kRmF6VmlTemxXUVM5RE5WQnJkRmhLVm14V2JYWjVUMlY1UVV4WWVrbE9jbmhXV0cxck9UWkJibFpHV1ZCM1ZsWnBlRWRxZWxodlEweG9WVmhpZDJkYWVqZEJaVmxCTHpGMGNDOHpTMjFHVUcxWFoyMXJPREpZUWxnd1JVRXZlbFI2TkhacFNXMWxSR0ZQVEZKRE1sUjNNMmx6YUVWNVdrcFlkRU5TTm1Wd1JVZDRWMloyVG1WVWVFdEtSbTAzWVZkSVYyRktjWGhEY0d4VGJGa3lkVk4wV21wV09VaE5hV3Q0WWtnd2IwMVljRGdyUTBJd1ZXMVNUMEp1TlM5VU9YbFdkWGhsTURObmVtNHlURk5HYVdVck5IQndTbTA0V0UxNUswRlpiblZQV2xkbldqaHZhVmxyYjFKb1VubEpZbUVyVkZFdmRFTkRRVGxZVEc1NVNFWkhNM0UwVUZwYVRXTllVM2hWUzNGalptUjRhRlZETVVOc1RHWjFaMnB2VjAxR1ZWWTFWelY2Y0dKeU0zZE5OSEZOUTFobE16aEtlbTVrTW05SFpXWTBlR1l3VDNSRlREbDBRelpLVEZkVU5XRkxUVE42YkZaclF6Qk9iM055V2xkNGVtZHljVnByTTJSWFRXcGxhMEk0YURCWk5uUnpOV0l2V0ZWVllucHlOblUwTTBKS2VtdE1XbmhQZW5Bd1ZHMXFZMVFyYVZkb1lVeGthMkZYYXl0dVltOTVkMFUzZFVKemRqZFdTR0pyYjNnMmRraG9kM1J3UjFWbVZIRmpVV1pqUFE9PTpKOG9reVBiMUZ1Ri9rQlVVWFhMME13PT0=
IN STOCK
-
SYNOPSIS
Nesta sua estreia literária, Laura do Céu, pseudónimo de Soraia Simões de Andrade, procura uma linguagem ficcional a partir da autobiografia, entendida não como representação mimética de um percurso de vida da autora, mas como a ficcionalização da trajetória que a consciência subjetiva da narradora empreende em busca de compreensão do seu lugar no mundo.
Dois eixos me parecem igualmente determinantes e imbricados na estruturação desta narrativa: a reflexão sobre a dimensão proteica da perda, codificada nas perdas pessoais da narradora, na fabulação do corpo em perda e do confinamento hospitalar, e nos caminhos que essas perdas abrem em termos da autocompreensão e da afirmação do sujeito da escrita; e a coincidência desse processo de descoberta e afirmação pessoais com o lento despertar da consciência cívica e da liberdade criativa e do lazer numa jovem democracia na periferia da Europa.
O episódio da professora Cassilda e de como ela deixa de reguar os seus alunos é talvez o melhor indício da importância deste registo, como o metrónomo, com a sua história anticolonial, é o objeto que melhor marca um tempo fora dos gonzos, as ressurgências palimpsésticas da moralidade patriarcal na confluência do mundo rural e da urbe provinciana. A unir estes dois eixos está o trabalho romanesco sobre o nome próprio, e que cimenta a dimensão autobiográfica ficcional desta narrativa: a autobiografia é sempre o relato da conquista de um nome.
O nome é o pior de todos os epítetos dispensados pelos colegas de escola à pequena Zoraide, e deixou de ser um problema apenas no culminar de um ato de coragem em que ela se insurge contra o abuso físico e psicológico da professora sobre os alunos, um dos rostos serôdios do outro tempo, e assim afirma e institui a consciência de um novo direito.
O motivo da escrita como costura merece atenção especial: costura entre o vivido e o diário, e entre o diário e a sua distensão crítica na efabulação. Este é um motivo que conjura uma das figuras mais poderosas do livro, a da cicatriz que a mãe exibe à filha sempre que lhe ralha, como marca de que o nascimento é para esta narradora uma história sem remate anunciado.
Dois eixos me parecem igualmente determinantes e imbricados na estruturação desta narrativa: a reflexão sobre a dimensão proteica da perda, codificada nas perdas pessoais da narradora, na fabulação do corpo em perda e do confinamento hospitalar, e nos caminhos que essas perdas abrem em termos da autocompreensão e da afirmação do sujeito da escrita; e a coincidência desse processo de descoberta e afirmação pessoais com o lento despertar da consciência cívica e da liberdade criativa e do lazer numa jovem democracia na periferia da Europa.
O episódio da professora Cassilda e de como ela deixa de reguar os seus alunos é talvez o melhor indício da importância deste registo, como o metrónomo, com a sua história anticolonial, é o objeto que melhor marca um tempo fora dos gonzos, as ressurgências palimpsésticas da moralidade patriarcal na confluência do mundo rural e da urbe provinciana. A unir estes dois eixos está o trabalho romanesco sobre o nome próprio, e que cimenta a dimensão autobiográfica ficcional desta narrativa: a autobiografia é sempre o relato da conquista de um nome.
O nome é o pior de todos os epítetos dispensados pelos colegas de escola à pequena Zoraide, e deixou de ser um problema apenas no culminar de um ato de coragem em que ela se insurge contra o abuso físico e psicológico da professora sobre os alunos, um dos rostos serôdios do outro tempo, e assim afirma e institui a consciência de um novo direito.
O motivo da escrita como costura merece atenção especial: costura entre o vivido e o diário, e entre o diário e a sua distensão crítica na efabulação. Este é um motivo que conjura uma das figuras mais poderosas do livro, a da cicatriz que a mãe exibe à filha sempre que lhe ralha, como marca de que o nascimento é para esta narradora uma história sem remate anunciado.
DETeBook com proteção para wookreaderILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789898893215 |
| Publisher: | Oro |
| Release Date: | November of 2020 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 169 x 238 x 8 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 104 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Romance
|
| EAN: | 9789898893215 |
PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT
-
10%Uma Mãe Tão PunkChiado Books15,00€ 10% CARTÃO
-
10%A Violência e EscárnioAntígona14,40€
16,00€free shipping