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Mãe, o Céu Está com Lápis de Cor

by Ana Abel
Publisher: MoDocromia, September of 2024 ‧
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«Estamos na casa das fadas há muitos dias, hoje quando desci as escadas, ouvi muitos gritos e uma luta de cabelos de duas senhoras que há noite são fadas. Fiquei sentada na escada a ver. Diziam nomes feios e uma gritou: Sua puta ladra! Outra senhora zangada disse: Para com isso Lorena, está ali a Nina a olhar para ti. Putas somos todas! Aprendi que as fadas da noite, de dia se chamam putas. Eu gosto de estar em casa das minhas amigas putas.» Conto Nina e a Clandestinidade

Mãe, o Céu Está com Lápis de Cor

by Ana Abel

Property Description
ISBN: 9789893570678
Publisher: MoDocromia
Release Date: September of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 160 x 220 x 5 mm
Cover: Softcover
Pages: 76
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Short stories
EAN: 9789893570678

ABOUT THE AUTHOR

Ana Abel

Nasce em Lisboa em Campo de Ourique, em casa, como se nascia naquela época, num domingo de setembro de 1946.
Andou no Liceu Francês, (Pátio do Tijolo) desde os 4 anos, e depois no Liceu Charles Lepierre.
Depois de uma curta passagem por Coimbra, aos 10 anos foi viver para Santo Amaro de Oeiras.
Aos 16 anos, estudante do Liceu Nacional de Oeiras, torna-se ativista da luta estudantil durante a Crise Académica, e membro do PCP, em 1962.
Foi presa em 21-01-1965, ainda no liceu, pela PIDE, que a foi buscar a casa. Após os interrogatórios da PIDE, na sede da rua António Maria Cardoso, esteve durante três meses presa no Forte de Caxias.
Conhece Aguinaldo Cabral, no ano de 1967, E durante o apoio às populações nas grandes cheias de novembro, iniciam a ligação que os tornou companheiro para toda a vida. Casa em 28-03-1968.
Em 1971, foi ter com o marido a Henrique de Carvalho (Saurimo) e seis meses depois ao Cacolo, no leste de Angola, nessa altura já com um filho de dois anos. Esteve em Angola durante um ano.
Já grávida do segundo filho, em 1972 reinicia os estudos de medicina, e licencia-se em 1976 na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Manteve-se nos Hospitais Civis de Lisboa, tendo feito o Serviço Médico à Periferia durante todo ano de 1979. Experiência humana riquíssima.
Tornou-se médica especialista em Obstetrícia e Ginecologia.
Trabalhou na Maternidade Magalhães Coutinho/ Sta. Barbara, e no Hospital do Barreiro, hoje Centro Hospitalar Barreiro/Montijo. Onde foi Directora Clínica.
Manteve-se como ativista pelos direitos das mulheres.
Membro do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), desde 1974, pertenceu ao Conselho Nacional do MDM.
Empenhou-se publicamente na defesa do Planeamento Familiar e da Interrupção Voluntaria da Gravidez em sessões e debates públicos.
Esteve na génese da criação das consultas de IVG juntamente com o serviço de ginecologia (médicos e enfermeiras) do Hospital do Barreiro e com os médicos e enfermeiras de Medicina Geral e Familiar do ACES do Barreiro.
Recebeu uma menção honrosa no concurso de poesia promovido pela Sociedade Portuguesa de Escritores Médicos (SOPEM), em 1983.
Foi convidada a integrar a direção da SOPEM de 1984 a 1987, presidida pelo Prof. Barahona Fernandes, e fazendo parte da direção, Prista Monteiro, António Bellini Jara, Armando Moreno.
Publica na área da poesia e pequenas crónicas, na revista "Mulheres" numa rubrica chamada "Quotidiano Breve" (1978-1989) e no jornal "O Diário". A sua poesia foi lida na rádio, pela Fernanda Lapa, e tem aparecido ao longo dos anos em vários eventos sociais e políticos.
Fez parte da direção da Ordem dos Médicos de 2014 a 2017.
Socia fundadora e vice-presidente da Associação de Médicos pelo Direito à Saúde (AMPDS). É defensora intransigente do SNS.
Em 2022, já reformada, concorre, como cabeça de lista, às eleições autárquicas da freguesia de Benfica pela CDU. tendo sido eleita. Faz parte, atualmente, da Assembleia de Freguesia de Benfica.

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