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Mãe, Doce Mar

by João Pinto Coelho
Publisher: Dom Quixote, October of 2022 ‧
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Depois de passar a infância num orfanato, Noah conhece finalmente Patience, a mãe, aos doze anos. Mas, apesar de ela fazer tudo para o compensar, nunca se refere ao motivo do abandono; e, por isso, seja na casa de praia de Cape Cod, onde passam temporadas, seja no teatro do Connecticut onde acabam a trabalhar juntos, há um caminho de brasas que teima em separá-los mas que nenhum ousa atravessar.

Quando Noah encontra Frank O’Leary - um jesuíta excêntrico que guia um Rolls-Royce às cores -, descobre nele o amparo que procurava. Mesmo assim, há coisas que o padre prefere guardar para si: os anos de estudante; o bar irlandês de Boston onde ele e os amigos se encharcavam de cerveja e recitavam poemas; e ainda Catherine, a jovem ambiciosa que não temeu desviá-lo da sua vocação.

É, curiosamente, a terrível experiência de solidão num colégio religioso o primeiro segredo que Patience partilhará com Noah; contudo, quando essa confissão se encaixar no relato do padre Frank, ficará no ar o cheiro da tragédia e a revelação que se lhe segue só pode ser mentira

Mãe, Doce Mar

by João Pinto Coelho

Property Description
ISBN: 9789722075886
Publisher: Dom Quixote
Release Date: October of 2022
Language: Portuguese
Dimensions: 156 x 236 x 13 mm
Cover: Softcover
Pages: 200
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789722075886

PROCURAR AS RAÍZES NO MAR

LUÍSA COSTA MACEDO

A longínqua história das Crianças das Águas, três caridosas irmãs cuja precoce morte levou a congregação local a homenageá-las através da construção de três idênticos faróis na costa de Cape Cod no estado de Massachusetts, dá-nos o ponto de referência para o início deste romance onde a ação se cruza em vários tempos entre a força do mar e as cidades de Boston e Nova Iorque. A narrativa é feita ela também a três vozes: Noah, Frank e Patience. Com um passado vivido entre orfanatos e famílias de acolhimento, Noah tenta encontrar junto de Patience, reputada coreógrafa e que o jovem conhece como sua mãe aos 12 anos, uma luz que revele a sua própria história e os motivos pelos quais fora abandonado. No meio dessa demanda surge Frank O’Leary, um padre Jesuíta algo excêntrico e amigo de juventude de Catherine, uma ambiciosa senadora, figuras com um passado cujos caminhos vão dar aos rochedos de Cape Cod e a Noah. A força das personagens e o seu passado mergulha neste mar da Nova Inglaterra, onde todos se debatem para encontrar um caminho nos areais dos seus internos tumultos. LCM “Que preta caíra a noite. Seria tarefa impossível distinguir o céu do mar, não fossem aquelas três estrelas quase a tocarem na água. Se, à distância que as via, não fossem as que eu pensava, afastadas como estavam seriam o que eu quisesse – até um trio de faróis.”

Eu fui até às Three Sisters

Sónia Sebastião

Gostei muito do Mãe, Doce Mar. Há algo na escrita de João Pinto Coelho que nos muda de um território físico para um território imaginado mais relaxado e aprazível. Tem um dom de nos fazer viver a escrita e voltar a apaixonar pelas histórias. Em português, o nosso português, e é tão bom!

Supreendente

Sara Jesus

Uma narrativa contada em três vozes, que no início parecem terem pouco em comum mas que no final agarre-nos de um modo avassalador. Noah cresceu em orfanatos e com muitos pais de acolhimento, sempre a espera do dia do aparecimento da sua mãe. Quando esta lhe aparece ela não demonstra ser a mãe afetuosa que esperava, se mantendo distante ao longo do tempo em que vivem juntos. A única coisa que realmente os une é o teatro. A Patience e Noah junta-se Frank, um padre jesuíta que passa os dias no farol conversando com Noah. Ao contrário da mãe dele, demonstra um afeto sincero e dispõe-se ao ouvir os seus lamentos. Contudo pouco revela da sua vida pessoal, que mais tarde sabemos foi feita de algumas festas e paixões loucas. Noah passará toda a ação tentando encontrar a sua história, compreender o verdadeiro motivo do seu abandono e porque Patience demonstra por vezes ser uma figura tão melancólica.

Escrita maravilhosa

Rita

O autor já me deslumbrou com Perguntem a Sara Gross e este livro superou. Sentimos que o autor nos abre o seu coração e que o conhecemos através deste livro!

Doce livro

Raquel A.

É impressionante como num livro tão (relativamente) pequeno o autor consegue explorar tão bem a narrativa e torná-la tão completa e bonita. Foi a primeira vez que li um livro deste autor e fiquei com vontade de ler a sua restante obra porque tem uma escrita mesmo muito bonita.

Golpe de mestre

Helena F.

Mãe, Doce Mar. Tudo o que se possa dizer deste livro vai ser sempre insuficiente sem a sua leitura. Mais uma obra que revela a mestria do autor.

Tão cativante!

Fátima M.

Sem dúvida, mais uma obra do João, carregada de emoção e sentimento. Fácil de ler, prende do início ao fim.

Oferta

Rosa Teixeira

Comprei este livro para oferecer, mas brevemente irei comprar outro para mim, pois estou ansiosa por lê-lo. Adoro este autor. As suas obras são fantásticas.

ABOUT THE AUTHOR

João Pinto Coelho

João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Frequentou Belas-Artes e licenciou-se em Arquitetura, tendo passado algumas temporadas nos EUA, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque.
Após vinte anos de investigação sobre a perseguição aos judeus europeus durante a primeira metade do século XX, integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar nos antigos campos de Auschwitz. Nessas iniciativas, trabalhou de perto com diversos investigadores e sobreviventes da Shoah. É nesse ambiente que decorre o seu primeiro romance, Perguntem a Sarah Gross, finalista do Prémio LeYa, nomeado para Melhor Livro de Ficção Narrativa pela SPA e representante de Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry. O seu romance seguinte, Os Loucos da Rua Mazur, foi o vencedor do Prémio LeYa 2017, finalista do Prémio Literário Fernando Namora e semifinalista do Prémio Oceanos. Em novembro de 2020, publicou Um Tempo a Fingir, romance finalista do Prémio da União Europeia para a Literatura e do Prémio Literário Fernando Namora, bem como semifinalista do Prémio Oceanos. Dois anos depois, lançou Mãe, Doce Mar, em que, pela primeira vez, abandona o pano de fundo de uma Europa em guerra.
Os quatro romances integram o Plano Nacional de Leitura.

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