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Livro de Mágoas

by Florbela Espanca
Publisher: Editorial Estampa, April of 2012 ‧
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«O caso literário de Florbela Espanca continua a acenar-nos a partir da sua estranheza, radicalidade e engenho. Mas, tal como acontece com escritoras como Anais Ninn ou Sylvia Plath, para o leitor comum, a obra de Florbela Espanca não se distingue da trajetória da sua vida, e do seu drama psicológico, bem como da ousadia comportamental em relação aos costumes do seu tempo, e aparece normalmente embrulhada numa amálgama de referências e conceitos que deixam a sua avaliação literariamente ofuscada. Por isso mesmo, convém que a publicação da sua obra se rodeie de reverência mas sobretudo de cuidados científicos. a presente edição anotada das Obras Completas de Florbela Espanca, dirigida por especialistas conceituados, garante essas duas vertentes: a reconstituição rigorosa do texto primitivo e suas vicissitudes, e o cuidado extremo na sua apresentação ao público.»

Lídia Jorge

Livro de Mágoas

by Florbela Espanca

Property Description
ISBN: 9789723326703
Publisher: Editorial Estampa
Release Date: April of 2012
Language: Portuguese
Dimensions: 135 x 186 x 10 mm
Cover: Softcover
Pages: 152
Format: Book
Collection: Obras Completas de Florbela Espanca
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 9789723326703

A Florbela

Monica

Este livro é um regalo para quem ama poesia. A Florbela, sem igual, que transmite sentimento através da sua poesia.

Lindo

Sara

Edição bonita e compacta, ideal para quem, como eu, gosta de ler fora de casa. A organização permite-nos compreender o pensamento da autora de um modo muito natural. Ninguém escreve sonetos como Florbela. Maravilhoso.

Muito útil

Adélia Maria Moura Alves Pinto Cordeiro

Livro que pela sua organização permite a compreensão do universo de Florbela Espanca, levando ao entendimento dos seus poemas, principalmente interessante para os alunos 10º no estudo da sua poesia.

ABOUT THE AUTHOR

Florbela Espanca

Poetisa e contista. Depois de concluir os estudos liceais em Évora, frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa. A abordagem crítica da sua obra poética, marcada pela exaltação passional, tem permanecido demasiado devedora de correlações, mais ou menos implícitas, estabelecidas entre o seu conturbado percurso biográfico - uma existência amorosa e socialmente malograda que culminaria com um suicídio aos 36 anos de idade -, e uma voz poética feminina, egotista e sentimental, singularmente isolada no contexto literário das primeiras décadas do século. Na verdade, a leitura mais imparcial das suas composições, entre as quais se contam alguns dos mais belos sonetos da língua portuguesa, permite posicioná-la quer na matriz de uma poesia finissecular que, formalmente, cruza caracteres decadentistas, simbolistas (são várias as referências na sua poesia a autores simbolistas) e neorromânticos (acusando a admiração por certos autores da terceira geração romântica, como Antero de Quental), "à maneira de um epígono de António Nobre" (cf. PEREIRA, José Augusto Seabra - prefácio a Obras Completas de Florbela Espanca, vol. I, Poesia, Lisboa, D. Quixote, 1985, p. IV), quer, ainda, pela forma como a vivência do amor promove, a cada passo, uma mitificação do eu, na senda de certos autores do primeiro modernismo como Sá-Carneiro, Alfredo Guisado ou António Botto. Por outra via, a da literatura mística, Florbela Espanca reata conscientemente ("Soror Saudade") com a tradição da literatura claustral feminina que recebera, no período de maior florescimento, uma marca conceptista, mantida na poética de Florbela por certa propensão para a exploração das antíteses morte/vida, amor/dor, verdade/engano. A imagem da mulher que sofre de ilusão em ilusão amorosa, que reitera até ao desespero a sua fatalidade, que dá expressão a uma existência irremediavelmente minada pela ansiedade e pela incompreensão, acabou por, na receção alargada da sua poesia, sobrepor-se a outros nexos temáticos com igual pertinência, como a dor de pensar e a aspiração à simplicidade ("Quem me dera voltar à inocência / Das coisas brutas, sãs, inanimadas, / Despir o vão orgulho, a incoerência: / - Mantos rotos de estátuas mutiladas!" ("Não Ser"); ou a forma como a busca do amor se volve essencialmente em busca de si mesma através dos estilhaços de um ser que não sabe ser sozinho: "Ó pavoroso mal de ser sozinha! / Ó pavoroso e atroz mal de trazer / Tantas almas a rir dentro da minha!" ("Loucura", in Sonetos). Florbela Espanca.

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