Heróides

by Ovídio
Publisher: Cotovia, September of 2016 ‧
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Um poeta de amor. Homem. Dezoito personagens lendárias. Mulheres. E mais dezoito, igualmente mitos. Homens. Cartas. Todos estes elementos se cruzam aqui, neste estranho livro. O poeta é Ovídio, o poeta de amor de Roma. Do amor físico, do amor-prazer, que outro não concebe ele. As mulheres são a voz que fala nestas cartas de amor, que são também cantos de ausência e separação, ciúme e traição, queixume e apelo, lamento e indignação. Os homens são o outro lado do correio epistolar.

Escritas na primeira fase da vida de Ovídio e contemporâneas da demais poesia de amor ovidiana - Amores, Arte de amar e Remédios contra o amor - as Heróides talvez sejam a primeira colectânea poética assumidamente de autoria masculina e de voz feminina na história da literatura ocidental. E isso é bem ao arrepio da hierarquia social do seu tempo, se tempo tiveram, e do tempo do poeta que assim as faz reviver.

A presente edição dos Livros Cotovia é uma tradução do latim de Carlos Ascenso André.

Heróides

by Ovídio

Property Description
ISBN: 9789727953707
Publisher: Cotovia
Release Date: September of 2016
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 235 x 22 mm
Cover: Hardcover
Pages: 200
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 9789727953707

Cartas de Amor

Emanuel Guerreiro

Vinte e uma cartas de amor, recuperando figuras da literatura da antiguidade clássica, quer masculinas quer femininas, onde o sentimento amoroso é predominante, assim como a ausência, a resposta que não chega, a negação ou a retribuição que não é dada.

ABOUT THE AUTHOR

Ovídio

Públio Ovídio Nasão nasceu em Sulmo, a atual Sulmona, a 20 de março de 43 a.C. Cedo entrou nos meios literários de Roma e se tornou próximo dos melhores poetas de então. Assim teve início o seu percurso pela poesia amorosa e erótica, que o levaria, sucessivamente, a compor as Heróides, a Arte de amar, os Remédios contra o amor, os Tratamentos para a beleza da mulher. Em meio de tão grande sucesso e quando nada o fazia prever, atingiu-o um duro golpe da fortuna, súbito e inesperado: Augusto, em 8 a. C., expulsou-o de Roma e condenou-o ao exílio, em Tomos, nos confins do Império, no atual território da Roménia. E, já em Tomos, foi compondo cartas que tinham por destinatários a esposa, os amigos, a família que em Roma ficara. Organizou-as em duas coletâneas: os Tristes, primeiro, ou, talvez, numa tradução mais fiel, Cantos de tristeza, e, mais tarde, as Cartas do Ponto. Em uma e outra abundam poemas de queixume, de tristeza, um canto doentio e monótono, de quem sente fugir-lhe a inspiração para tudo o mais que não seja a celebração da sua própria dor. A qualidade estética desses poemas tem dividido os estudiosos; seja como for, porém, a verdade é que, com essas coletâneas, Ovídio inaugurou uma nova modalidade de poesia, a que poderíamos, sem exagero, chamar "poética do exílio".

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