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Flores para Algernon

by Daniel Keyes
Publisher: Relógio D'Água, December of 2022 ‧
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Flores para Algernon narra a história de um homem com dificuldades mentais que por via experimental procura adquirir o mesmo quociente de inteligência que Algernon, um sobredotado rato de laboratório.

Através de entradas de diário, Charlie documenta o modo como uma operação melhorou a sua inteligência e, por consequência, a sua vida. E, à medida que os procedimentos decorrem, a sua inteligência expande-se até ultrapassar a dos médicos que projectaram a sua metamorfose.

A experiência parece representar um enorme avanço científico, até que Algernon entra numa deterioração súbita e profunda. Poderá o mesmo acontecer a Charlie?

«Uma história convincente, comovente e repleta de suspense.»
The New York Times

«Uma obra-prima comovente e genial.»
Guardian

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One-Hit Wonders literários

As músicas Tainted Love, Macarena, Mambo No. 5 e Ice Ice Baby têm muitas coisas em comum. Tocaram até à exaustão nas rádios, entraram no ouvido de milhões de pessoas e ficaram gravadas na memória coletiva. São exemplos de one-hit wonders, canções que se tornam tão grandes que acabaram por eclipsar tudo o resto que os seus autores alguma vez fizeram. Na literatura, este fenómeno também existe. Alguns livros tornam-se tão marcantes que o escritor não consegue ultrapassá-los e fica condenado a viver à sombra da sua criação, como se tivesse sido engolido por ela. Flores para Algernon, de Daniel Keyes Daniel Keyes escreveu alguns livros durante a vida, mas ficará sempre associado a um deles, ou melhor, a dois que partilham o mesmo título e a mesma premissa. Flores para Algernon começou por ser um conto, publicado em 1959, mas teve uma receção tão forte junto dos leitores que o escritor norteamericano decidiu transformá-lo em romance. Escrito em forma de diário, acompanhamos a ascensão e queda de Charlie, um homem que nasce com uma deficiência mental e que, graças a uma cirurgia experimental, se transforma durante algum tempo num génio. Ao lermos o seu diário, apercebemo-nos não só do crescimento intelectual do protagonista, que no início escreve textos cheios de erros e sem noção da realidade que o rodeia, como do confronto doloroso com a memória do passado, a falta de afeto e a exclusão. À medida que desenvolve as suas capacidades, dá-se conta de como era tratado antes da cirurgia, pelo simples facto de ter um problema. É esse olhar em retrospectiva que torna o livro tão comovente: o testemunho de uma pessoa que só queria ser igual às outras, mas que acaba por ver demais. QUERO LER! » O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë O Monte dos Vendavais, único romance de Emily Brontë, é um exemplo perfeito de one-hit wonder na literatura. Na época em que foi publicado, era comum as escritoras optarem por usar pseudónimos masculinos para serem levadas a sério no meio literário, profundamente misógino. Brontë não foi excepção e escolheu o nome Ellis Bell. Mesmo assim, o livro não mereceu uma crítica unânime e gerou alguma controvérsia devido à violência emocional que atravessa a narrativa, com personagens movidas por ódio e paixão, e um ambiente sombrio que colidia com o idealismo romântico da época vitoriana. Heathcliff e Catherine são figuras tão intensas quanto trágicas. Emily morreu pouco tempo depois da publicação, sem escrever outro romance. Ainda assim, com uma só obra, deixou uma marca indelével na forma como concebemos o amor, a obsessão e a natureza humana na literatura. QUERO LER! » Drácula, de Bram Stoker Há casos em que a obra engole o seu criador, ou melhor, morde-lhe o pescoço e faz dele o seu lacaio. Foi o que aconteceu entre o escritor irlandês Bram Stoker e o seu livro, Drácula. Mesmo tendo escrito mais de dez romances, contos e peças de teatro, é difícil nomear outra obra de Stoker. A razão é relativamente simples de entender: mais do que uma personagem de um livro, o conde da Transilvânia, conhecido pelo seu fetiche por pescoços alheios, transformou-se num arquétipo; nasceu numa página de papel, mas escapou-lhe triunfalmente e passou a existir como figura autónoma no cinema, na banda desenhada, em brinquedos, anúncios e conversas que não têm nada que ver com literatura. Escrita de forma epistolar e algo fragmentada, a história está pejada de tensão sexual, política e religiosa, abriu caminho para novas formas de contar histórias e é um dos romances que ajudaram a afirmar o horror como género literário popular. QUERO LER! »

Flores para Algernon

by Daniel Keyes

Property Description
ISBN: 9789897833069
Publisher: Relógio D'Água
Release Date: December of 2022
Language: Portuguese
Dimensions: 153 x 233 x 18 mm
Cover: Softcover
Pages: 256
Format: Book
Collection: Ficção Científica
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Science fiction
EAN: 9789897833069

Um livro que nos faz pensar

MMatos

Um livro terno que nos faz pensar sobre quão importante é o QI sem amor e sem a parte emocional desenvolvida, que nos leva a alcançar a maturidade ao longo da vida. Quem somos nós sem essas duas componentes? Uma não existe sem a outra, definitivamente! Leva-nos também a pensar sobre a forma como olhamos para as pessoas com deficiência intelectual e as condições desesperançadas em que vivem. Podem não entender certas coisas cognitivamente, mas sentem tudo como as outras. Não são em nada menores que qualquer um de nós. Vale a pena a leitura!

A ler..

Nádia Gomes

Um história onde são retratados temas como inteligência, ética científica e os significados do que é ser "normal", através dos relatórios de progresso de Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual que é submetido a uma cirurgia para aumentar seu QI. Um livro que gera reflexões profundas sobre empatia, preconceito e valor humano.

Ótimo

Beatriz Marinho

Já não me recordo quem ou onde vi a recomendação deste livro, mas foi surreal. Seguimos a história de Charlie, um rapaz com uma deficiência, que para além de ser rejeitado pela família, vai ser alvo de estudo comparativo a um rato, o Algernon. Este apresenta um QI superior, e uma inteligência fora do comum. Surpreendeu-me tanto este livro. É cru, é cruel, é injusto, é triste, é degradante, é humano. Recomendo a 100%, porque já não chorava com um livro à alguns meses.

Tocante e impossível de esquecer

Diogo Lopes

Uma história profundamente humana sobre inteligência, solidão e o que significa ser “normal”. Comovente do início ao fim, deixou uma marca que ficou comigo até bem depois de ter terminado o livro.

Maravilhoso! Recomendo Muito!

Joana Loureiro

«Não sei o que é pior: não sabermos quem somos e sermos felizes, ou tornarmo-nos naquilo que sempre quisemos ser… e sentirmo-nos sós.» Este livro foi como um murro no estômago… Cru e poderoso, transmitindo sempre uma profunda humanidade e empatia. É um lembrete de que, por mais que tentemos ou por mais que desejemos, nem sempre conseguimos aquilo pelo qual lutamos. Ainda assim, temos de manter a fé e a bondade no nosso coração… Acho que será para sempre um dos meus livros preferidos.

Emocionante

Bruno Curado

Uma das obras sci-fi mais importantes da nossa geração e é impossível o leitor não se emocionar de alguma forma ao ler esta obra-prima moderna. Superou totalmente as minhas expectativas!

Inesquecível

ADias

História dura, mas inesquecível. Totalmente recomendado

Maravilhoso

Mariana Pacheco

Um livro encantador, cheio de emoção. Adorei Nem parece um livro de ficção científica.

Comovente

Filipa

Fiquei maravilhada ao ver este livro nas recomendações da Wook! Adoro este livro e há anos que o recomendo. Contada na primeira pessoa, esta história simples, mas muito bonita, leva-nos a conhecer Charlie e o seu companheiro de batalha improvável, e a realização de que o mundo precisa de mais empatia!

ABOUT THE AUTHOR

Daniel Keyes

Daniel Keyes nasceu em Brooklyn, em Nova Iorque, e alcançou fama com o seu conto Flores para Algernon, com o qual venceu o Prémio Hugo. O conto foi inicialmente publicado na edição de abril de 1959 da The Magazine of Fantasy & Science Fiction, e em 1966 Keyes desenvolveu-o em romance, tendo vencido o Prémio Nebula. O livro foi desde então adaptado várias vezes para a televisão, o teatro e a rádio. Em 2000, Keyes recebeu o título honorário de Autor Emérito da organização Autores Americanos de Ficção Científica e Fantasia. Morreu a 15 de junho de 2014, em Boca Raton, na Florida.

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