Do Que Não Existe
Repensando o cânone literário
SYNOPSIS
"Dito de outro modo, premonitório, é já hoje convocado, neste livro, ‘o que (ainda) não existe’, dando conta, menos de um resultado definitivo e mais de uma metodologia nova, a metodologia relativa ao campo estético da ‘inter-artes’. Neste sentido, se um ensaio só é novo (não cumulado de pequenas ‘novidades’ académicas, mas verdadeiramente novo) quando opera um rasgão com o passado, interpretando-o de um modo radicalmente diferente, causando até alguma estranheza, do que não existe, de Annabela Rita, oferece ao leitor uma versão da análise textual já própria do século XXI."
]Excerto do prefácio de Miguel Real]
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789725593691 |
| Publisher: | Manufactura |
| Release Date: | July of 2018 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 159 x 232 x 15 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 260 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Essays
|
| EAN: | 9789725593691 |
REVIEWS
Como a arte abstracta
alexandre dale
Já faz parte do anedotário o fulano que visita uma exposição de pintura moderna e, perante uma tela abstracionista, declarar: aquilo também eu consigo fazer. Claro que também há Kandinsky ou Klee, e claro que há sempre uns intrujões que se aproveitam da anedota e convertem o canhestro em genial - a seu favor, claro. Este livro deixa-me num impasse: apresentando-se como um novo olhar sobre o cânone literário ocidental - e autora tem diplomas que cheguem para supor credibilidade - , logo à entrada se nota que Harold Bloom não entra aqui. Mas entra a Maia, talvez. Não ela, mas qualquer coisa arcana. Talvez também uns ares de Sintra. Noites de névoa, claro. Os nomes de referência sucedem-se, as ideias também, mas são como tópicos - como se um cozinheiro, para descrever os seus pratos, só usasse adjectivos como doce, amargo, salgado... Acredito que se passe aqui alguma coisa de importante, mas continua a escapar-me. A literatura, de repente, torna-se um lugar muito estranho, onde nada parece o que é, como se não o fosse já e fosse preciso tornar tudo ainda mais confuso. Bom para ler enquanto se bebe um bom conhaque, à lareira. Ou três. Porque há um momento em que um sorriso começa a surgir, sereno, diáfano, secreto quase, e ficamos delicadamente em paz com o mundo. Ou não.
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