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Demon Copperhead

by Barbara Kingsolver
Book eBook
Publisher: Suma de Letras, November of 2023 ‧
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Demon Copperhead vive com a mãe adolescente nas montanhas do sul dos Apalaches, sem nada além da boa aparência do seu falecido pai e do seu cabelo acobreado, um espírito cáustico e perspicaz, e um feroz talento para se desenvencilhar numa vida dominada pela pobreza.

Narrando a sua história pela sua própria voz implacável, Demon demonstra uma capacidade notável de sobreviver a orfanatos, a trabalho infantil e a escolas terríveis, equilibrando ao mesmo tempo o seu sucesso atlético com uma epidemia de opiáceos, desgostos amorosos e perdas avassaladoras.

Muitas gerações antes, Charles Dickens escreveu David Copperfield partindo da sua experiência como sobrevivente da pobreza institucional e relatando as suas consequências nocivas para as crianças na época em que viveu. Esses problemas ainda não foram resolvidos na nossa sociedade. Ao inspirar-se nessa obra e ao transpor um romance vitoriano para uma américa contemporânea, Barbara Kingsolver recorre à raiva e à compaixão de Dickens e, acima de tudo, à sua fé no poder transformador de uma boa história.

«Uma exposição da América moderna, da sua crise de opiáceos e do tratamento prejudicial de comunidades carenciadas e difamadas, Demon Copperhead aborda temas universais - da adição à pobreza, passando pela família, o amor e o poder da amizade e da arte. É um soco emocional triunfante e um romance que resistirá ao teste do tempo.»
Louise Minchin, presidente do júri do Prémio Pulitzer

«Extraordinário!»
Oprah Winfrey

«Com excertos hilariantes e comoventes, esta é a história de um rapaz irreprimível que ninguém quer, mas que os leitores vão adorar. Provavelmente o melhor romance do ano.»
The Washington Post

«O reconto lírico de David Copperfield, de Dickens, deu origem a um romance deslumbrante. As injustiças sociais da Inglaterra vitoriana foram transpostas, com um incrível sucesso, para os Apalaches modernos, povoados pela subclasse branca rural da América, agora devastados pela crise dos opiáceos.»
The Times

«Com ousadas reviravoltas do destino e um elenco extravagante, esta é uma história épica, incisiva, apaixonada e evocativa, contada por um narrador que é um produto de múltiplos sistemas falhados, sim, mas também de uma paisagem rural profunda com as suas próprias tradições.»
The Guardian

«Um David Copperfield dos Apalaches... Demon Copperhead reconta a história de Dickens numa América rural moderna que luta contra a pobreza e a dependência de opiáceos. Kingsolver e Dickens são ambos escritores exuberantes de romances sociais com uma forte mensagem política e uma preocupação com as classes mais baixas.»
The New York Times

«Extraordinário! à semelhança de Shuggie Bain, de Douglas Stuart, ou David Copperfield, de Charles Dickens, a epopeia de Barbara Kingsolver é narrada por um autoproclamado falhado com um coração de ouro. Um livro que exige que comecemos a prestar atenção - e a abraçar - uma comunidade e um povo há muito ignorados.»
San Francisco Chronicle

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Os livros que 2023 premiou

Fechado o ano, vamos a um passeio por alguns dos prémios literários atribuídos. Uns premeiam autores, outros os seus livros. Sabemos que isto dos prémios tem muito que se lhe diga. Mas, ainda assim, celebremos os vencedores, e que venham os próximos!
  Manhã e Noite Jon Fosse – Prémio Nobel da Literatura
Já muito se escreveu sobre o escritor galardoado com aquela que será, decerto, a mais importante distinção na vida de um escritor: o Nobel da Literatura. O escritor norueguês, que completou 64 anos este ano, teve como presente o prémio que distingue uma carreira excecional no mundo da Literatura. Dele, lemos recentemente Manhã e Noite, um pequeno livro onde cabe o mundo de um homem, a estranheza dos dias, o viver nesse tal ténue limbo entre a realidade e a descrença do real. A prosa corrida, extensa, poderá desanimar os leitores menos habituados. Mas, neste caso, insistir compensa. Johannes e a sua praia, as suas memórias, vão ficar connosco muito além do fim do livro. QUERO LER! »









  Siríaco e Mr. Charles Joaquin Arena – Prémio Oceanos
Nascido em Cabo Verde, Joaquim Arena traz-nos a voz daquele arquipélago como nenhum outro. Foi um dos últimos prémios a ser atribuído em 2023, este Oceanos, e que bem entregue ficou ao livro de Arena. Trata-se de um romance histórico onde se cruzam duas personagens: Charles e Siríaco. Charles é Darwin, o famoso naturalista, biólogo e geólogo inglês, a quem devemos uma das mais importantes teorias acerca de quem somos. O outro, Siríaco, é um homem negro com vitiligo. As cores da sua pele causam espanto e curiosidade, tanto que viveu muitos anos na corte portuguesa. É um livro para slow Reading, para saborear cada descrição de ambiente, para vermos como floresce esta amizade inusitada… QUERO LER! » Confiança Hernán Diaz – Prémio Pulitzer
Do mesmo autor, já tínhamos lido Ao Longe, e ficado convencidos acerca da sua capacidade para nos fazer mergulhar em diferentes perspetivas acerca de uma mesma realidade. Mas Confiança dá um passo mais além e não é, por isso, de estranhar que 2023 lhe tenha trazido o importante Prémio Pulitzer. Aqui estamos perante um homem rico, viciado em fazer dinheiro, alheio a crises e conjunturas, explodindo de fama na conturbada América dos anos 20 e 30. Rask é um apelido que se impõe, pois tudo em que aquele homem toca parece transformar-se em dinheiro. Mas será mesmo assim? Temos aqui três versões sobre o sucesso deste homem e da relação com a mulher, Helen, personagem que aprendemos a descobrir, para que no final se torne protagonista. QUERO LER! » Demon Copperhead Barbara Kingsolver – Prémio Pulitzer
A universalidade da figura do rapazinho órfão, que desbrava a sua própria vida e que se vê confrontado com peripécias, tentações e abandonos. A própria autora refere que se inspirou na figura de David Copperfield, de Charles Dickens, para trazer para os dias de hoje a história de Demon Copperhead. O livro é narrado por ele próprio e leva-nos através de um mundo onde a sobrevivência se impõe. Estamos na América atual, com os seus bairros perigosos, o flagelo das drogas e a forma desigual de tratar as famílias carenciadas. Embora haja por vezes momentos em que sorrimos, pois o relato da personagem da sua própria vida é de uma fina ironia, são muitos mais aqueles em que pousamos o livro e respiramos fundo, cheios de vontade de abraçar aquele rapaz e lhe dizer que vai tudo ficar bem. QUERO LER! » Impostora R. F. Kuang – GoodReads Best Fiction
Da mesma autora de A Guerra das Papoilas e Babel, autênticos monumentos da fantasia contemporânea que agradam muito aos fãs do género, surge este Impostora, num registo totalmente diferente. O livro ganhou o prémio de melhor obra de ficção na plataforma GoodReads, onde mais de 140 milhões de leitores registam frequentemente as suas leituras. Em 2023, o livro, que recebeu o maior número de votos, traz-nos uma sátira ao mundo editorial, um manuscrito roubado e publicado por uma pessoa que não a sua verdadeira autora. O plano sai-lhe furado, pois à medida que avançamos na história, percebemos que não é assim tão simples apropriarmo-nos do trabalho dos outros… e a usurpadora, June, vai ter consequências por este insidioso furto. QUERO LER! » Aparas dos Dias João Barrento – Prémio Camões
O Prémio Camões é uma das mais importantes distinções literárias em língua portuguesa, atribuído por Portugal e pelo Brasil desde 1989. Este ano, João Barrento, ensaísta, tradutor e homem das letras, foi quem levou o prémio para casa. O principal fator de ponderação na atribuição do prémio a este intelectual português foi o seu trabalho na área da tradução de obras literárias alemãs, que vão desde a Idade Média aos nossos dias. Neste Apara dos Dias, estamos perante «a escrita na ponta do lápis», um livro onde o autor foi registando as suas leituras do mundo como se estivesse a colher, aqui e ali, temas, escritos, impressões, material proveniente de diversos formatos e agora disponível ao grande público. QUERO LER! »

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Atualizar o Mito

Os retellings conquistaram a literatura contemporânea como formas criativas de revisitar os clássicos. Mais do que simples interpretações de uma história, estes livros são exercícios de escuta que procuram, acima de tudo, perceber o que ficou por dizer no texto original, quem foi deixado de fora e que novas leituras podem surgir à luz da realidade em que vivemos. Madeline Miller, Barbara Kingsolver, Pat Barker, Percival Everett e Sandra Newman são autores que, ao reinventarem obras canónicas, deram voz a personagens esquecidas, trouxeram os enredos para os dias de hoje e abriram espaço a novas formas de contar as mesmas histórias. James, de Percival Everett Em James, Percival¿Everett resgata do silêncio uma das figuras mais marcantes e ignoradas da literatura mundial. Jim é um escravo assombrado pela possibilidade de ser vendido, enviado para longe e separado para sempre da mulher e da filha. Decide, por isso, esconder-se. É então que a sua vida se cruza com a de um jovem, também em fuga, que fingiu a própria morte para escapar ao pai violento. Juntos, descem o Mississípi numa jangada em busca de liberdade e de uma vida melhor. O jovem é Huckleberry Finn, herói consagrado da literatura americana; e Jim será o seu companheiro de viagem. Everett pegou neste clássico de Mark Twain e reimaginou-o a partir de um novo ponto de vista, profundamente marcado pela consciência racial do século XXI. Durante a ação de As Aventuras de Hucleberry Finn, Jim é uma personagem pouco desenvolvida, cuja única função é a de acompanhar Huck na sua viagem de autodescoberta. Não há oportunidade para conhecermos verdadeiramente este homem que, apesar de ter muitos sonhos, medos e desejos, nunca é realmente ouvido nem compreendido. Tudo o que sabemos sobre ele é filtrado pelos olhos de Huck mas, neste retelling, é-lhe concedida a possibilidade de ser o protagonista da sua própria história e agente ativo na busca da tão desejada liberdade. COMPRO NA WOOK! » O Canto de Aquiles, de Madeline Miller A discussão sobre a natureza da relação entre Aquiles e Pátroclo atravessa séculos e nunca chegou a um consenso. Há quem considere que os dois heróis da Ilíada eram amantes e quem os veja apenas como amigos e companheiros de luta. Madeline Miller defende a primeira hipótese e escreveu O Canto de Aquiles como forma de validar essa possibilidade. Ao dar ênfase a pequenos pormenores e transformando algumas omissões em possibilidades narrativas, a escritora põe de lado a dimensão épica da Ilíada e coloca as emoções no centro da história. Miller narra esta lenda a partir do ponto de vista de Pátroclo, uma figura secundária na poesia de Homero a quem atribui profundidade emocional e uma sensibilidade que contrastam com o tom heroico da obra original. Nesta versão, o amor entre ele e Aquiles é o centro gravitacional da narrativa, e não um detalhe à margem da guerra. Aquiles, visto por todos como um guerreiro irascível e inabalável, nesta versão surge como um jovem vulnerável, movido mais pela perda do que pela glória. Ao recontar a história através deste prisma, Miller não nega a tragédia intrínseca às duas personagens, mas humaniza-a. Num texto em que os sentimentos ferem mais do que espadas e lanças, O Canto de Aquiles é, antes de mais, uma ode ao amor impossível, que nasce na juventude, cresce em segredo e resiste, mesmo perante o destino mais cruel. COMPRO NA WOOK! » O Silêncio das Mulheres, de Pat Barker Pat Barker também se debruçou sobre a Ilíada, mas abordou-a de forma diferente. Em O Silêncio das Mulheres, a atenção recai nas figuras mais esquecidas do épico grego: as mulheres. Esposas, amantes, rainhas e escravas ganham uma preponderância inédita nesta obra, sobrepondo-se a nomes mais conhecidos. Aquiles, Páris e Agamémnon são relegados para segundo plano e acompanhamos a história da guerra de Tróia do ponto de vista de Briseida, uma mulher que na ação da Ilíada é pouco mais do que um objeto de disputa entre homens. Barker apresenta-nos uma protagonista inteligente, lúcida e profundamente humana, que observa, sofre e questiona a violência que a rodeia. A guerra de Tróia, que nos foi vendida como palco de honra e glória, revela-se neste retelling um cenário de brutalidade, trauma e perda, sobretudo para as mulheres capturadas como espólio. Ao contrário do tom lírico e quase mítico de O Canto de Aquiles, O Silêncio das Mulheres aposta numa linguagem mais crua, despojada de romantismo, para nos confrontar com a realidade nua e dura da guerra. Pat Barker não se limita a recontar a Ilíada, desafia-a, e fá-lo com um olhar afiado, empático e corajoso. COMPRO NA WOOK! » Demon Copperhead, de Barbara Kingsolver Se Charles Dickens tivesse nascido nos Estados Unidos do século XXI, é provável que, em vez de David Copperfield, tivesse criado Demon Copperhead — a reinvenção contemporânea da sua obra pelas mãos de Barbara Kingsolver. As semelhanças entre as duas personagens não terminam na similitude dos apelidos. São ambos rapazes órfãos, vítimas de um sistema social falhado, que conhecem a negligência, a pobreza e a violência desde tenra idade. Enquanto David luta para encontrar o seu lugar na Inglaterra vitoriana, Demon enfrenta os desafios de uma América contemporânea marcada pela epidemia dos opiáceos, lares adotivos precários e um colapso social profundo. Ambos narram as suas histórias na primeira pessoa, oferecendo-nos um retrato íntimo das suas dores e resistências. Kingsolver não só atualiza o cenário criado por Dickens, como reinventa os seus arquétipos (o padrasto cruel, o amigo traiçoeiro, o amor frágil), para refletir as realidades atuais. Demon Copperhead é um tributo poderoso e contemporâneo ao clássico de Dickens e prova que certas histórias são universais, independentemente do tempo ou lugar em que acontecem. COMPRO NA WOOK! » Julia, de Sandra Newman As distopias também merecem reinterpretações, e Sandra Newman, com Julia, oferece uma leitura diferente de 1984. Sem perder o tom sombrio e inquietante do original, Julia, reconta a célebre distopia de Orwell a partir da perspetiva daquela que era apenas uma nota de rodapé na jornada malfadada de Winston Smith. Aqui, Julia não é somente a amante rebelde, é a protagonista absoluta, com voz, motivações e um passado que nos permite perceber as ambiguidades do seu papel no regime do Grande Irmão. A escritora norte-americana mergulha na psicologia desta personagem tantas vezes ignorada e mostra-nos uma mulher complexa, astuta e profundamente consciente das regras do jogo que precisa de jogar para sobreviver. O que Newman propõe não é apenas uma inversão de género, mas um novo olhar sobre o sistema opressor retratado por Orwell, menos centrado na vigilância externa e mais atento às microestruturas de poder, ao corpo feminino como território político e à manipulação das emoções como instrumento de controlo. COMPRO NA WOOK! » Os grandes clássicos não são monumentos intocáveis e inertes. O que os torna capazes de moldar sociedades e incitar novas formas de pensar é serem feitos de matéria viva, aberta à transformação. São cartas escritas ao futuro, e os retellings são as respostas — críticas, apaixonadas e conscientes — de quem escolhe relê-las com novos olhos.

Demon Copperhead

by Barbara Kingsolver

Property Description
ISBN: 9789897874567
Publisher: Suma de Letras
Release Date: November of 2023
Language: Portuguese
Dimensions: 154 x 231 x 43 mm
Cover: Softcover
Pages: 640
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897874567

Poderoso e humano

Filipe França

Emocionalmente exigente e de uma enorme densidade humana. Um livro carregado de empatia que nos chega através de personagens vivas e relações profundas. Com uma escrita densa, mas acessível, a autora oferece-nos um irónico, inteligente, vulnerável e resiliente Demon, que ficará a ecoar na nossa memória muito depois da última página. Muito bom.

Sobre pessoas invisíveis, ou que por vezes o querem ser

Sofia Marques

Um verdadeiro page turner. Uma escrita brilhante que nos prende da primeira à última página. Nada neste livro é chato. As suas 640 paginas são de uma leitura viciante e emocionante. Daqueles livros que não queremos que acabem e que ficam connosco para sempre. Maravilhoso!

Demon Copperhead

Rui Pinto

Um romance poderoso que apesar das suas 640 páginas, é de uma leitura compulsiva. Quando terminei esta história, narrada pelo próprio protagonista, só me passou pela cabeça um desejo: o de poder ter naquele instante, a autora na minha presença para a parabenizar pessoalmente pelo seu enormíssimo talento. Um livro que qualquer ser humano que goste de ler, não poderá deixar de o fazer.

ABOUT THE AUTHOR

Barbara Kingsolver

Barbara Kingsolver é uma romancista, ensaísta e poetisa americana multipremiada. Nasceu na zona rural de Kentucky e em criança viveu algum tempo com a família em África. Formou-se em Biologia, área em que trabalhou antes de iniciar a sua carreira como escritora. Em 2000 fundou o prémio Bellwether para apoiar a literatura que aborda questões sociais e recebeu a Medalha Nacional de Humanidades pelas suas contribuições para o entendimento da sociedade norte-americana.
Os seus livros têm sido amplamente traduzidos e ganharam inúmeros prémios. Demon Copperhead foi bestseller imediato dos jornais The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post e do Sunday Times, e venceu o Prémio Pulitzer de Ficção, o Women's Prize for Fiction, esteve na shortlist do Prémio Orwell de Ficção Política e foi selecionado pelo Oprah Book Club.
Barbara Kingsolver vive atualmente no sudoeste da Virgínia.
Saiba mais sobre a autora em: www.barbarakingsolver.net

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