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António e Cleópatra

Livro de bolso

by William Shakespeare
Publisher: Penguin Clássicos, October of 2024 ‧
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Na sequência da morte da sua mulher, Marco António é instado por Otávio a abandonar Alexandria e a sua amante, Cleópatra, e regressar de imediato a Roma. Aí chegado, para sanar o desentendimento entre os dois generais, é-lhe sugerido que case com a irmã de Otávio, o que espoleta a ira da rainha do Egito e alimenta uma sucessão de decisões trágicas para ambos.

Levada a cena pela primeira vez em 1607, e baseada em acontecimentos históricos verídicos narrados por Plutarco no século I, António e Cleópatra é um drama histórico em cinco atos em torno da queda de um general sem habilidade política e uma rainha com ambição.

António e Cleópatra

Livro de bolso

by William Shakespeare

Property Description
ISBN: 9789897875496
Publisher: Penguin Clássicos
Release Date: October of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 125 x 190 x 11 mm
Cover: Softcover
Pages: 224
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897875496

Amor trágico

Gisela Lopes

"Irá ser enterrada junto ao seu António. Não há de haver na terra tumba tão famosa. Com tão famoso par." Trágico, dramático, cheio de comédia e traições. É isto que resume António e Cleópatra de Shakespeare. Não tenho conhecimento suficiente da verdadeira história de Cleópatra e António, mas neste livro, Shakespeare segue o relato de Plutarco, alterando alguns momentos importantes na história. Cleópatra, aqui, é descrita como sedutora, manipuladora e dramática. Shakespeare mostrou como a rainha do Egito pode ter desencado o fim trágico de Marco António. Marco António, um dos aliados do triunvirato, é caracterizado por ser demasiado emotivo, apaixonado, ingénuo e negligente com o seu povo. Ele é vítima da sua cega paixão por Cleópatra e das suas más escolhas. É o primeiro livro de Shakespeare que leio e quase de certeza que não será o último. Fiquei impressionada por ter ficado tão cativada com a história e escrita ao longo da leitura e confesso que vou procurar as peças de teatro para ver.

ABOUT THE AUTHOR

William Shakespeare

Poeta e dramaturgo inglês nascido em 1564, em Stratford-Upon-Avon, e falecido em 1616. O seu aniversário é comemorado a 23 de abril e sabe-se que foi batizado a 26 de abril de 1564. Stratford-Upon-Avon era então uma próspera cidade mercantil, uma das mais importantes do condado de Warwickshire. O seu pai, John Shakespeare, era um comerciante bem sucedido e membro do conselho municipal. A mãe, Mary Arden, pertencia a uma das mais notáveis famílias de Warwickshire. Shakespeare frequentou o liceu de Stratford, onde os filhos dos comerciantes da região aprendiam Grego e Latim e recebiam uma educação apropriada à classe média a que pertenciam. São conhecidos poucos factos da vida de Shakespeare entre a altura em que deixou o liceu e o seu aparecimento em Londres como ator e dramaturgo por volta de 1599. Em 1582 casou com Anne Hathaway, oito anos mais velha do que ele, e o casal teve três filhos: Suzanna (nascida em 1583), e os gémeos Hamnet e Judith (nascidos em 1585). A primeira referência a Shakespeare como ator e dramaturgo encontra-se em A Groatsworth of Wit (1592), um folheto autobiográfico da autoria do dramaturgo londrino Robert Greene, onde o escritor é acusado de plágio. Nesta altura Shakespeare era já conhecido em Londres, embora não se saiba com exatidão a data do seu aparecimento na capital. Em virtude do encerramento dos teatros londrinos entre 1592-94, Shakespeare compôs nessa época dois poemas narrativos: Venus and Adonis (publicado em 1593) e The Rape of Lucrece (publicado em 1594). No inverno de 1594 integrou a mais importante companhia de teatro isabelina, The Lord Chamberlain's Men, onde permaneceu até ao final da sua carreira. A companhia deveu à popularidade de Shakespeare o seu lugar privilegiado entre as restantes companhias de teatro até ao encerramento dos teatros pelo Parlamento inglês em 1642. Em 1598 foi inaugurado o Globe Theatre, o teatro da companhia a que Shakespeare se associara, construído pelo ator e empresário Richard Burbage no bairro de Southwark, na margem sul do Tamisa. Depois da ascensão ao trono de Jaime I (em 1603) a companhia The Lord Chamberlain's Men passou para a tutela real, e o seu nome foi alterado para The King's Men. A passagem de Shakespeare pelos palcos associa-se a breves desempenhos: Adam na peça As You Like It e o fantasma (Ghost) em Hamlet. Depois de ter comprado algumas propriedades em Strattford, Shakespeare retirou-se para a sua terra natal em 1610, mantendo todavia o contacto com Londres. O Globe Theatre foi destruído pelo fogo no dia 23 de junho de 1613, durante uma representação da peça Henry VIII. Além de uma coleção de sonetos e de alguns poemas épicos, Shakespeare escreveu exclusivamente para o teatro. As suas 37 peças dividem-se geralmente em três categorias: comédias, dramas históricos e tragédias. Entre os dramas históricos, género que primeiro cultivou, destacam-se Richard III (Ricardo III), Richard II (Ricardo II) e Henry IV (Henrique IV). Entre as suas comédias contam-se Love's Labour's Lost, The Comedy of Errors, The Taming of the Shrew, a comédia de intenção séria The Merchant of Venice (O Mercador de Veneza), As You Like It (Como Quiserem) e A Midsummer Night's Dream (Um Sonho de Uma Noite de Verão). A tragédia não é uma forma que pertença exclusivamente a um determinado período na evolução da obra de Shakespeare. Sob influência de Marlowe, a forma de tragédia já se encontrava nas peças que dramatizavam episódios da História inglesa. Em Romeo and Juliet (Romeu e Julieta) e Julius Caesar (Júlio César) Shakespeare combinou a perspetiva histórica com uma interpretação trágica dos conflitos humanos. O período em que Shakespeare escreveu as suas grandes tragédias iniciou-se com Hamlet, escrita entre 1600-1602, a que se seguiram Othelo, Macbeth, King Lear, Anthony and Cleopatra e Coriolanus, todas elas compostas entre 1601 e 1608. Na última fase da carreira de Shakespeare situam-se as peças de tom mais ligeiro: Cymbeline, The Winter's Tale e The Thempest. Parte das obras de Shakespeare foram publicadas durante a vida do autor, por vezes em edições pirateadas, mas só em 1623 apareceu a edição "Fólio", compilada por John Heminges e Henry Condell, dois atores que tinham trabalhado com Shakespeare. No século XVIII as peças foram publicadas por Alexander Pope (em 1725 e 1728) e Samuel Johnson (em 1765), mas só com o Romantismo se compreendeu a profundidade e extensão do génio de Shakespeare. No século XX reforçou-se a tendência para considerar a obra de Shakespeare integrada nos contextos dramáticos que a suscitaram.

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