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Agosto

by Rubem Fonseca
Book eBook
Publisher: Sextante Editora (chancela), March of 2013 ‧
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1 de agosto de 1954, Rio de Janeiro. Um empresário é assassinado, e na sede da Presidência federal planeia-se mais um crime. O atentado falhado contra o jornalista Carlos Lacerda e uma série de mortes violentas conduzirão ao suicídio de Getúlio Vargas, um dos grandes dramas da História do Brasil.
Uma das mais notáveis narrativas de Rubem Fonseca, Agosto segue a investigação do comissário Alberto Mattos - individualista impenitente, com uma úlcera de estômago e amores desencontrados - e deixa no ar a questão de saber em que medida a história de uma pessoa e de um país se determinam mutuamente.


Invulgar romance no conjunto da obra ficcional de Rubem Fonseca, assim se pode definir Agosto, considerado por alguns críticos como um dos melhores livros brasileiros atuais e o melhor do seu autor. […] Agosto fascina com uma expressão mais comedida, com um estilo denso, objetivo e, em certos momentos, altamente irónico.
Petar Petrov, Colóquio Letras (abril-setembro 1994)

E tome-se ação, tome-se surpresa, tomem-se crimes que levam a outros crimes, numa sucessão alucinante que suga o leitor inexoravelmente, como é próprio do feiticeiro que conduz a narrativa, até à última página do livro. É um livro igual aos outros, no ritmo, na imaginação transbordante e no entrecho que não deixa a bola cair, mas diferente num ponto - desta vez, o mestre maior da narração brasileira abre uma porta e deixa a História entrar. […]
Ao recuar a 1954, Fonseca acabou produzindo a sinfonia do Brasil de 1990. Ou a ópera, para recorrer ao gênero musical de predileção do comissário Mattos.
Roberto Pompeu de Toledo, Jornal do Brasil (novembro 1990)

Uma história política com a perseguição a Getúlio Vargas e o seu suicídio como pano de fundo. Um grande romance.
Francisco José Viegas
Livros para o ano_wookacontece 640.jpg

Planos para o ano

Bem sei que surgirão grandes e boas novidades ao longo de 2025. Porém, estes fazem parte dos incontornáveis: não passo mais um ano sem os ler. Não apenas por serem livros de formação de um leitor, mas porque as belas-letras têm esta coisa de se ajudarem umas às outras. E, quem sabe, não serão também eles inspirações para outras histórias. Em busca do tempo perdido II O tiro de partida foi dado no último verão. Veio a mim a vontade de ler Proust , não obstante a deificação que os grandes literatos fazem do autor. Não me custou nada dar-lhes razão, já que Do Lafo de Swann foi uma das obras mais transformadoras que li na vida. Para o Verão de 2025, quem sabe de novo no Alentejo, numa semana de sossego, quero entrar de novo nesta recriação do passado através dos artifícios da memória. Espero pelos salões de Paris, pela vida das damas francesas do séc. XIX, e é com uma expectativa que me reencontrarei com personagens como a Madame Aubernon ou a Senhora de Verdurin. Até porque o primeiro volume acabou com um enigma que espero ver agora resolvido. COMPRO NA WOOK! » Memórias de Adriano Já cá anda em casa há mais de uma década. A edição foi amarelecendo e o livro passando sempre para segundo lugar. Mas, recentemente, num festival literário, houve quem me dissesse que parasse com isso e passasse definitivamente à frente, na lista, estas memórias de Imperador, em época turbulenta. Falaram-me da maneira como Yourcenar deu voz aos seus amores, como era bela a descrição de uma paixão marginal. Espero neste livro conhecer o homem por trás das grandes decisões, nas suas dúvidas e nas suas hesitações, mas também numa intimidade povoada de leituras e de admirações. Um clássico que, de certeza, de 2025 não passa. E se sou capaz de comprar esta nova edição, com tradução de Maria Lamas? Não confirmo nem desminto! COMPRO NA WOOK! » Agosto Mais uma recomendação vinda de quem sabe do que fala. Do autor, já li A Grande Arte e fiquei preso à forma como caracteriza as suas personagens, ao ambiente noir e àquela sensação de não conseguirmos parar de ler, aproveitando todos os minutos livres do dia para o fazer. Este Agosto promete não ser nada diferente. Muito pelo contrário. Quem já o leu diz que é de tirar o fôlego a qualquer um. Ainda para mais tratando-se de uma série de incidentes que levou ao suicídio de Getúlio Vargas, uma das páginas menos explicadas da História contemporânea brasileira. Pelos vistos, um crime leva a outro e o resultado é, segundo várias pessoas, um dos melhores livros brasileiros de sempre. COMPRO NA WOOK! » História do cerco de lisboa Sensação boa, esta de ainda não ter lido todos os Saramagos. É como saber que ainda há memórias para construir junto de uma das pessoas de quem mais gostamos. Em 2024, foi a vez de Levantado do Chão. O próximo ano verá, de certeza, esta História do Cerco de Lisboa sair do armário para finalmente a conhecer. Espero encontrar aquilo de que tanto gosto no autor, as viagens entre o imaginado e o vivido, a realidade e o mágico aliados a uma escrita onde cada palavra conta. Sobretudo nesta história, de um importante “não” que espoleta uma discórdia, numa cidade que vou aprendendo a conhecer aos poucos. É que a um portuense de gema é com calma que se deve apresentar tanta informação sobre a distante capital. Mas confio em Saramago para o fazer como nenhum outro. COMPRO NA WOOK! »

Agosto

by Rubem Fonseca

Property Description
ISBN: 978-989-676-069-4
Publisher: Sextante Editora (chancela)
Release Date: March of 2013
Language: Portuguese
Dimensions: 152 x 235 x 22 mm
Cover: Softcover
Pages: 320
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Police and Thriller
Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 978989676069411
Recommended Minimum Age: Not applicable

AGOSTO

Rui Pinto

AGOSTO é uma história fascinante, atendendo ao que nos conta o autor sobre o trabalho desempenhado pelo comissário Matos. Um exemplo a seguir no cumprimento profissional da polícia para com a sua Pátria e para com os seus concidadãos. Quanto ao resto do enredo e referindo-me à política brasileira, o autor relata-nos a história duma política repleta de confusões e tramas no tempo de Getúlio Vargas, que deve ser igual à de hoje e… de amanhã: no Brasil e na maioria dos países do mundo.

Ficção língua portuguesa no seu melhor

Anselmo Silva

Adorei este livro. Além de retratar uma época histórica, conturbada e difícil do Brasil dos anos 50, a história tem ritmo, conteúdo e prende-nos até à ultima página.

Grande final

Vasco Costa

Apesar de algumas palavras em português do Brasil difíceis de "apanhar", é um grande livro com um grande final. Recomendo.

ABOUT THE AUTHOR

Rubem Fonseca

Nasceu em Juiz de Fora (Minas Gerais), no Brasil, a 11 de maio de 1925. É um dos mais prestigiados escritores brasileiros contemporâneos e um dos expoentes máximos da literatura de língua portuguesa. Traduzido em todo o mundo, foi galardoado com seis prémios Jabuti e, pelo conjunto da sua obra, com o Prémio Camões em 2003. Em 2015, recebeu o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL).
É autor de uma vasta obra narrativa, contista e romancista, que tem vindo a ser publicada em Portugal, desde 2010, pela Sextante Editora. Os romances Agosto e A Grande Arte são duas das suas obras incontornáveis, exemplos máximos da sua escrita sóbria e de um realismo «duro» que fez escola na literatura brasileira: «todas as palavras devem ser usadas», disse uma vez numa entrevista.
A Carne Crua — uma coleção de 26 contos inéditos, lançada em Portugal há precisamente um ano —, que viria a ser a sua derradeira criação, juntam-se atualmente no catálogo da Sextante os romances O Seminarista, Buffo & Spallanzani (Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas), A Grande Arte, Agosto e O Selvagem da Ópera, os livros de contos Calibre 22, Axilas & Outras Histórias Indecorosas, Histórias Curtas e Amálgama, e a autobiografia de infância intitulada José.
Rubem Fonseca faleceu no Rio de Janeiro a 15 de abril de 2020, vítima de um enfarte do miocárdio. Após a sua morte foi editado O Doente Molière.

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