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A Relíquia

by Eça de Queiroz
Book eBook
Publisher: Livros do Brasil, July of 2020 ‧
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Com o canudo de bacharel fresco na mão, Teodorico apressa-se de Coimbra para Lisboa com uma só missão: viver uma «existência de sobrinho da sr.ª D. Patrocínio das Neves» e assegurar a sua herança avultada. Numa casa profundamente católica, Teodorico é exímio a encenar uma devoção e religiosidade extremas. Para que não restem dúvidas, aceita viajar até à Terra Santa, de onde promete trazer uma relíquia milagrosa que dará amparo e curará todos os males da titi. Mas, pelo caminho, conhece a inglesa Mary e ela oferece-lhe a sua camisa de dormir. História publicada inicialmente na Gazeta de Notícias, em folhetins, A Relíquia apareceria em volume em 1887, abalando o panorama da literatura portuguesa com mais uma acérrima crítica de costumes, denunciando a falsidade de certa burguesia religiosa e os seus moralismos inúteis.
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Mentiras Bem Contadas: livros perfeitos para o 1º de Abril

No Dia das Mentiras, a linha entre verdade e mentira pode ser difícil de distinguir. Na literatura, então, as possibilidades são infinitas! De narradores não confiáveis a histórias construídas sobre grandes enganos, há livros que brincam com a realidade. Nesta seleção, reunimos 10 histórias onde a mentira é tão irresistível quanto a própria leitura. Prepare-se para ser enganado! A Relíquia, de Eça de Queiroz Teodorico, órfão e criado pela sua tia D. Patrocínio das Neves, uma beata rica e extremamente devota, percebe desde cedo que a melhor forma de garantir o seu futuro é fingir uma religiosidade exemplar. Acabado de se formar em Coimbra, regressa a Lisboa para viver com a tia e o propósito último de garantir a sua avultada herança. Ele mente para agradá-la, enquanto vive os seus prazeres sem esta suspeitar. Chega ao ponto de aceitar partir em peregrinação à Terra Santa, encarregado de trazer uma relíquia sagrada como prova da sua fé. Mas, sabendo como Eça tece finamente as suas sátiras dos costumes de uma burguesia falsa de moralismos inúteis, o que vamos encontrar, nós e o Teodorico, nesta viagem, vai muito além de uma relíquia… Prepare-se para se rir sózinho, nós percebemos! QUERO LER!» Em Parte Incerta, de Gillian Flynn Quando, no quinto aniversário do seu casamento, a sua mulher, Amy, desaparece misteriosamente, Nick começa a ler o diário da esposa, descobrindo segredos inesperados. À medida que a polícia e a comunicação social o pressionam, Nick vê-se envolto em mentiras e comportamentos suspeitos, levantando a dúvida: será ele o assassino? Com a ajuda da sua irmã gémea, Nick insiste na sua inocência. Mas Amy continua desaparecida, e todos queremos saber o que se esconde na caixa misteriosa atrás do armário dela… Gillian Flynn cria um dos thrillers mais icónicos sobre engano e manipulação, levando o leitor a questionar o que é verdade e o que é mentira. QUERO LER!» História do Cerco de Lisboa, de José Saramago O que aconteceria se um revisor da atualidade introduzisse a palavra "não" num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados? Saramago leva-nos ao mundo de Raimundo Silva, um revisor de textos de uma editora lisboeta que, ao corrigir um livro sobre o cerco à cidade no século XII, decide alterar um pequeno detalhe crucial: ele opta por afirmar que o cerco não aconteceu. Esta simples mudança desencadeia uma série de eventos que vão além do próprio ato de revisão, afetando não apenas o protagonista, mas também a realidade que o cerca. A manipulação da História, o poder da palavra e da narrativa e a possibilidade de reescrever a própria realidade são os motores do enredo.Uma metáfora para o poder da ficção e da interpretação, deixando no ar a ideia de que a História não é algo fixo, mas antes uma construção humana que pode ser moldada de acordo com as perspectivas e os interesses de quem a narra. QUERO LER!» O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa Um conto filosófico, em forma de diálogo, onde um banqueiro justifica, com uma lógica inabalável, porque é ao mesmo tempo um anarquista e um capitalista. Cheio de ironia e de humor ao estilo britânico, este livro é uma das obras mais intrigantes e provocadoras de Fernando Pessoa, escrita sob o heterônimo de Álvaro de Campos, em que satiriza a hipocrisia das estruturas sociais e a manipulação das ideologias para justificar práticas individualistas. O banqueiro argumenta que o verdadeiro anarquismo não precisa de estar dissociado do capitalismo, já que ambos podem ser usados para o benefício próprio, numa lógica de controlo sobre o sistema: a sociedade precisa da desigualdade e do poder, e a liberdade plena só seria alcançada através da autonomia absoluta do indivíduo. QUERO LER!» O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón Na Barcelona dos anos 20 do século passado, David Martín é um escritor talentoso, mas sem sucesso, que publica obras sob um pseudónimo. Um dia, descobre que tem um cancro em fase terminal e que a mulher por quem está apaixonado se vai casar com o seu amigo. Um misterioso admirador, Andreas Corelli, propõe-lhe que escreva um livro que pode mudar a História: uma nova Bíblia, texto fundador de uma nova religião. David aceita este estranho contrato, que lhe renderá uma fortuna e talvez algo mais, como forma de dar sentido à sua existência. Mas uma trama diabólica parece ameaçá-lo. Um romance gótico do consagrado Carlos Ruiz Zafón que nos envolve numa teia de mentiras e mistério.

A Relíquia

by Eça de Queiroz

Property Description
ISBN: 978-972-38-3087-3
Publisher: Livros do Brasil
Release Date: July of 2020
Language: Portuguese
Dimensions: 140 x 210 x 23 mm
Cover: Softcover
Pages: 304
Format: Book
Collection: Obras de Eça de Queiroz
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 978972383087321
Recommended Minimum Age: Not applicable

Reler Eça

Rosa João

Uma obra repleta do realismo característico da escrita de Eça e um olhar atento da época. Fantástico!

Uma relíquia interessante

João Carlos Pereira

Mais uma obra excepcional do grande Eça. Uma leitura sempre actual.

A Relíquia, um livro que podia ter sido escrito hoje.

Inês Dias de Carvalho

Um dos poucos livros que me faz rir e que apesar de escrito há mais de 100 anos continua atual. A história do Raposão que tenta cumprir a missão que a sua titi acha moralmente aceitável, com inevitáveis desvios e paixões que tomam conta da narrativa, num final algo inesperado e humilde. A obra mais crítica dos costumes e moral portugueses que Eça de Queirós escreveu, no seu estilo inconfundível, dos melhores que podemos ter na nossa língua!

uma comédia que vale a pena!

Luís Nuno Barbosa

Um livro que, bem ao estilo de Eça de Queirós, retrata e satiriza uma sociedade conservadora e beata, com uma fantástica e inesperada comédia.

Que relíquia de livro

Beatriz Marinho

Mais um extraordinário livro do nosso caro Eça. Este acaba por nos fazer refletir sobre os estatutos da sociedade e da educação tipicamente portuguesa. Fala ainda da luxúria. Uma literatura intrigante, cheia de mistérios, e claro, portuguesa.

ABOUT THE AUTHOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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