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A Língua dos Filhos

Ensaios

by Clara Rowland
Publisher: Tinta da China, September of 2024 ‧
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A partir da instável relação entre literatura e infância, e incidindo sobre autores brasileiros e portugueses, estes ensaios vão deduzindo a língua dos filhos, figura da idade anterior à linguagem e por isso também figura do desejo que anima certos escritores e poetas a falar uma língua que exorbita o uso quotidiano e resiste à autoridade familiar.

Num inquérito tão orientado como divagante, concentrado no vínculo entre filiação, autoria e língua, o livro apresenta sucessivos encontros com textos e autores — Drummond de Andrade ou Clarice Lispector, Manuel Bandeira ou Guimarães Rosa, Carlos de Oliveira ou Ruy Belo — que de algum modo subscrevem uma literatura que fala a língua dos filhos, enfrentando a autoridade da genealogia, sofrendo-a ou subvertendo-a, reinventando-a, desafiando-lhe as formas.

A Língua dos Filhos

Ensaios

by Clara Rowland

Property Description
ISBN: 9789896718572
Publisher: Tinta da China
Release Date: September of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 132 x 180 x 17 mm
Cover: Softcover
Pages: 368
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Essays
EAN: 9789896718572

Pensar com literatura

Ricardo

Um conjunto de ensaios sobre literatura brasileira e portuguesa, que aborda temas como a infância, o crescimento, a educação. A literatura - e o cinema - como plataforma para pensar o mundo. Recomendo sobretudo os textos sobre Clarice e Guimarães Rosa pela forma prismática que abordam a realidade literária e a realidade visível. Excelente.

ABOUT THE AUTHOR

Clara Rowland

Clara Rowland nasceu em Coimbra, em 1978, cresceu em Itália e vive em Lisboa. É professora de Literatura Brasileira e de Literatura Comparada na Universidade Nova. Sempre gostou de tentar perceber as coisas com a ajuda de outras coisas: livros que falam de outros livros, de filmes, de imagens; ou filmes que falam de livros, de outros filmes, de canções. Leu uma vez uma entrevista em que o realizador francês François Truffaut contava que quando era miúdo sabia de cor, dos filmes que via - e via muitos! - tudo o que lhe chegava aos ouvidos: diálogos, música, barulhos. Pareceu-lhe a descrição de uma relação com a leitura - ou de um modo de vida.

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