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A Leste do Paraíso

by John Steinbeck
Book eBook
Publisher: Livros do Brasil, June of 2018 ‧
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Até ao fim do verão

Alguns livros pedem apenas um fim de semana. Outros reclamam uma estação inteira. Não porque sejam difíceis, mas porque nos convidam a passar muito tempo com as suas personagens e o universo que constroem. Durante o resto do ano, nem sempre é fácil encontrar esse tempo. O verão muda as regras. Os dias esticam-se, as férias oferecem um ritmo diferente e, pela primeira vez em muitos meses, um romance de seiscentas ou setecentas páginas deixa de parecer um compromisso impossível. Os cinco livros que se seguem têm pouco em comum à primeira vista. Entre eles encontramos uma grande saga familiar, um clássico americano, um romance experimental, uma narrativa contemporânea construída em fragmentos e um western que está muito longe dos clichés do género. Todos recompensam o tempo que lhes dedicamos. Não se esgotam na história que contam. Quanto mais tempo passamos com eles, mais há a descobrir. A Leste do Paraíso, de John Steinbeck Quando John Steinbeck terminou A Leste do Paraíso, disse ao seu editor que tudo o que tinha publicado até então tinha servido para preparar aquele livro. Mais de setenta anos depois, é difícil discordar das suas palavras. À superfície, a história acompanha duas famílias, os Trask e os Hamilton, ao longo de várias décadas. Embora a narrativa atravesse diferentes momentos da História americana, Steinbeck interessa-se sobretudo pela forma como os pais moldam a vida dos filhos. As rivalidades mudam de protagonistas, os erros repetem-se e cada geração herda conflitos que julgava pertencer à anterior. É neste contexto que conhecemos Cathy Ames, uma personagem que conquistou um lugar de destaque na literatura mundial. Bastam poucas páginas na sua companhia para perceber porquê. Manipuladora e incapaz de sentir remorso, altera a vida de todos os que a rodeiam. Ainda assim, o romance nunca depende apenas dela. Lee, Adam Trask e Samuel Hamilton dão-lhe o contraponto necessário e impedem que a história se transforme numa visão fatalista da natureza humana. Um dos momentos decisivos da obra gira em torno da palavra hebraica timshel ("tu podes"). A discussão sobre o seu significado ocupa apenas algumas páginas, mas ilumina todo o romance. Para Steinbeck, o passado pesa, mas não decide. Herdamos muito da família em que nascemos, mas continuamos livres para escolher outro caminho. É essa convicção que faz de A Leste do Paraíso muito mais do que uma saga familiar. COMPRO NA WOOK! » V., de Thomas Pynchon Por vezes, tudo começa com uma obsessão. Herbert Stencil passa anos a tentar descobrir quem é, ou o que é, "V.". Pode ser uma mulher misteriosa, uma cidade, uma ideia ou um padrão escondido na História. Na tentativa de responder a essa pergunta, segue um rasto de documentos e episódios históricos espalhados por diferentes países. Noutro registo, surge Benny Profane, um jovem sem rumo que vagueia por Nova Iorque ao lado de um grupo de amigos tão errático quanto ele. À primeira vista, estas duas histórias parecem não ter qualquer ligação. Mas, pouco a pouco, detalhes que pareciam irrelevantes regressam com um novo significado. Percebemos então que Thomas Pynchon nos foi dando as peças deste puzzle desde o início, sem nunca mostrar como encaixam entre si. Apesar da reputação de romance difícil, há nestas páginas um humor absurdo que torna a leitura estimulante. Não é um livro para ler à pressa. Exige alguma disponibilidade, mas recompensa quem aceita entrar no seu jogo. Talvez seja por isso uma excelente companhia para os dias longos de verão. Se estiverem a lê-lo na praia, não estranhem dar por vocês de olhos postos no horizonte, a perguntar: «Mas o que é que se passa com estas pessoas?». COMPRO NA WOOK! » As Correções, de Jonathan Franzen Os Lambert já conheceram dias melhores. Alfred, o pai, vê a doença de Parkinson roubar-lhe lentamente a autonomia. A sua mulher, Enid, recusa aceitar que a família se desfez e sonha reunir os três filhos para um último Natal em casa. Mas Gary, Chip e Denise vivem absorvidos pelos próprios problemas, divididos entre carreiras instáveis, relações falhadas e a dificuldade permanente em corresponder às expectativas dos pais e às suas. A partir desta premissa, Jonathan Franzen constrói um romance que transforma um drama familiar num retrato da América do final do século XX. O mais impressionante em Correcções não é o enredo, mas a forma como o autor desmonta os julgamentos fáceis sobre cada personagem. À medida que o romance alterna entre pontos de vista, também a nossa perceção das personagens muda. Quem nos irritava num capítulo desperta a nossa compreensão no seguinte, como se quisesse lembrar-nos de que, dentro de uma família, ninguém conhece verdadeiramente a história do outro. Na tradição de autores como Philip Roth ou John Updike, Franzen parte da intimidade de uma família para falar de uma sociedade inteira, conjugando momentos de grande carga dramática com um humor ácido. Talvez seja isso que torne Correcções tão difícil de largar. Não porque viva de grandes reviravoltas, mas porque queremos continuar ao lado daquela família e descobrir se ainda há forma de reparar o que parece irremediavelmente partido. COMPRO NA WOOK! » A Visita do Brutamontes, de Jennifer Egan A Visita do Brutamontes parece um livro de contos. Cada capítulo apresenta uma personagem diferente, muda de época e altera o registo narrativo. Mas depressa percebemos que Jennifer Egan está a construir um romance em que todas essas histórias acabam por se encontrar. Como seria de esperar, não há um protagonista único. Ao longo de várias décadas, as vidas de Bennie Salazar, Sasha e muitas outras personagens cruzam-se, afastam-se e reaparecem em momentos distintos. A ordem dos acontecimentos raramente é a esperada. É normal conhecermos primeiro o destino de alguém e só depois o percurso que o conduziu até ele. Essa estrutura faz com que estejamos constantemente a reorganizar a narrativa na nossa cabeça. Jennifer Egan não se limita, porém, a brincar com a cronologia. Também experimenta diferentes formas de contar a história. A maior surpresa chega num capítulo construído inteiramente através de diapositivos PowerPoint. A ideia não parece, à partida, capaz de resultar, mas funciona tão bem que esse capítulo acaba por se tornar um dos momentos mais memoráveis do livro. A Visita do Brutamontes é a prova de que ainda há muito espaço para reinventar a forma de contar uma história. COMPRO NA WOOK! » Butcher's Crossing, de John Williams Quando William Andrews abandona Harvard e viaja para a pequena povoação de Butcher's Crossing, acredita que a verdadeira aprendizagem está longe das salas de aula. Pouco depois conhece Miller, um caçador experiente e de poucas palavras que afirma conhecer o paradeiro de um enorme rebanho de búfalos praticamente intocado. Convencido de que encontrou a aventura que procurava, Andrews junta-se a uma expedição que depressa deixa de ser uma simples caçada. À medida que os dias passam, a ambição começa a sobrepor-se ao bom senso. O objetivo inicial transforma-se numa obsessão e a natureza revela-se indiferente aos planos daqueles homens. Em Butcher’s Crossing, John Williams desmonta, assim, um dos grandes mitos do western americano: os heróis dão lugar a homens confrontados com os próprios limites e com um mundo que nunca esteve verdadeiramente sob o seu controlo. Muito mais do que o relato de uma aventura, este é um livro sobre obsessão e sobre o preço que pagamos quando acreditamos que podemos dominar tudo o que nos rodeia. COMPRO NA WOOK! »

A Leste do Paraíso

by John Steinbeck

Property Description
ISBN: 978-972-38-3063-7
Publisher: Livros do Brasil
Release Date: June of 2018
Language: Portuguese
Dimensions: 152 x 235 x 39 mm
Cover: Softcover
Pages: 744
Format: Book
Collection: Dois Mundos
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 978972383063723
Recommended Minimum Age: Not applicable

Comovente

Oscar Franco

Qualquer livro que me faça chorar merece 5 estrelas.

Um livro superior, pleno, que deixa saudades

TeresaC

Como tantas vezes se diz, nada como um norte-americano a contar uma história (se bem que os sul-americanos…) e nisso Steinbeck é mestre. É o meu quarto livro do autor e só veio cimentar a minha admiração pela sua escrita, pela forma como nos obriga a agarrar à história sem que saibamos se tudo vai ou não correr de feição às personagens, se vão sofrer todos os revezes e infortúnios ou se, pelo contrário, os bons, os aos nossos olhos merecedores, conseguem passar incólumes pelos pingos da chuva. E ainda a forma como as peças vão surgindo e encaixando umas nas outras... Ora, A Leste do Paraíso é muito isso, com ecos bíblicos do antigo testamento imperam a dúvida e o constante confronto entre o bem e o mal, quais Adão e Eva, Abel e Caim. Depois há Samuel Hamilton, sábio, generoso e inspirador, omnipresente e omnisciente… um dos meus personagens favoritos, de sempre. Como um pai que a todos os filhos reconhece defeitos e virtudes... A Leste do Paraíso é grande no tamanho e de excelência na qualidade, e por isso mesmo lê-se num ápice, até porque Steinbeck não se põe em momento algum a mastigar, tudo o que nos entrega é tão sólido, bem trabalhado e estruturado, que nos permite visualizar perfeitamente não só os espaços e as paisagens, como também compreender a fundo as suas personagens. Sempre em movimento, sempre em crescimento.

A maior obra prima de John Steinbeck - um estudo sobre a natureza humana

LF

"A Leste do Paraíso", de John Steinbeck, é um épico que se debruça sobre a eterna luta entre o bem e o mal, espelhada na vida das famílias Trask e Hamilton, na Califórnia. Através das escolhas moralmente ambíguas das suas personagens, Steinbeck explora com mestria a condição humana e a natureza do livre-arbítrio. "A Leste do Paraíso" é uma obra-prima profunda e instigadora que nos obriga a reflectir nas escolhas que moldam as nossas vidas.

Inquietante

Alexandrina Andrade

Depois de ler "As Vinhas de Ira", que achei magnífico, senti necessidade de voltar a ler Steinbeck. O número de páginas não me intimidou. John Steinbeck escreve de uma maneira que me cativa. A aparente simplicidade da sua escrita é simplesmente deslumbrante. Voltei a "apaixonar-me" por Steinbeck. A Leste do Paraíso é mais uma obra literária indispensável em qualquer estante. Recomendo

Viver outras vidas

Armando Sousa

John Steinbeck é um dos melhores escritores de todos os tempos e "A Leste do Paraíso", uma pormenorizada história do povoamento do Vale de Salinas e das diversas famílias - oriundas de lugares longínquos - que se radicaram neste lugar e cujas vidas se vão entrecruzando. Steinbeck, magistralmente, "permite-nos", numa narrativa simples e fluida, entrar nessas mesmas vidas, viver com elas todas as alegrias, vícios, tristezas, amores e desamores, deixando-nos como legado uma obra magistral que saboreamos por muito tempo, mesmo depois de fecharmos o livro para o colocarmos na estante.

Clássico americano

TM

Apaixonado pela escrita de John Steinbeck desde que li "Ratos e homens" e "As vinhas da ira", este livro veio consolidar o autor como o meu preferido, e não apenas um dos meus preferidos. Recomendo vivamente, sem medo do número de páginas, porque sem dar por ela chegamos ao fim. Sem palavras.

A leste do paraíso

C Carvalho

Para entender a estória da América recomendo vivamente a leitura deste excelente livro de um escritor exceptional.

Mestre Steinbeck

Inês Rocha

Este foi o primeiro livro "a sério" que li, devia ter uns 14 anos, e fiquei deslumbrada com a capacidade do autor de desvendar a alma humana. Já o reli em idades diferentes, e em todas me deslumbrei com este verdadeiro mestre da escrita. Já li outro títulos do autor, mas este foi o que mais me marcou.

Grande escritor

Ilda Queirós

Cada livro que leio de John Steinbeck, me confirma o grande escritor, o grande humanista. Maravilhosa leitura, não tenho mais palavras…

Um must read

Alex Duarte

Um livro fantástico, que retrata a vida de duas famílias americanas, numa realidade americana diferente da atual! Ademais, traz pontos pertinentes que ainda hoje são válidos e abre, certamente, mentes. Pode parecer extenso, mas se lido com vontade, nem se nota. É um livro que salta para a minha lista de recomendações, por razões óbvias.

ABOUT THE AUTHOR

John Steinbeck

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1962

John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso. Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco (Tortilla Flat, na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra-prima, As Vinhas da Ira. Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances A Leste do Paraíso (1952) e O Inverno do Nosso Descontentamento (1961), bem como Viagens com o Charley (1962), em que relata uma viagem de três meses por quarenta estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.

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