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A Estrada

by Manu Larcenet
Publisher: Ala dos Livros, April of 2024 ‧
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Entre os sobreviventes de um mundo pós-apocalíptico devastado, coberto de cinzas e de cadáveres, um pai e o seu filho deambulam por uma estrada, empurrando um carrinho de compras cheio de objectos diversos que, supostamente, os ajudarão ao longo da sua viagem.

Sob a chuva, a neve e expostos ao frio, avançam rumo às costas do Sul, com o medo colado ao estômago: hordas de canibais selvagens que vagueiam pelo território aterrorizam o que resta da humanidade. Conseguirão eles sobreviver e chegar ao seu destino?

A adaptação a banda desenhada de um romance marcante da literatura contemporânea.

Após O Relatório de Brodeck, Manu Larcenet volta a adaptar uma outra obra maior da literatura. Galardoada com o prémio Pulitzer em 2007, A Estrada obteve, em todo o mundo, um enorme sucesso, tendo sido adaptada ao cinema em 2009, com Viggo Mortensen no papel principal.

A Estrada

by Manu Larcenet

Property Description
ISBN: 9789899108417
Publisher: Ala dos Livros
Release Date: April of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 254 x 312 x 19 mm
Cover: Hardcover
Pages: 160
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Graphic Novels & Manga > Adventure
EAN: 9789899108417

Sobreviver não chega

JM

A Estrada, de Manu Larcenet, adapta o universo de Cormac McCarthy sem o suavizar. A base já é conhecida, um pai e um filho num mundo devastado, mas aqui tudo é levado para um registo ainda mais físico. O vazio, a fome, o medo, estão sempre presentes e quase palpáveis. O desenho é duro, pesado, sem concessões. Não há beleza no cenário, apenas desgaste. Isso reforça a relação entre os dois, que acaba por ser o único ponto de luz no meio de tudo. A narrativa mantém-se contida, fiel ao espírito do original, mas ganha outra dimensão através do silêncio e da imagem. Há momentos em que uma página diz mais do que qualquer descrição. Não é uma adaptação confortável. É fiel ao desconforto da obra original e consegue transportá-lo sem perder força.

Visceral e obscuro

Nuno Leão

A excelente adaptação da obra literária original. Síntese de todo o imaginário original, transmite toda a sensação de obscuridade que se pretende. Obscuro e sinistro, consegue ser visceral e mexer profundamente com as convicções da leitura e da sua perspetiva sobre a humanidade.

Exemplar

Sofia Morais

Uma obra-prima. Cormac McCarthy apresenta-nos uma América destruída por qualquer motivo indecifrável, mas a qual começamos a conhecer de forma muito real. A narrativa é assombrosa, escura, fria, quase poética, e as descrições dos cenários e da devastação total da humanidade tocam-nos dolorosamente, sendo a aproximação do amor entre o pai e o filho a única forma de os leitores sentirem alguma esperança neste cenário de morte. Aliás, mesmo os flashbacks em que conhecemos memórias de um mundo feliz, normal e com luz do sol, não são capazes de nos aliviar este peso com que o autor nos carrega porque, tal como o pai se apercebe a dado momento, ao reviver essas recordações, está novamente a encarar a perda e a iludir o filho com histórias de encantar. Manu Larcenet é exemplar na forma como nos retrata este cenário desprovido de qualquer esperança, contribuindo para carregar ainda mais o ambiente num mundo sem futuro.

Mais uma adaptação magistral à BD de Manu Larcenet

António Afonso

A história de um pai e o seu filho que deambulam sem rumo aparente num mundo pós-apocalíptico completamente devastado, sofrendo ataques de todo o tipo de gangues e agrupamentos sem lei. Manu Larcenet volta a adaptar magistralmente com o seu preto e branco texturado e de alto contraste, outro clássico da literatura do início do século XXI, após O Relatório de Brodeck de Philippe Claudel em 2015. Desta feita, Larcenet adapta um romance de Cormac McCarty, vencedor do prémio Pulitzer em 2007. A Estrada obteve um enorme sucesso, acabando por ser adaptada ao cinema em 2009.

ABOUT THE AUTHOR

Manu Larcenet

Considerado por muitos uma das figuras chave da Nova Banda Desenhada Francesa, Manu Larcenet nasceu em 1969 em Issy-les-Moulineaux, França. Em termos profissionais, Larcenet iniciou a sua atividade em 1994 nas páginas da revista Fluide Glacial, tendo o seu primeiro álbum sido publicado dois anos mais tarde, através da editora Audie. Colabora depois com a revista semanal Spirou e em 1997 funda, com Nicolas Lebedel, a editora Les Rêveurs de Runes, na qual edita os seus próprios projetos. Colabora, em 2000, com Lewis Trondheim na sua célebre saga Donjon, desenhando vários álbuns. Nesse mesmo ano inicia a publicação na Dargaud, produzindo para a coleção Poisson Pilote álbuns como Les Entremondes (2000), que assina com o seu irmão Patrice Larcenet, Os Cosmonautas do Futuro (2001, com argumento de Trondheim), Le Temps de Chien (2002), Le Retour a la Terre (2002, com argumento de Jean-Yves Ferri), La légende de Robin des Bois (2003), e Nic Oumouk (2005-2007). A publicação de Combate Quotidiano ocorre entre 2003 e 2008 e o primeiro tomo desta série valeu-lhe o prémio do melhor álbum no Festival de Angoulême em 2004. Entre 2008 e 2014, trabalha em Blast (2009-2014, Dargaud), quatro álbuns densos e fascinantes. Em 2012 ilustra o romance de Daniel Pennac "Diário de Um Corpo", inicialmente publicado pela editora francesa Futuropolis, mas é em 2015 que se lança pela primeira vez na adaptação de uma obra literária: trata-se de O Relatório de Brodeck, um romance de Philippe Claudel. Depois de Thérapie de groupe (Dargaud, 2020), A ESTRADA (Dargaud, 2024) é a sua última obra. Blast é sua a obra mais pessoal e que muitos consideram ser também a obra maior de Manu Larcene.

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