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A Doença da Felicidade

by Paulo José Miranda; Illustration: José Manuel Saraiva
Publisher: Abysmo, February of 2015 ‧
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E se a felicidade fosse uma doença? Partindo desta ideia simples, Paulo José Miranda, no estilo torrencial a que nos habituou, e sempre tendo a ironia em pano de fundo, faz-nos reviver o estranho universos das relações, as amorosas e as familiares, mas também as científicas e filosóficas. Como se tudo não passasse de uma teia de aranha, que tanto mais aperta quanto nos tentamos soltar. Um ensaio mascarado de novela? Uma dissertação científica que finge ser testemunho memorialista? Tudo será possível, mas como acontece nos seus romances-deriva, o tema, no caso o sempiterno da felicidade, não voltará a ter o sabor gourmet, aquele valor sexy que lhe é atribuído a torto e a direito.

A Doença da Felicidade

by Paulo José Miranda; Illustration: José Manuel Saraiva

Property Description
ISBN: 9789898688187
Publisher: Abysmo
Release Date: February of 2015
Language: Portuguese
Dimensions: 131 x 179 x 9 mm
Cover: Softcover
Pages: 96
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Social Sciences and Humanities > Social Work
Books in Portuguese > Social Sciences and Humanities > Sociology
Books in Portuguese > Fiction > Other Literary Forms
EAN: 9789898688187

PENSAR A FELICIDADE AO CONTRÁRIO

Jorge Humberto Dias (Diretor do Gabinete PROJECT@)

Desde 1998 que leio livros técnicos sobre a felicidade. Principalmente na área da filosofia, mas por vezes, leio também noutras áreas, como a psicologia, a economia, a política e a comunicação social. Ler este livro de Paulo Miranda foi um autêntico exercício filosófico. Pensar na situação ao contrário. Costumo utilizar esse instrumento nas minhas consultas de aconselhamento filosófico. É muito útil para desbloquear situações, quando as pessoas sentem alguma dificuldade em desenvolver o seu pensamento na análise de uma situação da sua vida. Pensar ao contrário pode abrir um novo horizonte, uma nova perspetiva. Seja como for, este livro não defende uma definição filosófica de felicidade, mas uma definição neurológica. E este é o ponto central da aventura. Para quem leva a sério estes temas, é importante ter em atenção que existem várias definições de felicidade e que a sua diferença é significativa quando estamos a olhar para as diferentes áreas científicas. Uma ideia interessante é considerar que a felicidade é uma questão humana transversal, que deve preocupar os governos, as organizações e as pessoas. Neste livro, é dado mais destaque à dimensão da saúde pública. É interessante o termo "eudaimonina", recuperado pelo autor na tradição aristotélica e utilizado para denominar uma endorfina produzida pela hipófise, substância que levaria as pessoas a procurarem a felicidade. Os sintomas da felicidade seriam uma espécie de "alucinação", que levaria as pessoas a não querem trabalhar muito, a valorizarem-se excessivamente e a não conseguirem abandonar esse desejo, nem a admitirem a doença (da felicidade). O livro vale pela exploração que faz desse "novo" paradigma, ao mesmo tempo que desenvolve as vivências das personagens na história, transportando-nos para o seu âmago. É igualmente interessante ver os exercícios sugeridos para evitar a doença da felicidade, assim como o contributo das várias componentes da vida: fazer amor, dançar, cantar, desporto, etc. No entanto, o autor recorda-nos sempre que não existe cura para a doença da felicidade… Talvez por isso o medo tenha um lugar de destaque na vida humana.

ABOUT THE AUTHOR

Paulo José Miranda

Paulo José Miranda é um romancista, poeta e dramaturgo. Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1999), é Membro da Sociedade Portuguesa de Autores e Membro do PEN Clube de Portugal. Ministra cursos de Literatura Criativa sobre autores portugueses e estrangeiros e colabora em várias revistas literárias. Recebeu vários importantes prémios: Prémio Teixeira de Pascoaes (1998), Prémio José Saramago (1999), Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Autores (2015) e Prémio Ciranda (Fundão, 2015). Entre as obras publicadas destacam-se na poesia, A voz que nos trai (1997), Exercícios de Humano (2014), Auto-Retratos (2016) e Abysmo (2022). Na ficção, o tríptico dedicado à cultura portuguesa oitocentista: Um Prego no Coração (1998), Natureza Morta (1998) e O Vício (2001) e, posteriormente, Com o Corpo Todo (2011), A Máquina do Mundo (2014) e Aaron Klein (2020). No campo do teatro: O Corpo de Helena (1998). Alguns dos títulos encontram-se traduzidos em castelhano, francês e croata.

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