Um de Nós Deve Lembrar-se eBook
SYNOPSIS
No fim da década de 1960, ser jovem no Restelo significava sofrer por amor, ansiar pelo primeiro carro, demorar-se com os amigos nos cafés, vibrar com a nova música dos Beatles ou com um filme italiano. Mas era também fazer tudo isto com a certeza de que, para eles, o fim da adolescência seria marcado pelo serviço militar e a partida para a guerra colonial, e, para elas, pelo casamento e a maternidade. No dia-a-dia, ser jovem durante os primeiros anos do marcelismo não era muito diferente do que é hoje, não fosse esta uma geração a viver com a certeza de que os bons tempos da juventude poderiam terminar com a morte algures em África, numa guerra longínqua, mas muito presente na vida de todos.
Em Um de Nós Deve Lembrar-se, Luís Ashley, Ema Torres, Papi, Teresa Monteiro, Batata e várias outras personagens – reais e fictícias – vivem os derradeiros anos de uma adolescência agitada nesse bairro privilegiado de Lisboa. Entre sonhos de futuro, jantares bem regados e os hilariantes ou dilacerantes episódios próprios da idade, oferecem ao leitor o retrato de um tempo interior comum a todos nós, embora vivido num ambiente político e social muito particular. Este romance de João Pedro Marques é uma viagem a um passado não muito remoto, no qual, apesar da ditadura, os mais novos insistiam em querer construir o próprio futuro sob o sol brilhante do Restelo.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-66363-4 |
| Publisher: | Porto Editora |
| Release Date: | May of 2026 |
| Language: | Portuguese |
| Pages: | 288 |
| Format: | eBook |
| File Format and Compatibility: | |
| Categories: |
eBooks in Portuguese
>
Fiction
>
Romance
|
| Recommended Minimum Age: | Not applicable |
| Acessibilidade: | Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor |
REVIEWS
“Conta-nos como foi”
Blogue: biblioteca jmo - João Marques de Oliveira
Um de Nós Deve Lembrar-se, de João Pedro Marques, é uma obra que combina memória, ficção e reflexão histórica para retratar a juventude portuguesa no final da década de 1960, durante os primeiros anos do marcelismo. “Conta-nos como foi” a vivência de um grupo de jovens com os seus conflitos próprios da adolescência, (e da passagem para a idade adulta), os primeiros amores, as amizades, os sonhos de futuro e o desejo de liberdade — enquanto enfrenta a sombra constante da guerra colonial e das limitações impostas pela ditadura. Um dos aspetos mais marcantes da obra é a forma como o autor recria o ambiente social e cultural da época. Através de personagens diversas, algumas inspiradas em figuras reais e outras ficcionais, o romance oferece um retrato vivo de uma geração que procurava construir a sua identidade num contexto político repressivo. A narrativa evidencia o contraste entre a aparente normalidade da vida quotidiana e a consciência permanente de que o futuro podia ser interrompido pelo serviço militar e pela guerra em África. Em “Um de Nós Deve Lembrar-se”, João Pedro Marques, “conta-nos como foi”, com nostalgia, mas com atenção aos detalhes históricos, sem deixar de explorar as emoções, os sentimentos, as preocupações, ilusões e ou desilusões. O autor consegue transmitir simultaneamente o entusiasmo, a ingenuidade e as inquietações dos jovens protagonistas, tornando a leitura acessível tanto para quem viveu aquele período como para as gerações mais novas. A dimensão autobiográfica presente na obra contribui para a autenticidade das personagens e das situações retratadas. Em síntese, Um de Nós Deve Lembrar-se é um romance que vai além da simples evocação do passado. A obra convida o leitor a refletir sobre adolescência e a passagem para a idade adulta e o impacto que o contexto histórico exerce sobre as escolhas individuais. Ao recuperar um período marcante da história portuguesa, João Pedro Marques constrói uma narrativa sensível e envolvente, capaz de despertar simultaneamente nostalgia, reflexão e interesse pelo passado recente de Portugal. Por tudo isto não é só um romance de memórias é também um “documento histórico”.
É bom voltar à juventude
Pedro de Noronha
Livro escrito por uma pessoa conhecida desde a infancia, que retrata a vida num bairro (Restelo) "paredes meias" com o local onde eu morava (Algés), e que frequentando o mesmo Liceu, tivemos alguns amigos em comum (o escritor é uns 3 anos mais velho). Deslocávamo-nos pelos mesmos locais, e vivemos as mesmas angustias, as mesmas alegrias e as mesmas atribulações, numa época marcante na vida de uma geração impar. Gostei muito !
Livro Interessante
Ludmila Simões Godinho
O livro é interessante! Com uma aparente leveza, e até frivolidade inicial, pois passa-se num grupo de jovens, de alguma forma, privilegiados, de Lisboa e do Restelo, não nos deixa de dar o retrato da desigualdade, na altura profunda, entre a cidade e o campo(terras sem electricidade e água canalizada, de onde vinham as criadas), mas também do atraso cultural de Portugal; da falta de liberdade; crueldade da polícia; e da vida dura de quem tinha que ter dois trabalhos para sustentar uma família na Damaia; para não falar da guerra que atingiu todos, até os "privilegiados" do regime! Ou seja, o que começa quase como um retrato de costumes transforma-se num painel social e político muito forte do Portugal daquele tempo.
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