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Elogio Da Madrasta eBook

by Mario Vargas Llosa
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Publisher: Dom Quixote, November of 2012 ‧
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Lucrécia e dom Rigoberto vivem em constante felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu da sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu por fim os prazeres da vida conjugal. Juntos, crêem que nada pode afetar esse idílio, cheio de fantasias e de sexo. Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parece ser o único empecilho; ama demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele acaba por ser conquistado pelos encantos de dona Lucrécia. O amor do menino pela sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, desenhando uma linha ténue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles.

Elogio da Madrasta é a história de um universo dominado por um triângulo inquietante, que pouco a pouco envolve os leitores na rede de subtil perversidade que une, na plena satisfação dos seus desejos, a sensual Lucrécia, Rigoberto e o filho.

Elogio Da Madrasta

by Mario Vargas Llosa

Property Description
ISBN: 9789722081238
Publisher: Dom Quixote
Release Date: November of 2012
Language: Portuguese
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Romance
eBooks in Portuguese > Fiction > Fiction
EAN: 9789722081238
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Quasi Filigrana Erótica (com uma pitada de Drama)

Ana

Quando uma pena de qualidade impregna sexualidade de sensualidade, dá nisto, um enredo inteligente(mente) erotizado. E como a conflitualidade entre a nossa filogenética animalidade (com maior força na madrasta) e os nossos ontogenéticos (ocidentais) valores culturais (com maior expressão no pai) é tão laboriosamente exposta, só releva a idiossincrática genialidade de Vargas Llosa. Não é uma obra prima (mas vale a pena comprar nos excelentes saldos Wook, principalmente neste autor, em quem uma boa pechincha é difícil de obter); não o é porque sentimos certa inconsistência no desenho da personalidade de Fonchito, ora tido mais criança, ora tido mais juvenil, algo sustentável na sua argúcia se com um QI superior a 120, mas algo menos sustentável no seu desenvolvimento sexual. Também no da madrasta, que das quatro vidas é aquela que mais equilibradamente sabe da sua sexualidade e da sua sensualidade, mas que é (injustamente) crucificada, a bem da sobrevivência do desenvolvimento do jogo dramático. Esta estória é como aqueles nós que, sendo de topologia complexa, quando pontas puxadas se desfazem completamente. E é uma obra primorosa no labor em que dos corpos entrelaça a estética pictórica com a estética da vida real; em como aqueles são bastante um corpo social. Apontamento final: Sabe bem ouvir falar de Huizinga e reconhecer o valor do ludismo na arte do desejo. Também como Vargas Llosa explora a ambiguidade do significado da palavra “madrasta”, naturalmente de forma lúdica, e como esse pormenor nos reserva o direito de discordar com ele, quando (sem argumento apresentado) exclui a hipótese suprema de Huizinga: toda a produção cultural humana emana do comportamento lúdico. Ora, não é este seu livro uma confirmação (degustável) dessa mesma hipótese?

Escrita soberba

Clara Marcos

Através de uma escrita soberba somos levados por viagem inquietante pelo submundo do erotismo proibido. Leia-se de mente aberta para usufruir da riqueza literária.

Engenhosamente inteligente

Rita França Ferreira

ler é ser surpreendido pela inteligência da estrutura narrativa do autor. Ansiosa por perceber se os cadernos de dom Rigoberto outro livro nos surpreende e esclarece alguns pormenores

Após leitura

Maria Inês Fernandes

Um pouco "incomodativo". Estava a contar com algo no género da "Tia Júlia e o escrevedor", nada disso!

ABOUT THE AUTHOR

Mario Vargas Llosa

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010

Mario Vargas Llosa (1936-2025) nasceu em Arequipa, no Peru. Em 1959 abandona o seu país e, graças a uma bolsa, ingressa na Universidade Complutense de Madrid, onde faz provas de doutoramento, fixando-se de seguida em Paris. Sempre próximo da penúria, foi locutor de rádio, jornalista e professor de espanhol. Regressa ao Peru em 1964 e casa no ano seguinte com a sua prima Patrícia, com quem parte para a Europa em 1967, tendo vivido até 1974 na Grécia, em Paris, Londres e Barcelona – após o que volta novamente ao Peru. Em Lima pode, finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo, nunca abandonando a intervenção política. Depois de uma candidatura à presidência da República, fixou-se em Londres e, nos últimos anos, viveu entre Paris e Madrid, escrevendo romances e ensaios literários, percorrendo o mundo como professor visitante em várias universidades. Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994). Foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 2010. É um dos romancistas e ensaístas mais importantes da América Latina e um dos principais escritores da sua geração.

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