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Atos De Desobediência eBook

by Helena Magalhães
Publisher: ASA, September of 2025 ‧
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O romance de estreia de Glória Brito foi aclamado pela crítica e adorado pelos leitores. O sucesso, porém, não se repetiu. A escritora está agora perto dos quarenta anos e começa a questionar o seu talento e o seu lugar no mundo. O medo instala-se.

Viver era mais simples no bairro onde cresceu, um tempo em que se sentia livre e a sua família ainda estava completa. Já não é assim. Glória abandonou o bairro, embora a sua memória teime em levá-la para lá. A liberdade não cumpriu a sua promessa de plenitude. A destruição da família alterou a sua relação com os outros e consigo mesma.

A única constante na sua vida é Lúcia, uma amiga que insiste em arrancá-la à solidão, mesmo quando Glória resiste. Serão as palavras crípticas de uma voz do seu passado a abalar essa resistência. Quem sabe, talvez o livro que precisa de escrever já esteja escrito.

Atos de Desobediência explora a intimidade feminina, as relações entre mulheres e homens, entre gerações e classes sociais, numa celebração tão apaixonada quanto crítica da literatura e da arte.

Atos De Desobediência

by Helena Magalhães

Property Description
ISBN: 9789892366685
Publisher: ASA
Release Date: September of 2025
Language: Portuguese
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Romance
eBooks in Portuguese > Fiction > Fiction
EAN: 9789892366685
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Incrível

Sónia Santos

A Helena tem uma maneira de escrever e tocar no leitor que não tem comparação! Leitura obrigatória, pois toca em assuntos atuais e essenciais, e promove o pensamento crítico.

Magnífica surpresa!!!

Célia Reis

Foi a minha estreia com a autora, e que magnífica surpresa ¿ Uma história que se vai desenrolando em camadas, alternando entre o presente e o passado de Glória Brito, cujo romance de estreia foi bastante aclamado pela crítica e adorado pelos leitores, mas cujo sucesso não se repetiu. E é a partir daqui que Glória começa a questionar o seu talento e o seu lugar no mundo, enquanto mulher, amiga e profissional. Num livro que explora a intimidade feminina, a relação entre homens e mulheres e entre gerações e classes sociais, a Helena oferece muito mais do que possa parecer ao início, descobrindo traumas de infância e segredos há muito escondidos, numa leitura muito, muito fluida, para não dizer galopante, num tom corrosivo e de crítica social brilhante. O final impressionou-me um pouco, houve revelações de que não estava à espera, mas gostei muito do livro e recomendo muito!

Brilhante, visceral, soberbo!

Andreia Machado

"(...) mas não interessa o que é real ou ficção: está aqui tudo — a vulnerabilidade, a perda, o desassossego, mas também a coragem, a aceitação, o perdão." Começo com este pequeno excerto porque sinto que ele contém, em si, a essência do livro. A Helena deixou-se inteira nestas páginas: sem medo, com uma coragem quase desmedida e uma ousadia que só nasce de quem tem urgência em dizer. E, de facto, pouco importa se é ou não ficção. Porque tudo o que aqui se lê acontece, todos os dias, com meninas e mulheres reais, em todos os lugares. Glória é uma protagonista que carrega em si muitas vozes: as de escritoras que a autora evoca, mas também a sua própria. É impetuosa, mas, ao mesmo tempo, auto-sabotadora; sofre em silêncio e habita uma solidão povoada de fantasmas antigos. Para sobreviver, afastou-se da dor, mas nunca da marca que ela deixou. O sentimento de insuficiência acompanha-a como uma sombra constante. As páginas soam quase como uma expiação: Glória enfrenta as suas feridas, revisita memórias e entrelaça dores com pessoas e relações. As vozes femininas, aqui, são poderosas e inesquecíveis. Recordar-me-ei por muito tempo de Glória, da mãe e da avó, três gerações a reinventar-se contra o tempo, mas também de Lúcia, Teresa, Ana Clara, Isabel e Beatriz Rosa. Cada uma delas transporta a força e a fragilidade de um universo que se sustenta na partilha. A sororidade é um fio condutor, subtil mas intenso. Há distância, incompreensões, rivalidades, frutos de silêncios impostos e de inseguranças moldadas por padrões sociais misóginos, que se repetem e enraízam. Mas há também resistência, quebra de regras, reconciliação. Há mulheres que ousam desfazer o que parecia imutável. A autora reflete ainda, por várias vezes ao longo da trama, sobre literatura, com inúmeras referências a livros e autores, e oferece-nos uma crítica literária mordaz, sem papas na língua, ao mercado editorial. A hipocrisia é exposta sem rodeios, num tom que pode ser impróprio para cardíacos. O humor, sagaz e sarcástico, é sublime; a aproximação ao ensaio literário é evidente, com nuances de sátira e inspiração em acontecimentos que poderão (ou não) ser reais. É um livro que nos arrasta para dentro dele, que nos prende e sufoca em muitos momentos, que nos desarma sem aviso. Um livro feito de silêncios que, afinal, são gritos. A escrita de Helena é crua, direta, certeira. Nada me preparou para o impacto destas páginas: chorei, revoltei-me com a sociedade, com os homens, com a injustiça daquilo que as mulheres carregam desde sempre. E senti, acima de tudo, o peso e a solidão coletiva de uma luta que, apesar de antiga, ainda não terminou. Brilhante, visceral, soberbo! Que sejamos sempre, desobedientes!

ABOUT THE AUTHOR

Helena Magalhães

Helena Magalhães trabalhou em política social, em projetos de igualdade de género e em jornalismo, e dedica-se à escrita desde 2017, entre romances e autoficção. É fundadora do Book Gang, um clube do livro de incentivo à leitura no feminino que detém a maior subscrição de livros em Portugal. Vive e trabalha em Lisboa, entre gatos e livros.

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