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A Vegetariana eBook

by Han Kang
Publisher: Dom Quixote, September of 2016 ‧
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Uma combinação fascinante de beleza e horror.
Ela era absolutamente normal. Não era bonita, mas também não era feia. Fazia as coisas sem entusiasmo de maior, mas também nunca reclamava. Deixava o marido viver a sua vida sem sobressaltos, como ele sempre gostara. Até ao dia em que teve um sonho terrível e decidiu tornar-se vegetariana. E esse seu ato de renúncia à carne - que, a princípio, ninguém aceitou ou compreendeu - acabou por desencadear reações extremadas da parte da sua família. Tão extremadas que mudaram radicalmente a vida a vários dos seus membros - o marido, o cunhado, a irmã e, claro, ela própria, que acabou internada numa instituição para doentes mentais. A violência do sonho aliada à violência do real só tornou as coisas piores; e então, além de querer ser vegetariana, ela quis ser puramente vegetal e transformar-se numa árvore. Talvez uma árvore sofra menos do que um ser humano.

Este é um livro admirável sobre sexo e violência - erótico, comovente, incrivelmente corajoso e provocador, original e poético. Segundo Ian McEwan, «um livro sobre loucura e sexo, que merece todo o sucesso que alcançou». Na Coreia do Sul, depois do anúncio do Man Booker International Prize, A Vegetariana vendeu mais de 600 000 exemplares. Aplaudido em todos os países onde está traduzido, é um best-seller internacional.

A Vegetariana

by Han Kang

Property Description
ISBN: 9789722061247
Publisher: Dom Quixote
Release Date: September of 2016
Language: Portuguese
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Romance
eBooks in Portuguese > Fiction > Fiction
EAN: 9789722061247
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Saúde Mental

Inês Maria

Um livro sobre saúde mental. A primeira e segunda parte com alguns momentos bastante desconfortáveis. A personagem principal nunca tem "voz", uma vez que a história é sempre contada nas perspetiva dos outros - marido, cunhado e irmã. Um livro de leitura corrida mas com partes um pouco incomodativas.

Desiludiu

Ana Silva

Não sei bem o que sinto após esta leitura… Não me sinto, de todo, qualificada ou capaz de comentar este livro. Em parte porque não sou obviamente o público alvo nem este é um estilo literário que eu goste particularmente. Não gostei, de todo, das primeiras duas partes, da perspectiva masculina sobre esta mulher que obviamente está a passar por um distúrbio mental grave. E então na cultura e contexto coreano, sei que esta perspectiva pode ser ainda mais cruel. A escrita gráfica, principalmente na segunda parte, apenas serviu para me deixar enojada. Pareceu-me violência, sexual e psicológica, gratuita. Mas a terceira parte melhora como conclusão. Finalmente uma perspectiva feminina, não da nossa personagem principal, mas da irmã! A escrita torna-se terna, com mais nuances e introspecção. Apenas posso dizer que em termos de “experiência de leitura”, e comparando apenas o fator choque e descrições gráficas, gostei mais do “Tender is the Flesh” da Agustina Bazterrica, e em termos de crítica social, num contexto da Coreia do Sul, preferi o “Kim Jiyoung, Born 1982”.

A vegetariana - um livro que requer uma leitura atenda e cuidada

Margarida Silva

Confesso que após a primeira parte, fiquei confusa com a narrativa, não estando inicialmente a associar as personagens, quem é quem e que relação tinham entre si. Ao continuar a leitura, essa confusão inicial foi desaparecendo e acabei por compreender a narrativa. No entanto, acho que não é um livro para qualquer um, requer uma leitura atenta para perceber a história. Fala também de temas sensíveis como o suicídio e violência no seio familiar.

Sobre Saúde Mental

Andreia M

Este livro não é sobre vegetarianismo; é sobre saúde mental e liberdade de escolha. É sobre uma mulher que sofre de uma doença mental e que foi submetida a diversas formas de opressão ao longo da sua vida. Escolhe tornar-se vegetariana como uma forma de se manifestar contra toda a violência patriarcal que a cerca. O seu sonho é tornar se uma árvore. "Talvez uma árvore sofra menos do que um ser humano". Um livro que aborda a temática da saúde mental e o sofrimento que a doença mental causa, ao ponto de querermos desaparecer só para deixarmos de sentir. Depois desta leitura consegui entender o motivo pelo qual a Han Kang ganhou o Prémio Nobel da Leitura em 2024.

Escrita simples, fluida, concisa

TeresaC

Embora as expectativas estivessem altas devido a tudo o que já tinha lido acerca deste livro, admito que não estava à espera que me apaixonasse tanto, que o embate fosse tão forte. A narrativa agarrou-me logo ao início e foi progressivamente ficando mais intensa, mais envolvente, fazendo-me mergulhar cada vez mais fundo no enredo e na vida das personagens. Quanto à história, embora se passe na Coreia do Sul e achando eu que se debruçaria mais sobre a sua cultura, acaba por ter um tom universal: a mulher que carrega todo o peso em si, as relações frágeis vividas em modo piloto automático, os traumas de infância e o peso do patriarcado, a procura do autoconhecimento, a debilidade da saúde mental, e, acima de tudo, a solidão imensa que nos rodeia. Um livro que adorei, que me deixou entorpecida, com um nó na garganta e praticamente sem palavras. Já se sabe que os prémios Nobel não agradam a todos, podendo justificar-se de muitas formas uma escolha com a qual não concordamos. No que me diz respeito, sinto-me conquistada por uma escrita simples, fluida, concisa mas tão visual, tão profunda, crua e envolvente. Han Kang será com certeza uma autora que vou continuar a seguir.

A Vegetariana ou a Desumanização

Mic

Este livro é duro para quem seja sensivel. No entanto, esta muito bem escrito e leva-nos a reflectir aonde nos podem levar os traumas.

O melhor livro que li nos últimos tempos

Gabriela

Este livro foi o melhor livro que li nos últimos tempos. Li-o durante um dia, pois não consegui interromper a leitura. Sem dúvida que a escrita de Han Kang é cativante e faz-nos sentir realmente o que estamos a ler. A história é intrigante e cheguei ao fim do livro a reconsiderar alguns comportamentos meus, de tão introspetiva que é a leitura. Recomendo vivamente este livro, com o qual conseguimos perceber a entrega do prémio nobel da literatura a Han Kang

Vegetariana… o princípio do fim…

Mari Gio

Que consequências poderão existir para nós e para aqueles que nos rodeiam se quisermos ser vegetarianos? Yeong-hye é uma personagem que neste processo parece que passou para outra dimensão arrastando-se a si para o abismo e leva-nos a refletir sobre os motivos agregadores dessa possível escolha… uma infância de maus tratos… um casamento forçado com um homem que a vê como alguém que põe comida na mesa e mantém a casa arrumada… falta de apoio da família… querer perder-se numa floresta e achar que se transformou numa árvore que não necessita de comer e apenas de apanhar sol é o resultado provável de uma vida em permanente fuga… Gostei muito… uma leitura “fora da caixa”…

A Vegetariana

AllbyMyShelves

Yeong-hye, uma mulher que ao decidir ser Vegetariana, parece procurar romper com as imposições sociais que a acompanharam toda a vida, como filha, esposa... como Mulher. Ler "A Vegetariana" é, atrevo-me a dizer, uma experiência ultra-sensorial. Um livro com cor, textura e sabor, todos eles pautados de dor e angústia. Um livro completamente diferente dos que costumo ler, e que questiono-me se retirei o real sentido do mesmo. Não que a escrita seja intrincada (não é!), mas creio que a autora terá pretensões bem menos "evidentes". Han Kang parece apresentar-nos uma crítica à sociedade patriarcal, bem como à falta de liberdade que é imposta às pessoas, até sobre os seus próprios corpos, e com especial inaptidão para questões relacionadas com a saúde mental. Fiquei com imensa vontade de conhecer outras obras de Han Kang,especialmente "Atos Humanos".

Murro no Estômago

Elisabete

Um livro pequeno, uma história com final aberto (ou será mesmo impossível prever o final?) e que me agarrou desde as primeiras páginas, tanto que tive de ler seguido até ao fim. Um murro no estômago e percebo quem diga que ´´ou se adora ou se odeia´´ porque a ligação com a personagem principal não é facilmente criada, não é feita directamente mas sim através de terceiros, da família. A escrita de Han Kang é poderosa e permite-nos sentir de forma gutural a angústia e alheamento da personagem principal ficando a pensar nela mesmo após o fim da leitura.

Perturbador

Liliana Carvalho

Bem... este foi um dos livros mais perturbadores que já li em toda a minha vida... estava eu a pensar que ia ler sobre as dificuldades sociais de ser vegetariana e fui dar com um livro que é psicologicamente perturbador! Este livro será deveras fascinante para todos os profissionais do foro da saúde mental, é uma crítica social brutal para com a cultura coreana, o facto de as mulheres serem basicamente servas dos homens e não serem bem-vistas as mulheres com personalidade própria, a escrita é muito fluída e fácil de ler, no entanto tem sempre um tom muito melancólico e ... é raro eu não me conseguir expressar bem nas minhas opiniões... só para verem como esta leitura me afectou!... tem um tom sofrido, intenso, muito dramático e... sinceramente perturbador... É também um drama familiar com uma grande carga de crítica social, pois os familiares da mulher que se torna vegetariana após um sonho demasiado intenso sobre o consumo de carne e a aversão que a partir daí todo o tipo de carne e derivados animais lhe causa, a forma como é ostracizada pela família e pela sociedade é de uma crueza brutal!

Aos poucos conquista

Vânia Figueira

Perspetiva interessante, história descrita e desenvolvida pela interpretação de 3 personagens. É um livro que vai perfurando o nosso sossego. Impressiona pelo detalhe e perdura na memória.

Mixed feelings

Carina Gonçalves

Bem, sendo um booker prize e tendo lido muito boas críticas sobre esle livro, confesso que não fiquei deslumbrada! O livro divide-se em 3 partes, gostei imenso da primeira, cativa muito o leitor. A segunda parte não gostei tanto mas ainda assim manteve-me presa à história. A terceira não gostei de todo e acabou por estragar um pouco tudo o que tinha lido para trás...Ainda assim é um livro a ler!

Estranho, mas poderoso

Abiblioterapeuta.com

Um livro sobre a violência, os traumas, a força das convicções e as reações adversas dos outros às mesmas. Recomendo “A Vegetariana” a todos os que lutam para fazer respeitar as suas escolhas e aos que tendem a julgar as escolhas dos outros com leviandade.

Inusitado

Rita Oliveira

Gostei da sinopse, gostei da capa, que é linda, e gostei da ideia. Han Kang, a coreana que com este livro ganhou o Man Booker International Prize e passou à frente de escritores como Agualusa e Elena Ferrante, começa por relatar a história de uma mulher normal, tão normal que o marido a descreve como tendo casado com ela por ser tão normal que nunca lhe traria problemas. Não é bonita, não é feia, pouco conversa, mantém a casa em ordem, cumpre as suas obrigações conjugais quando o marido quer. Até que um dia, depois de ter tido um sonho, decide tornar-se vegetariana extremista e, com o tempo, a comer cada vez menos. Esta decisão acaba por ter consequências sérias no seu casamento, na sua família alargada e sobretudo na sua própria saúde. Algo com que Yeong-hei não se incomoda, uma vez que a certa altura tem como objetivo comer tão pouco e ter tão poucos pensamentos que se tornará numa árvore. Dividido em três partes, cada uma tem o seu narrador, cada um com interesses bem diferentes na vida de Yeong-hei: o marido, o cunhado e a irmã. Uma narrativa muito diferente, relativamente curta, que vale a pena ler.

Da violência ou da redenção

Cláudia C. Ferreira

A Vegetariana é, essencialmente, um livro sobre a violência humana e a irresistibilidade da mesma, por oposição à busca dolorosa pela redenção, a qual, neste livro, está amplamente relacionada com a noção de identidade. A escrita é firme e crua, ainda que Han Kang nos surpreenda com diversos momentos de poeticidade, materializada na plasticidade das descrições. A obra apresenta-se tripartida, obedecendo à narração da história de Yeong-hye, particularizando as consequências da sua opção alimentar, o vegetarianismo, sobre a sua vida, bem como a do seu marido, do seu cunhado e da sua irmã. Esta decisão ultrapassa, contudo, a questão alimentar, sedimentando uma consciência ética e moral, questionando as relações dos indivíduos, e analisando o que é, afinal, o humano. Assim sendo, obriga o leitor a pensar, a questionar-se e a reidentificar-se, como as próprias personagens, pelo que é altamente recomendável.

Excelente e perturbador

Margarida Ferreira

Este é um livro lindíssimo que no entanto, caso seja sensível talvez não seja um título adequado. Consegue ser extremamente perturbador e tem uma crueza incrível, mas é um livro que nos agarra da primeira à última página. Simplesmente fantástico

Absorvente e visceral

Maria João Alves

É tudo demasiado neste romance da sul-coreana Han Kang, que parte da história de uma mulher vulgar, que surpreende todos os que a rodeiam ao decidir, de um dia para o outro, ser vegetariana. A sua motivação está num sonho que teve, particularmente violento – e essa violência acaba por contaminar toda a vida dela, do marido (desesperado com a "diferença", que abala o seu mundo certinho e previsível, único modo de vida que conhece e garantia de conforto), do pai (que tenta obrigá-la a comer carne e a vê, em resposta, a esfaquear-se a si mesma), da irmã (que quer a todo o custo manter a estabilidade na família). É tudo um exagero, tudo tão exacerbado, a forma de contar (e o que é contado) tão visceral neste romance, que, a certa altura, resvala em caricatura. O arranque é fantástico, o desenvolvimento absorvente, a escrita sempre apaixonada, a história de transformação e as descrições sensuais aproximam-se da perfeição. O final, porém, não está à altura do resto...

Tradução de tradução

Luís Mestre

Infelizmente a D. Quixote decidiu traduzir da versão inglesa em vez de traduzir do original... o que é pena. Não recomendo.

A Vegetariana.

Isabel Frade

Embora um livro em que a estética é interessante, sem dúvida não me marcou o que não costuma acontecer com este tipo de prémio literário. Algo insipiente, não agarra o leitor...não é o género de livro de que goste.Nao irei lembrar-me dele por muito tempo...há livros muito melhores....

International Man booker Prize merecido

Alice Rios

É definitivamente um livro muito estranho e peculiar, mas muito bom. Causa desde o início um impacto muito forte e a sensação que fica é sobretudo de perplexidade. Apetece lê-lo sem parar, para ver se em algum momento chegaremos a conseguir compreender a personagem principal (a vegetariana do título) e todo o seu entorno. O único livro que me lembro de me ter provocado uma sensação deste género foi A Metamorfose, de Kafka. Além disso, o próprio contexto da sociedade coreana é também em si mesmo estranho do ponto de vista ocidental, por isso é como se entrássemos num mundo novo, numa espécie de dimensão paralela, com regras diferentes das nossas. E a capa é também muito certeira! Não me recordo de outro livro que tenha uma capa tão adequada. Para aqueles que procuram algo semelhante a Murakami: desenganem-se; tem uma linguagem simples, tal como as obras do autor japonês, mas é muito diferente. Diferente de tudo, aliás. Enfim, perturbador, mas excelente.

ABOUT THE AUTHOR

Han Kang

Prémio Nobel da Literatura 2024

Han Kang nasceu em Gwangju, na Coreia do Sul. Em 1994 começou a sua carreira de escritora vencendo o primeiro lugar de um concurso literário em Seul. A Vegetariana (2016), o seu primeiro romance publicado pela Dom Quixote, ganhou o Man Booker International Prize em 2016. Atos Humanos (2017) venceu o Prémio Manhae na Coreia do Sul e o Prémio Malaparte em Itália. A obra seguinte, O Livro Branco (2019), foi finalista do Man Booker International Prize 2018. Publicou ainda Lições de Grego (2023) e, em 2025, Despedidas Impossíveis, que venceu na edição francesa o Prémio Médicis 2023, na categoria de romance estrangeiro.
Han Kang recebeu igualmente os prémios literários Yi Sang, Jovens Criadores, Melhor Romance da Coreia, Hwang Sun-won e Dongri. E, «pela sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana», foi galardoada com o Prémio Nobel de Literatura em 2024.
Foi professora no Departamento de Escrita Criativa do Instituto das Artes de Seul e dedica-se atualmente apenas à escrita. Está publicada em mais de trinta línguas. Mora em Seul.

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