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A Porta Estreita - André Gide eBook

by André Gide
language: brazilian portuguese
Publisher: Lebooks Editora, May of 2025 ‧
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A Porta Estreita, de André Gide, é um romance marcado pela introspecção, pela busca da pureza espiritual e pelos dilemas entre o desejo e o dever. A narrativa gira em torno de Jérôme, que nutre um amor profundo por sua prima Alissa. No entanto, Alissa, guiada por princípios religiosos e por uma moral rigorosa, renuncia a esse amor em nome de uma vida de abnegação e sacrifício. A decisão dela, embora motivada por um ideal de virtude, conduz ambos a um caminho de sofrimento e frustração silenciosa. Desde sua publicação, A Porta Estreita tem sido reconhecida por sua escrita refinada e por sua análise sutil dos conflitos interiores. Gide mergulha na psicologia de seus personagens para refletir sobre a tensão entre espiritualidade e paixão, entre o ideal e a realidade. A obra é carregada de simbolismo e referências bíblicas, especialmente à ideia do caminho estreito como metáfora da renúncia e da salvação. A permanência da obra no cânone literário se deve à sua capacidade de provocar reflexões sobre a natureza do amor, da fé e das escolhas que moldam a existência. A Porta Estreita continua a tocar leitores ao expor as contradições humanas diante do desejo de perfeição e do medo da entrega.

A Porta Estreita - André Gide

by André Gide

Property Description
ISBN: 9786558949497
Publisher: Lebooks Editora
Release Date: May of 2025
Language: Brazilian Portuguese
Pages: 90
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Fiction
eBooks in Portuguese > Social Sciences and Humanities > Sociology
EAN: 9786558949497
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

ABOUT THE AUTHOR

André Gide

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1947

André Gide (1869-1951) é um dos escritores franceses mais importantes do século XX. Nascido no seio de uma família francesa protestante, Gide cresceu e foi educado sobretudo na Normandia, num grande isolamento social. Desde cedo começou a escrever, tendo publicado o seu primeiro romance em 1891.
Numa viagem ao Norte de África, foi surpreendido por um mundo de liberdade que, dada a sua educação, nunca antes imaginara, acabando por admitir a sua atração pelos corpos saudáveis de rapazes jovens.
Gide travou conhecimento com Oscar Wilde em Paris, em 1895. O autor de O Retrato de Dorian Gray julgou que lhe tinha revelado a sua homossexualidade, mas a avaliar pelos diários do escritor francês sabemos que nessa altura já tinha plena consciência da sua condição. O drama de Gide era, pois, a conciliação entre a sua rigorosa educação protestante com uma liberdade que sentia necessária para assumir a sua sexualidade.
Apesar de ser casado, Gide envolveu-se com um jovem e ambos fugiram para Inglaterra, o que lhe trouxe críticas tanto da França católica, como da França protestante. E se é certo que a sua obra é admirada e tem uma clara influência na formação de jovens escritores como Camus ou Sartre, sempre que Gide abordou a sua orientação sexual, a crítica com afinidades católicas e protestantes não lhe deu tréguas.
Como tradutor, introduziu as obras de Joseph Conrad em França. A sua atividade de crítico e escritor foi contínua, mas acrescentou-lhe uma vertente de defesa dos Direitos Humanos da qual é pioneiro. Por um breve período foi simpatizante dos ideais comunistas, mas, convidado a visitar e a discursar na União Soviética, regressou desiludido com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.
Em 1939 tornou-se o primeiro escritor vivo a ser incluído na famosa coleção Bibliothèque de La Pléiade. Em 1947, recebeu o Nobel de Literatura.
Morreu em 1951. Um ano depois, a Igreja Católica Romana colocou as suas obras no Index Prohibitorum.
A ficção de Gide e os seus escritos autobiográficos estão traduzidos em mais de 40 línguas e o autor é hoje reconhecido não apenas pelo seu génio literário, mas também como uma das primeiras personalidades a assumirem a sua homossexualidade, discutindo abertamente a sua posição com a moralidade vigente.

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