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Últimos Escritos Econômicos eBook

de Karl Marx
idioma: português do brasil
Editor: Boitempo Editorial, setembro de 2020 ‧
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Ebook para wook reader
Com o intuito de publicar todas as obras de Karl Marx, a Boitempo lança mais um título da coleção Marx-Engels. Últimos escritos econômicos traz dois textos da fase madura do autor em novas traduções para o português. O primeiro deles, Glosas marginais ao "Tratado de economia política" de Adolph Wagner, faz parte das anotações ao livro de Adolph Wagner intitulado Doutrina geral ou teórica de economia nacional – Primeira parte: Fundamento. Nesse artigo, Marx critica a deturpação, por Wagner, da teoria do valor desenvolvida em O capital e ilumina diretamente polêmicas e questões ainda em disputa nas diversas interpretações e leituras feitas por autores até os dias de hoje. Marx assenta mais uma vez as teses fundamentais da sua doutrina econômica, dissertando sobre a diferença entre sua teoria e a de David Ricardo e sobre seu modo específico de exposição das formas, conceitos e categorias da crítica à economia política. A publicação inclui ainda um manuscrito sobre a Rússia escrito entre 1881 e 1882 (Notas sobre a reforma de 1861 e o que daí se desdobrou na Rússia), texto que mostra o filósofo alemão "em ação", pesquisando uma questão que o interessava à época e que exigiu reelaborações de argumentos de O capital. Últimos escritos econômicos fornece uma contextualização histórica e teórica que permite uma leitura crítica da teoria econômica marxiana. Ao longo da obra, notas de rodapé recuperam tanto as notas das duas edições alemãs utilizadas na tradução como as da edição inglesa e trazem informações importantes a respeito das nuances presentes na escrita. O livro conta com um glossário comentado e uma apresentação que localiza o texto de Marx no seu próprio espaço histórico e teórico, nos debates marxistas acerca da teoria do valor que se desenvolveram ao longo do século XX e nos embates atuais que põem em questão a atualidade dessa teoria.

Últimos Escritos Econômicos

de Karl Marx

Propriedade Descrição
ISBN: 9788575597538
Editor: Boitempo Editorial
Data de Lançamento: setembro de 2020
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 152
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Economia, Finanças e Contabilidade > Economia
eBooks em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9788575597538
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Karl Marx

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais direta, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar.
O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a conceção dinâmica da realidade e os princípios da dialética, reinterpretando-os à luz de uma conceção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstrato, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias óticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar».

Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas, estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes.
A história das sociedades é encarada como um longo processo dialético em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado, através da abolição da propriedade privada e da coletivização dos meios de produção, suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes.

Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida.
Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objetivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

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