10% de desconto

Se Isto É Um Homem eBook

de Primo Levi

Livro eBook
editor: Dom Quixote, dezembro de 2013
Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado.
Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objectividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta.
Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus.

Se Isto É Um Homem

de Primo Levi

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722061629
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: dezembro de 2013
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação temática: eBooks em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789722061629
e e e e e

Boa leitura, para não perder!

José Santos

É um livro mais factual, menos emotivo.  Primo Levi em nenhum momento deixa de ser objectivo nos factos que nos conta dos meses que viveu em Auschwitz.  Não recorre ao drama, a lamentações ou queixumes. Limita-se a contar, de forma nua e crua, como era o dia-a-dia no "Lager", para quem teve a "felicidade" de não ser seleccionado para as câmaras de gás.  "Toquei o fundo. (...) Passados quinze dias da chegada, já sofro da fome regulamentar, a fome crónica desconhecida dos homens livres (...), o meu próprio corpo já não me pertence: tenho o ventre inchado e os membros emagrecidos, o rosto inchado de manhã e encovado à noite; quando ficamos sem nos ver por três ou quatro dias, temos dificuldade em reconhecer-nos".    Gostei muito. Já conhecia alguns factos, outros foram uma descoberta. Não posso deixar de dizer que o meu capítulo preferido é o último, "História de dez dias". Dentro de todo o horror, foi o que mais me impressionou.  A resiliência de um grupo de prisioneiros, doentes, fracos, para sobreviver durante mais de uma semana, quando o campo já tinha sido deixado ao abandono pelos alemães, já não havia qualquer tipo de ordem e as condições eram ainda piores do que quando as SS estavam ao comando.  É impressionante a força de vontade e o companheirismo que os fez não ficar de braços cruzados à espera da morte, deixando-se subumbir à fome e ao frio. Enquanto lia estas últimas vinte páginas, só me vinha à memória o estado de calamidade da cidade que Saramago descreve no "Ensaio sobre a cegueira". Mas isso era ficção.    "O Lager, acabado de morrer, apresentava-se em decomposição. Já não havia água nem electricidade, janelas e portas escancaradas batiam ao vento, as cinzas do incêndio voavam alto e para longe. Ao efeito das bombas juntava-se o efeito dos homens: esfarrapados, caídos, esqueléticos (...) já incapazes de dominar as suas vísceras, sujaram por todo o lado, poluindo a preciosa neve, única fonte de água agora".    Naquele lugar, os homens deixavam de se sentir homens. Já nada têm dentro deles, a não ser um vazio imenso, olhos inexpressivos, indiferença sobre viver ou morrer, sem cabelo, sem roupa, sem privacidade, sem voz. Sem direito a uma refeição digna, a cuidados médicos decentes, ou mesmo a respostas às mais simples questões.  São objetos descartáveis quando deixam de ter utilidade. Os nazis conseguiam, com toda a violência, regras e leis dos campos, desumanizar os homens que ali entravam.    Os relatos de Primo Levi, na primeira pessoa, permitem-nos entrar na rotina do "Lager".  A alvorada às 4h da manhã, o trabalho escravo à chuva, à neve e ao vento, rações minímas de comida, a divisão de cama com desconhecidos, o saber roubar para sobreviver, a roupa suja, o pensamento constante de quem não sabe se estará vivo no dia seguinte. O medo do dia da selecção quando, de forma quase arbitrária, os alemães decidiam quem vivia e quem morria.    "A nossa finalidade é chegar à Primavera. Neste momento, nada mais nos preocupa. (...) Dentro de dois meses, o frio dar-nos-á tréguas e teremos um inimigo a menos."   "Quando chegámos erámos noventa e seis, nós, os italianos do comboio 164.000; apenas vinte e nove sobreviveram até Outubro. Destes, oito foram para a selecção. Agora somos vinte e um e o Inverno começou há pouco tempo. Quantos chegarão vivos ao novo ano?"   Primo Levi, jovem italiano de ascendência judaica e membro da resistência, foi capturado em Dezembro de 1943, com vinte e três anos. Chegou a Auschwitz em Fevereiro de 1944, onde permaneceu até Janeiro de 1945, quando o campo foi libertado.  Sobreviveu. Resistiu ao frio, à fome, à fadiga e aos maus tratos. Só não conseguiu manter a alma intacta.  E este "só", é tanto.  Suicidou-se em 1987, com 67 anos.  Elie Wiesel, autor de “A Noite” (também sobre a experiência de horrores vivida num campo de concentração nazi) e prémio Nobel da Paz em 1986, escreveu sobre ele: “Primo Levi não morreu hoje. Morreu há quarenta anos, em Auschwitz. ” Podemos dizer que Primo Levi, enquanto escritor, nasceu no campo de concentração, mas como homem, "morreu" lá.   "A notícia não provocou dentro de mim alguma emoção directa. Já há muitos meses que deixara de conhecer a dor, a alegria e o medo."   Apesar de ser um livro com menos de 200 páginas, não é uma leitura rápida.  Cada parágrafo traz informação que precisa ser digerida. Há pormenores muito particulares que nos fazem parar a leitura para poder assimilar tudo o que o autor nos quer transmitir.  Toda a opinião que aqui se dá, será sempre incompleta, sobre tanto que o livro nos traz.  É um documento histórico e humano que nos deixou como um legado para que a Humanidade não volte a repetir os mesmos erros.   "Não temos regresso. Ninguém deve sair daqui, pois poderia levar para o mundo, juntamente com a marca gravada na carne, a terrível notícia do que em Auscshwitz, o homem teve coragem de fazer ao homem."   Levi respondeu à pergunta "Como é que um homem sobrevive em Auschwitz?". No final da leitura, a questão que fica é: Como é que um homem sobrevive depois de Auschwitz?

e e e e e

Uma história de humanidade e desumanidade

CatFranco

Se isto é um homem é o relato da experiência vivida em Auschwitz pelo autor, é por isso um testemunho da condição humana, de humanidade, de desumanidade e de sobrevivência. Nós leitores observamos de longe a narrativa, mas não deixamos de nos inquietar com o relato de um dos períodos mais negros do século XX.

Primo Levi

Primo Levi nasceu em Turim, em 1919, e suicidou-se nessa cidade em 1987. Licenciado em Química, participou na Resistência, foi preso e internado no campo de concentração de Auschwitz. É com Calvino e Pavese, uma das principais figuras da geração italiana do pós-guerra. Notabilizou-se pela autoria de vários livros sobre a experiência naqueles campos – de que o livro Se isto é um homem é o exemplo mais célebre – assim como por contos e romances. Assim foi Auschwitz, escrito com Leonardo De Benedetti e curado por Fabio levi e Domenico Scarpa, recolhe um conjunto admirável de textos inéditos em Portugal sobre a experiência dos campos de extermínio. «Esta é a experiência da qual saí e que me marcou profundamente; o seu símbolo é a tatuagem que até hoje trago no braço: o meu nome de quando não tinha nome, o número 174517. Marcou-me, mas não me tirou o desejo de viver. Aumentou-o, porque conferiu uma finalidade à minha vida, a de dar testemunho, para que nada semelhante alguma vez volte a acontecer. É esta a finalidade que têm os meus livros.»

(ver mais)
Se Isto é um Homem

Se Isto é um Homem

10%
Dom Quixote
15,90€ 10% CARTÃO
portes grátis
Os que Sucumbem e os que se Salvam

Os que Sucumbem e os que se Salvam

10%
Dom Quixote
16,90€ 10% CARTÃO
portes grátis
Uma Educação

Uma Educação

eBook
10%
Bertrand Editora
9,99€ 10% CARTÃO