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Porque Devemos Sair Do Euro eBook

de João Ferreira Amaral
Livro eBook
Editor: Lua de Papel, abril de 2013 ‧
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Ebook para wook reader
Em 1581 Portugal rendia-se a Espanha. Em 1992 capitulava aos pés de uma Comissão Europeia crescentemente instrumentalizada pela Alemanha. Não houve referendo, os eleitores não foram consultados. As elites portuguesas, que esperavam vir a beneficiar largamente dos fundos estruturais europeus, entregaram levianamente a nossa moeda - e com ela a soberania monetária. O resto é história. A partir de 2008, a Comissão Europeia, cortando com toda a sua tradição anterior, tornou-se um órgão ao serviço do novo poder. A economia Portuguesa, asfixiada pelo novo marco, sucumbiu. Mas a tragédia tinha sido anunciada. Na década de 90 várias vozes tinham-nos alertado para os perigos da adesão à moeda única. Uma das mais destacadas e consistentes foi a do Professor de Economia João Ferreira do Amaral. O tempo, infelizmente, viria a dar-lhe razão - e concretizaram-se as suas mais negras previsões. Mas não temos de nos conformar. O autor argumenta que podemos e devemos sair do Euro. Explica-nos como e quando; enuncia as condições que têm de estar reunidas para o fazermos com sucesso; e aponta os caminhos para um Portugal pós-Euro. E na mesma medida em que apoia a nossa permanência na União Europeia (com a devida distância) reivindica a imperiosa saída do euro como a única solução possível para recuperar a autonomia. E ultrapassar a crise.

Porque Devemos Sair Do Euro

de João Ferreira Amaral

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892323152
Editor: Lua de Papel
Data de Lançamento: abril de 2013
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Economia, Finanças e Contabilidade > Economia
EAN: 9789892323152
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

outra via?

antonio costa

não saindo do €, podemos ter acesso a reestruturar a divida, acesso à união bancaria, aprofundar a união politica e criar eurobils ou a um fundo dos países e,para ajudar a economia acesso aos fundos estruturais e de coesão e ainda pressionar bce para desvalorizar o €, 1€ igual a1dollar

Debate indispensável

Carlos Pimenta

Ferreira do Amaral revela desde sempre um rigor e lucidez de análise que permite ao público em geral e aos especialistas encontrarem na sua obra uma importante fonte de informação. Este livro tem que ver com o nosso quotidiano. Quando aumenta a austeridade, quando se fazem políticas que impedem o crescimento económico, quando se houve os discursos europeus, todos os dias e sempre, devemos repor em primeiro plano a questão central: o que ganhámos e ganhamos em ter aderido ao euro? Uma reflexão indispensável.

Debelada a crise (do euro) para que serve sair?

jvazpinto

A minha razão radica num paradoxo à volta da explicação deste livro - é muito simples - devemos sair do euro de forma controlada preparando condições que se materializam com o abrandamento da crise; nessa altura, debelada a crise (do euro) para que serve sair? Com efeito, diz o autor que, devemos programar uma saída do euro com ajuda da Europa, preparando a economia por forma a que, quando a crise que a Europa atravessa estiver acalmada (e por isso em vias de ser ultrapassada, digo eu), então voltaríamos a ter uma moeda própria. Mas então, se conseguirmos programar uma recuperação da economia controlando a crise, já poderíamos continuar no Euro! Não será assim?

E agora?

Pedro Sousa-Pires

Eu também estou de acordo em sair do euro (ou outra moeda clone do marco alemão...) porque Portugal (os portugueses....) está muito longe ainda da produtividade (criação de riqueza ou de valor acrescentado) dos paises norte da Europa. O problema é que agora a saida seria muito muito dura para Portugal. Talvez começar a criar as condições para daqui a 10/ 15 anos e entretanto mudar TODA a classe politica (como não sei) e negociar tudo com os credores internos e externos. Portugal tem que voltar a ser uma nação simpática de viver!

Aquém das expectativas! Mais um lírico!

JM Serdoura

Realmente vivemos numa sociedade em que todos opinam mas soluções em concreto nada. O único aspecto positivo foi ser disponibilzado no formato E-Book, é uma maravilha ler livros na Tablet. Deixo aqui um apelo para que disponibilzem mais livros neste formato.

Reflexivo

José Carlos Gomes

Historicamente erro crasso das nossas elites aderirem à união monetária.

O anúncio de catástrofe não era nada exagerado

Carlos Romero

Depois de muitos anos a pregar no deserto, abalroado, desvalorizado e ridicularizado pela onda de euforia que haveria de integra Portugal no “pelotão da frente” da adesão ao euro, o economista João Ferreira do Amaral voltou agora a explicar em livro (“Porque devemos sair do euro”, edição Lua de Papel) as razões que o levaram, desde muito cedo, a classificar como um disparate trágico o abandono do escudo em favor de uma moeda que, desde o seu início, foi formatada para obedecer aos interesses e potenciar o poder económico da Alemanha. Infelizmente, os anos que Portugal leva de moeda única estão a demonstrar, dolorosamente, a validade de muitos dos avisos feitos por Ferreira do Amaral. Apesar dos problemas e dificuldades que a adesão a um euro demasiado forte está a provocar nos países do Sul - que passaram de alegres consumidores de carros e submarinos germânicos, com crédito concedido com o aval dos bancos do Norte, a gastadores demenciais e gente preguiçosa -, são ainda raros os que defendem a saída ordenada do euro como uma das soluções possíveis para inverter a trajectória negra que estamos a trilhar. A leitura do livro de João Ferreira do Amaral é recomendável por razões facilmente compreensíveis, mas sobretudo por configurar um conjunto de ideias corajosas, fundamentadas económica e historicamente e radicalmente conflituantes com o pensamento dominante. Trata-se de reflexões que podem e talvez devam considerar-se anti-regime, se considerarmos que o modelo acarinhado pela generalidade das elites políticas portuguesas amarrou o país, praticamente desde a entrada de Portugal na então CEE, em Janeiro de 1986, aos destinos de uma moeda que está a revelar-se letal para os membros mais débeis do projecto europeu.

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