O perigo de estar no meu perfeito juízo eBook
SINOPSE
«Sempre soube que na minha cabeça alguma coisa não funcionava muito bem», diz-nos logo ao início Rosa Montero. Voltando ao solo fértil que alimentou A Louca da Casa, esta sua convicção encontrou eco em estudos científicos e dados concretos, mas sobretudo na observação da sua própria vida e nas biografias desses «loucos» e «estranhos» seres dedicados, como ela, à arte da escrita, almas que transformaram o sofrimento pessoal em matéria literária. Sylvia Plath, Emily Dickinson e muitos outros estão presentes nestas páginas repletas de empatia pelos dramas humanos e, ao mesmo tempo, de admiração por toda a beleza daí resultante.
O perigo de estar no meu perfeito juízo prova a capacidade extraordinária de Rosa Montero de misturar ficção, autobiografia e ensaio, resultando numa obra perspicaz, tocante e bem-humorada sobre o custo da «normalidade» e o valor da diferença.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-67130-1 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | março de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Páginas: | 240 |
| Tipo de produto: | eBook |
| Formato e Compatibilidade: | |
| Classificação Temática: |
eBooks em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
A Lucidez em Equilíbrio
Raquel Caldas
Para quem, como eu, conheceu a autora através de "A Louca da Casa", este livro foi, para mim, como que um reencontro, uma oportunidade. Uma oportunidade de voltar a um espaço que mistura realidade e ficção, mas, na minha perspetiva, com uma maturidade mais tocante. Mas o que mais me atraiu foi a provocação que senti, estarei (estaremos) no nosso “perfeito juízo”? ou talvez vivamos o privilégio de não estarmos completamente. Este livro é sobre memória, imaginação e fragilidade e era isto mesmo que esperava da sua escrita, universalidade, apesar do seu tom intimista.
O processo criativo
Candida Siegle
A escrita da Rosa Montero cativa. Este bem humorado ensaio diverte e ilucida, reflete sobre a ténue fronteira entre o desatino e a criatividade. Convém voltar volta e meia à sua leitura .
Livro ótimo para referências literarias
Susana Fernandes
Soube deste livro através de uma booktuber brasileira Paloma Lima que ficou vidrada na obra. Já sabia ao que ia sabendo que estava recheado de outras referências de eleição da autora de outros autores. è um livro para fãs de livros e de autores. Recomendo muitissimo.
Confidencial??
Álvaro Venâncio
Para o Editor: a identificação do Tradutor não é importante? Ou será que é confidencial?? Só um Artista pode traduzir outro Artista. Para quando a sua mais que fundamental identificação na capa dos livros e nos "Detalhes" da obra? Cumprimentos.
“Estar louco é, sobretudo, estar só.”
Marisa Martins
“Sempre soube que na minha cabeça alguma coisa não funcionava muito bem”. Assim começa Rosa Montero a falar sobre os seus medos, ansiedades, emoções e a dificuldade que sempre sentiu em não de conseguir encaixar e ser como os outros. Durante a sua vida, estudou psicologia, leu livros sobre o assunto, observou e analisou outras pessoas com o objectivo de compreender a estranheza que sentia. Seria normal? Era um caso raro? Após estas incursões pela mente humana, não só percebeu que era normal como acabou por ver nestas estranhezas e excentricidades, seres criativos, originais e audazes nas suas diversas forma de fazer arte. Através de exemplos reais, Rosa mostra exemplos de como as drogas e as perturbações do foro psicológico influenciam o artista e a sua obra. “Estar louco é, sobretudo, estar só.”
Não se porte com juízo
Agostinho Pissarreira
Livro interessantíssimo que me fez e ainda faz pensar muito. Parei muitas vezes a leitura para absorver e meditar sobre os trechos que estava lendo. Neste livro, Rosa Monteiro descreve-nos e analisa a "loucura", uma dimensão, um impulso sensorial e profundo, que está para além da "normatividade" da vida real e que tão necessária é aos criadores, mormente aos escritores que constituem o enfoque deste tão belo e às vezes tão triste e amargurado livro. A autora defende a tese no livro de que os escritores"conseguem" e têm acesso a um patamar sensorial e emotivo acima do comum que os faz transpor para a escrita, para as suas obras, os seus medos, as suas obsessões, os seus fantasmas, as suas loucuras, as suas aspirações. A escrita torna-se a fuga criativa e emotiva através da qual conseguem fugir a esta pobre, ingrata e insuportável realidade. Por outro lado é um livro bastante rico e informativo sobre as depressões, desesperos e loucuras de muitos escritores e escritoras conhecidos. Recomendo vivamente!
O que é o juízo perfeito?
Ana Maria Martins
O primeiro livro que leio desta escritora. A sua escrita prendeu-me desde o início devido à forma divertida e cativante que utiliza para nos fazer confissões da sua diferença e de outros em relação à normalidade, com todo o sofrimento que isso acarreta.
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