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O Nome Daquele que não tem Nome eBook

de Kabir
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, março de 2016 ‧
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Foi Tagore (com a assistência de Evelyn Underhill) quem efectuou a primeira tradução dos poemas de Kabir para uma língua ocidental (1914). Trata-se já de uma tradução em segunda mão, feita a partir da tradução do hindi para bengali de K. M. Sen. Dizia John Stratton Halley que «as traduções são como rios — as suas nascentes muitas vezes escondidas e os seus destinos potencialmente oceânicos». Essa tradução encontrou eco de imediato em Yeats e em muitos outros poetas. Não será alheio ao sucesso que esses poemas encontraram no ocidente, o facto de terem sido traduzidos por um poeta com a qualidade de Tagore. As «Songs of Kabir» serviram de base (e continuam a servir) para outras traduções e recriações nas mais diversas línguas (entre elas as de Robert Bly, André Gide e Czeslaw Milosz). Também Ezra Pound sucumbiu ao encanto de Kabir (há dez poemas seus nas «Translations», embora a fonte não tenha sido Tagore). Mais recentemente surgiram traduções académicas, entre as quais convém assinalar as de Charlotte Vaudeville («Au cabaret de l`amour»),de Linda Hess («The Bijak of Kabir») e a de V.K. Sethi («Kabir — the Weaver of God´s Name». As traduções apresentadas neste livro beberam de várias fontes (sendo também a principal a de Tagore).

Pouco se sabe sobre a vida de Kabir, para além do que deixam adivinhar os seus poemas, as hagiografias e as lendas. Terá vivido em Varanasi (Benares), o mais sagrado dos lugares sagrados hindus e simultaneamente um centro de comércio e peregrinação, na primeira metade do século XV. Nascido de uma viúva brâmane e adoptado por uma família da casta dos tecelões, convertida à fé islâmica, Kabir revela nos seus poemas um profundo conhecimento quer do hinduísmo quer do islamismo (e dentro deste do sufismo). De Varanasi, uma cidade que prometia a salvação a todos os que nela morressem, ter-se-á retirado no fim da vida para uma obscura cidade chamada Magahar.
A vida de Kabir confunde-se com a lenda. Desses episódios lendários da vida de Kabir há especialmente dois que gostaria que tivessem sido reais: o primeiro é o do encontro entre Kabir e Mirabai. O segundo tem a ver com a sua morte: hindus e muçulmanos teriam disputado o seu corpo, uns para cremá-lo, outros para enterrá-lo. Quando abriram o caixão, o que restava de Kabir era uma coroa de flores, que hindus e muçulmanos dividiram entre si.

O Nome Daquele que não tem Nome

de Kabir

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1885-0
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: março de 2016
Idioma: Português
Páginas: 96
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Gato Maltês
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Poesia
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

O nome

Marco Tavares

Poesia leve, bem traduzida. A passagem por vários credos leva a uma não apropriação de Deus pelo humano.

Belo

F. Gomes

Não se sabe ao certo quem foi Kabir, mas a sua filosofia exulta a beleza da nossa natureza. Belas palavras para quem, como eu, gosta mais de sentir do que pensar.

Fenomenal

Ágata Larsen

Deslumbrante pela sua escrita envolvente que nos transporta para os mundos interiores da espiritualidade e intelecto.

O Nome Daquele que não tem Nome

Dinis Reis

Um livro absolutamente genial, pelas (in)certezas da vida e da morte, da luz e das sombras, do céu e da terra. Místico, profético, humano, divino... ser ou não ser... importa é viver! Um grande livro, sem dúvida!

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