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O Império Às Costas eBook

Retornados, Racismo E Pós-Colonialismo

de João Pedro George
Livro eBook
Editor: Objectiva, abril de 2023 ‧
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Analisar o Portugal pós-colonial é urgente, e João Pedro George entregou-se sem medos a essa missão.

Entre 1974 e 1981, Portugal acolheu e integrou cerca de setecentas mil pessoas chegadas dos antigos territórios ultramarinos portugueses no continente africano: Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe.

Numa época como aquela, política, social e economicamente instável, o extraordinário afluxo destes retornados, como ficariam conhecidos, gerou uma enorme hostilidade em grande parte da população metropolitana, que se apressou a rotulá-los de imperialistas, racistas, colonialistas e reacionários. Muitos dos que regressavam à Metrópole, por sua vez, assumiram-se como críticos encarniçados da descolonização, um discurso que encontrou algum eco - um perigoso eco - em algumas forças políticas extremistas ou radicais, de pendor nacionalista e fascista.

Os efeitos sociais e políticos deste súbito acréscimo populacional de 10% tiveram um impacto profundo nas estruturas institucionais do país e na consolidação da sua jovem democracia. Em O Império às Costas, João Pedro George relaciona e explora as diferentes vertentes da descolonização portuguesa, para assim demonstrar, por um lado, que a integração dos retornados foi um dos processos que mais influenciou a atual configuração da sociedade portuguesa, e, por outro, que a herança do colonialismo continua, ainda hoje, a fazer-se sentir na vida cultural, social e política do país.

O Império Às Costas

Retornados, Racismo E Pós-Colonialismo

de João Pedro George

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896659905
Editor: Objectiva
Data de Lançamento: abril de 2023
Idioma: Português
Páginas: 672
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789896659905
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Pedaço de História por resolver

Hugo Rodrigues

Nasci em Angola em 1975, em plena guerra, vim com 6 meses e cresci a ouvir um lado da história e que, supostamente, era o correto. Este livro é duro, desmistificador e cru mas essencial para nos confrontar com um período que ainda suscita muita discussão. Talvez seja o primeiro passo para compreender, de uma forma realista, os últimos dias de um Império.

Essencial

Pedro Manuel

Fazia falta um olhar sociológico e não apenas social sobre a vinda "forçada" dos portugueses das ex colónias africanas. Com este livro, João Pedro George consegue retratar sem receio e sem "papas na língua" este complexo período da história de Portugal com consequências ainda hoje percebidas nos vários domínios da sociedade portuguesa.

SOBRE O AUTOR

João Pedro George

João Pedro George nasceu em Moçambique, em 1972. Licenciou-se em Sociologia, concluiu o mestrado em Sociologia e Economia Históricas e doutorou-se em Sociologia da Cultura, na Universidade Nova de Lisboa, com uma tese intitulada «Maldição e consagração no meio literário português: o caso de Luiz Pacheco».
Foi professor no Departamento de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa entre 1998 e 2014, onde lecionou cadeiras como Sociologia da Cultura e Sociologia da Literatura.
É autor de obras como, entre outras: O Meio Literário Português: Prémios Literários, Escritores e Acontecimentos (1960-1999), Não é Fácil Dizer Bem. Críticas, Obsessões e Outras Ficções, Puta Que os Pariu! A Biografia de Luiz Pacheco, O Que é Um Escritor Maldito? Estudo de Sociologia da Literatura, Chatear o Camões. Inquérito à Vida Cultural Portuguesa, O Super-Camões. Biografia de Fernando Pessoa, O Império às Costas. Retornados, Racismo e Pós-Colonialismo e O Cemitério do Elefante Branco. Retornados e Ficções do Império Português.
É investigador associado do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI), da Universidade Nova de Lisboa, onde concluiu um pós-doutoramento em História, intitulado «Descolonização e Democratização em Portugal: O Caso dos Retornados».
Colaborou no semanário O Independente, entre 1998 e 2006, e foi cronista da revista Sábado, de 2018 a 2022. Vive exclusivamente da escrita.

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