20% de desconto

Novas Cartas Portuguesas - Edição Anotada eBook

de Maria Isabel Barreno
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, novembro de 2010 ‧
14,99€
11,99€
20% DESCONTO IMEDIATO
DISPONIBILIDADE IMEDIATA
Ebook para wook reader
«Reescrevendo, pois, as conhecidas cartas seiscentistas da freira portuguesa, Novas Cartas Portuguesas afirma-se como um libelo contra a ideologia vigente no período pré-25 de Abril (denunciando a guerra colonial, o sistema judicial, a emigração, a violência, a situação das mulheres), revestindo-se de uma invulgar originalidade e actualidade, do ponto de vista literário e social. Comprova-o o facto de poder ser hoje lido à luz das mais recentes teorias feministas (ou emergentes dos Estudos Feministas, como a teoria queer), uma vez que resiste à catalogação ao desmantelar as fronteiras entre os géneros narrativo, poético e epistolar, empurrando os limites até pontos de fusão.»
Ana Luísa Amaral in «Breve Introdução»

«Reescrevendo, pois, as conhecidas cartas seiscentistas da freira portuguesa, Novas Cartas Portuguesas afirma-se como um libelo contra a ideologia vigente no período pré-25 de Abril (denunciando a guerra colonial, o sistema judicial, a emigração, a violência, a situação das mulheres), revestindo-se de uma invulgar originalidade e actualidade, do ponto de vista literário e social. Comprova-o o facto de poder ser hoje lido à luz das mais recentes teorias feministas (ou emergentes dos Estudos Feministas, como a teoria queer), uma vez que resiste à catalogação ao desmantelar as fronteiras entre os géneros narrativo, poético e epistolar, empurrando os limites até pontos de fusão.»
Ana Luísa Amaral in «Breve Introdução»

Novas Cartas Portuguesas - Edição Anotada

de Maria Isabel Barreno

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722046152
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: novembro de 2010
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722046152
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Deveria ser obrigatório mas depois já nao seria tão bom de ler

Susana Fernandes

Este livro lê-se aos poucos, porque é muito intenso e ainda à frente do seu tempo e do nosso tempo. Estas mulheres autoras, merecem mais reconhecimento pelo papel interventivo e fundamental que tiveram e ainda têm ( com cada nova leitura exercem a sua influência) nas pessoas que as lêm. è impossivel ficar indiferente ao que é narrado neste livro. Por favor comprem este livro e leiam-no!

À frente do seu tempo

António Fidalgo

Gostei e atendendo à época em que foi escrito, era muito avançado

Tão bom quanto polémico

Leitora como tu

Um livro fundamental, que apresenta os fragmentos pioneiros dos estudos feministas em Portugal. Uma verdadeira obra prima.

Reconhecimento

Maria

Desde miúda que conheço a expressão “as três marias” mas só recentemente fiquei a saber a sua origem. Quanto mais sabia sobre esta obra e sobre a forma como foi escrita maior a minha curiosidade, comprei o livro e não me desiludi. O que mais me impressionou foi o contrassenco entre o impacto que teve fora de Portugal, na altura em que foi publicado, em especial os movimentos de apoio às autoras, e a desatenção dada em Portugal, mesmo décadas depois do fim do regime. Ainda bem que já é recomendada pelo Plano Nacional de Leitura.

Retrato de uma época

Tiago Dias Silva

Livro muitíssimo interessante que revela a condição da mulher no Estado Novo, a influência da Igreja Católica e a realidade da Guerra Colonial. Obra de leitura obrigatória.

Indispensável

JR

Uma obra indispensável da literatura portuguesa do século XX. O recente falecimento de uma das autoras levou-me a finalmente procurar este livro e não posso recomendá-lo o suficiente. Uma escrita extraordinária e um retrato da mulher portuguesa que todas/os deveriam ler.

uma prosa de poesia

Vítor Tomás

Três nomes da nossa literatura e num tempo "fechado" mas desejoso de abertura "construíram" um livro carregado de "poesia". Uma "poesia" que dá força à mulher para lutar contra os valores patriarcais da sociedade portuguesa. Uma "poesia" que nos dá a conhecer as injustiças familiares, políticas e religiosas... Esta é uma obra que contextualiza no tempo, mas que nos confere a certeza que há injustiças que perduram para além dos tempos. Uma leitura obrigatória.

Do bom feminismo

Claudina Diego

Antes de este livro se encaixar na secção de leituras feministas, este livro é em primeiro lugar um livro sobre a liberdade: a liberdade pela expressão sexual e erótica das mulheres!

Novas cartas portuguesas

António Arnaut Duarte

É bom que esta publicação tenha sido colocada à venda pela Wook, para que haja a noção do que três corajosas mulheres sofreram por retratarem situações que sempre existiram, mas que a dita moral da alcova, insistia em esconder. A igualdade de género muito falada hoje à boca cheia por muita gente, custou a essas heroínas a prisão, a perseguição, o trabalho, e o serem apontadas como exemplos a não seguir (para ser soft). Querem passar uma borracha sobre 48 anos de ditadura, mas ainda bem que vai havendo coragem para lembrar que esse passado existiu, infelizmente. Recomendo vivamente a leitura desta obra porque foi escrita sem falsos pudores.

As três marias

Rute Almeidaa

As Novas Cartas Portuguesas revolucionaram a sociedade nacional, ao utilizar uma linguagem aberta e sem censura, ao escrever sobre a sexualidade e ao analisar esta sexualidade do ponto de vista das mulheres. O livro tratou-se de um momento histórico na literatura portuguesa e na história dos feminismos e da luta pelos direitos das mulheres. Foi escrito em tempos de ditadura, num tempo em que as mulheres estavam relegadas ao espaço casa, que não tinham participação política, formação universitária generalizada, ou seja, numa época em que as mulheres não viam os seus direitos concretizado e em que a violência dos homens sobre as mulheres era natural e até legalmente possível em determinadas situações. Neste percurso as autoras lograram enfrentar a sociedade e o Estado, escrevendo sobre a mulher, os seus direitos, a opressão, a violência e a igualdade. Entre textos de uma riqueza literária avassaladora, conseguiram verter uma feroz crítica ao tratamento das mulheres pelos outros e pela lei. Por este motivo foram levadas a julgamento, acusadas de atentado ao pudor e à moral. Perante a notícia do julgamento as três autoras receberam o apoio internacional de várias pessoas (incluindo Simone de Beauvoir) e organizações, pelo que se pode afirmar ter-se tratado da primeira causa feminista à escala global em Portugal. As três Marias como continuam hoje a ser conhecidas, acabaram absolvidas em Tribunal mas apenas e só porque a sentença foi lida poucos meses após o 25 de Abril de 1974. O livro tem pré-prefácio e prefácio escritos por Maria de Lurdes Pintassilgo, que foi Primeira Ministra de Portugal. Nestas introduções à obra, Maria de Lurdes Pintassilgo refere que a obra despretenciosamente consegue direccionar-se a todas as mulheres por cingir a opressão e a violência ao domínio privado do corpo de cada uma, quase que numa perspectiva pós-moderna dos feminismos e da luta pela igualdade. No fundo as autoras abraçam a fórmula de Foucault do corpo como último irredutível. A obra é indispensável não apenas por se tratar do mais importante livro feminista mas também por nos dar uma clara visão da opressão sobre as mulheres e da violência a que estavam votadas e estar escrita num estilo literário absolutamente imperdível para os amantes da leitura.

Um clássico

Ana Maria Domingues de Oliveira

Trata-se de um livro indispensável para compreender os rumos da literatura portuguesa pós 25 de abril. A edição anotada recoloca o livro em circulação, revelando que ainda hoje, mais de quarenta anos depois de sua publicação, faz todo sentido conhecê-lo.

SOBRE O AUTOR

Maria Isabel Barreno

Maria Isabel Barreno (1939-2016) é uma das escritoras mais ecléticas da literatura portuguesa contemporânea. Nascida em Lisboa, licenciou-se em Estudos Histórico-Filosóficos e começou a trabalhar no então Instituto de Investigação Industrial, onde publicou os seus primeiros estudos sobre as condições de trabalho. Participou em diversas publicações periódicas, tendo chegado a diretora da edição portuguesa da revista Marie Claire; traduziu vários autores e é autora de inúmeros prefácios, e teve ainda uma intensa atividade cultural e cívica, coadunando magistralmente a divulgação cultural com a sua intervenção em defesa da igualdade de género e contra a discriminação. Passou temporadas em Londres e Nova Iorque, e viveu seis anos em Paris, onde exerceu o cargo de conselheira para a Cultura e a Educação da Embaixada Portuguesa entre 1997 e 2003. Autora de romances, contos, ensaios e alguns estudos fundamentais, produziu igualmente uma extensa obra plástica, desde tapeçarias a outros objetos. A sua obra literária recebeu vários prémios, como o Prémio Literário Fernando Namora ou o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, entre outros. Foi condecorada com a Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente Jorge Sampaio. A 16 de setembro de 2016, a Assembleia da República emitiu um voto de pesar unânime como forma de recordar o legado cultural e cívico que a autora deixou.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU