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Niños De Domingo eBook

de Ingmar Bergman
Editor: FULGENCIO PIMENTEL, Janeiro de 2022 ‧
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Ebook para wook reader
Obra central de su trilogía familiar y cumbre de la trayectoria de su autor, Niños de domingo es también la «novela del padre» de Bergman, tanto como Conversaciones íntimas será «la de la madre». Un fin de semana de verano y un entorno campesino, propicios a la fantasía y al nacimiento del deseo, son el marco elegido para el reencuentro con el pastor Bergman y la carismática Karin. Su hijo menor tiene ocho años y nació en el último día de la semana; es por eso que este «niño de domingo» puede ver espíritus, fantasmas y trasgos, aunque los adultos se empeñan en dictar los límites de la realidad: «No hay fantasmas, no seas bobo, ni demonios ni muertos que abran sus bocas ensangrentadas al sol». El miedo a la vejez (que siempre es escatológica) y a la muerte, el primer despertar sexual y una temprana crisis de fe asaltan al pequeño Pu, que no es otro que un jovencísimo Ingmar, aunque «cada niño en la obra de Bergman ?nos dice Margarethe von Trotta? es él mismo». El estilo de este Bergman ya anciano es paradójicamente juvenil, se diría desaliñado, poco dado a perfilar lo ya escrito, y por eso mismo es ágil, es incisivo, y vibra, cuando no aletea. Una engañosa sencillez y la sensualidad propia de la mirada infantil gobiernan el planteamiento, y un puente invisible acaba uniendo esta obra maestra con aquella otra sembrada de Fresas salvajes.

Niños De Domingo

de Ingmar Bergman

Propriedade Descrição
ISBN: 9788417617875
Editor: FULGENCIO PIMENTEL
Data de Lançamento: Janeiro de 2022
Páginas: 160
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: La Principal
Classificação Temática: eBooks em Espanhol > Literatura > Romance
EAN: 9788417617875
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Ingmar Bergman

Ingmar Bergman nasceu em Upsala, na Suécia, em 1918, filho de um pastor luterano de moral rígida - e que desde muito cedo foi pastor numa importante paróquia de Estocolmo - e de uma mãe dominadora. Criança enfermiça, de imaginação excessiva, Bergman tentou furtar-se, logo que pôde, ao jugo familiar. Consagra-se ao teatro universitário nos anos de 1937 a 1940 e é encarregado pela SF (Svensk Filmindustri) de reescrever argumentos. O seu primeiro argumento original, Tormentos, será rodado em 1944 por Alf Sjoberg, e ele próprio realiza o seu primeiro filme, Crise, em 1945. Foi director do Teatro Municipal de Helsinborg (1944-1945), depois encenador nos teatros de Goteborg (1946-1949), de Malmoe (1953-1960) e, finalmente, no Teatro Dramático de Estocolmo, o teatro nacional sueco, do qual acabaria por se tornar director, entre 1963 e 1966.

Continuando a trabalhar no teatro, filma de preferência no verão, obras como: A Prisão (1948-1949), Monika ou o Desejo (1952), A Noite dos Feirantes (1953), Sorrisos de uma Noite de Verão (1955) - que obtém o Prémio especial do Júri no Festival de Cannes em 1956 - O Sétimo Selo (1956), O Rosto (1958), Através do Espelho (1961), Os Comungantes (1961-1962), O Silêncio (1962), Persona (1965), Gritos e Murmúrios (1971), uma série impressionante de filmes que contêm a sua marca muito pessoal e praticamente todos escritos pelo seu punho. O seu primeiro grande trabalho para a televisão, Cenas da Vida Conjugal (1972), fascina toda a Suécia; desse trabalho foi feita uma versão para cinema em 1974, ao mesmo tempo que Bergman rodava para a televisão a ópera de Mozart, A Flauta Mágica, a que se seguiu Face a Face (1975).

Na sequência de um conflito com o fisco, inutilmente transformado em caso judicial pelas autoridades, Bergman abandona temporariamente a Suécia e instala-se em Munique onde roda O Ovo da Serpente (1976), e depois Da Vida das Marionetas (1979-1980). Na Noruega filma Sonata de Outono (1977). Regressado à Suécia, filma Fanny e Alexandre (1981-1982; obteve seis nomeações para os Óscares de Hollywood e venceu quatro, o que é pouco comum num filme não falado em inglês), que será, anuncia na altura, a sua última criação para o cinema. No entanto, fará ainda alguns trabalhos para a televisão, dos quais Depois do Ensaio (1983) e um pequeno filme consagrado às fotografias feitas a sua mãe, O Rosto de Karin (1986). Continua a trabalhar no teatro como encenador.

Em 1987 publica um ensaio autobiográfico, Lanterna Mágica, seguido, em 1990, de uma análise dos seus filmes: Imagens. Escreve finalmente o romance-argumento As Melhores Intenções, consagrado à vida de seus pais; não é ele quem acaba por realizar esta série para a televisão, mas o realizador dinamarquês Bille August, que obterá, com o filme que foi feito da série, a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1992.

Ingmar Bergman habita actualmente na pequena ilha sueca de Faro, onde vive em quase reclusão, desde a morte da mulher, Ingrid. O actor sueco Erland Josephson, que participou em vários dos seus filmes, é o seu contacto mais regular, mas por telefone. O realizador/encenador/argumentista tem-se dedicado a escrever e encenar peças teatrais ou argumentos para outros filmarem, como foi o caso de "Faithless / Infidelidade", dirigido pela sua actriz-fétiche e também ex-mulher, Liv Ullman, e que estreou no ano passado em Portugal.

Recentemente, dirigiu a peça "Maria Stuart", de Friedrich Schiler. Anuncia-se para Setembro deste ano a rodagem de um filme para televisão, com o título provisório de Anna, que contará com a participação de Liv Ullman e consiste em dez diálogos interligados, recuperando as personagens de Johan e Marianne do clássico "Cenas de um Casamento", que realizou há 30 anos.

Como atrás se disse, o realizador tinha decidido deixar de filmar após a conclusão de "Fanny e Alexandre", mas reconsiderou quando traduzia a peça "Espectros", do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. Este novo filme vem responder a um desejo inesperado de voltar à realização, e Bergman disse em entrevista ter-se sentido como "Sara, a mulher de Abrãao que se vê grávida na velhice" ao ser dominado por um desejo "estarrecedor e instigante" de voltar a filmar.

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