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Las Palabras Nunca Estan Ahi Cuando Las Necesitas

de Ingmar Bergman
idioma: espanhol
Editor: FULGENCIO PIMENTEL S.L., novembro de 2025 ‧
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En 1959, hace dos tercios de siglo, Ingmar Bergman proclamaba en uno de sus textos más célebres, comentados y estudiados: «Yo soy cineasta, no escritor, el cine es mi medio de expresión, no la palabra escrita. No quiero escribir novelas, cuentos, ensayos, biografías o artículos sobre temas diversos. Ni siquiera quiero escribir teatro». Aquella conferencia legendaria, «Cada película es mi última película», ve la luz por fin en español en este libro junto a sus textos de naturaleza ensayística más importantes. Una publicación que desdice a su autor, aunque él mismo se desmintiera una y otra vez con los hechos a lo largo de su vida, hasta llegar a la frenética actividad literaria que emprendió ya septuagenario. «Desconfío de las palabras. Siempre he desconfiado. Las palabras se ocultan en los rincones, vuelan cerca del techo, como moscas». ¿De dónde nace este recelo? ¿Procede del mismo venero que su precoz necesidad de autoafirmación como artista? Paradójicamente, mientras gira alrededor de sus temas esenciales, este libro se empeña en iluminar lugares que parecían condenados al misterio, y lo hace mediante la palabra. Juguetón con los formatos, Bergman siembra el libro de autoentrevistas y conversaciones ficticias. Sufre con la incomprensión del público. Aprende ?con dificultad? a convivir con su imagen pública. Incluso en los textos más destemplados, muestra un notable sentido autocríticos y una gran capacidad para reírse de sí mismo, asume sus contradicciones y se divierte con ello. Y acaba regresando al dilema del arte ?qué es el arte, de dónde nace el impulso artístico, para quién? y al difícil equilibrio de un oficio que venera y detesta y al que se sabe destinado. Comprende que un espectador paga por olvidar sus miserias durante dos horas, sabe que hay que honrar esa responsabilidad, pero nada puede anteponerse a su insaciable curiosidad por la vida.

Las Palabras Nunca Estan Ahi Cuando Las Necesitas

de Ingmar Bergman

Propriedade Descrição
ISBN: 9788419737458
Editor: FULGENCIO PIMENTEL S.L.
Data de Lançamento: novembro de 2025
Idioma: Espanhol
Dimensões: 143 x 200 x 23 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 352
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Arte > Cinema
Livros em Espanhol > Arte > Outras Artes
EAN: 9788419737458

SOBRE O AUTOR

Ingmar Bergman

Ingmar Bergman nasceu em Upsala, na Suécia, em 1918, filho de um pastor luterano de moral rígida - e que desde muito cedo foi pastor numa importante paróquia de Estocolmo - e de uma mãe dominadora. Criança enfermiça, de imaginação excessiva, Bergman tentou furtar-se, logo que pôde, ao jugo familiar. Consagra-se ao teatro universitário nos anos de 1937 a 1940 e é encarregado pela SF (Svensk Filmindustri) de reescrever argumentos. O seu primeiro argumento original, Tormentos, será rodado em 1944 por Alf Sjoberg, e ele próprio realiza o seu primeiro filme, Crise, em 1945. Foi director do Teatro Municipal de Helsinborg (1944-1945), depois encenador nos teatros de Goteborg (1946-1949), de Malmoe (1953-1960) e, finalmente, no Teatro Dramático de Estocolmo, o teatro nacional sueco, do qual acabaria por se tornar director, entre 1963 e 1966.

Continuando a trabalhar no teatro, filma de preferência no verão, obras como: A Prisão (1948-1949), Monika ou o Desejo (1952), A Noite dos Feirantes (1953), Sorrisos de uma Noite de Verão (1955) - que obtém o Prémio especial do Júri no Festival de Cannes em 1956 - O Sétimo Selo (1956), O Rosto (1958), Através do Espelho (1961), Os Comungantes (1961-1962), O Silêncio (1962), Persona (1965), Gritos e Murmúrios (1971), uma série impressionante de filmes que contêm a sua marca muito pessoal e praticamente todos escritos pelo seu punho. O seu primeiro grande trabalho para a televisão, Cenas da Vida Conjugal (1972), fascina toda a Suécia; desse trabalho foi feita uma versão para cinema em 1974, ao mesmo tempo que Bergman rodava para a televisão a ópera de Mozart, A Flauta Mágica, a que se seguiu Face a Face (1975).

Na sequência de um conflito com o fisco, inutilmente transformado em caso judicial pelas autoridades, Bergman abandona temporariamente a Suécia e instala-se em Munique onde roda O Ovo da Serpente (1976), e depois Da Vida das Marionetas (1979-1980). Na Noruega filma Sonata de Outono (1977). Regressado à Suécia, filma Fanny e Alexandre (1981-1982; obteve seis nomeações para os Óscares de Hollywood e venceu quatro, o que é pouco comum num filme não falado em inglês), que será, anuncia na altura, a sua última criação para o cinema. No entanto, fará ainda alguns trabalhos para a televisão, dos quais Depois do Ensaio (1983) e um pequeno filme consagrado às fotografias feitas a sua mãe, O Rosto de Karin (1986). Continua a trabalhar no teatro como encenador.

Em 1987 publica um ensaio autobiográfico, Lanterna Mágica, seguido, em 1990, de uma análise dos seus filmes: Imagens. Escreve finalmente o romance-argumento As Melhores Intenções, consagrado à vida de seus pais; não é ele quem acaba por realizar esta série para a televisão, mas o realizador dinamarquês Bille August, que obterá, com o filme que foi feito da série, a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1992.

Ingmar Bergman habita actualmente na pequena ilha sueca de Faro, onde vive em quase reclusão, desde a morte da mulher, Ingrid. O actor sueco Erland Josephson, que participou em vários dos seus filmes, é o seu contacto mais regular, mas por telefone. O realizador/encenador/argumentista tem-se dedicado a escrever e encenar peças teatrais ou argumentos para outros filmarem, como foi o caso de "Faithless / Infidelidade", dirigido pela sua actriz-fétiche e também ex-mulher, Liv Ullman, e que estreou no ano passado em Portugal.

Recentemente, dirigiu a peça "Maria Stuart", de Friedrich Schiler. Anuncia-se para Setembro deste ano a rodagem de um filme para televisão, com o título provisório de Anna, que contará com a participação de Liv Ullman e consiste em dez diálogos interligados, recuperando as personagens de Johan e Marianne do clássico "Cenas de um Casamento", que realizou há 30 anos.

Como atrás se disse, o realizador tinha decidido deixar de filmar após a conclusão de "Fanny e Alexandre", mas reconsiderou quando traduzia a peça "Espectros", do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. Este novo filme vem responder a um desejo inesperado de voltar à realização, e Bergman disse em entrevista ter-se sentido como "Sara, a mulher de Abrãao que se vê grávida na velhice" ao ser dominado por um desejo "estarrecedor e instigante" de voltar a filmar.

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