Limiar dos Pássaros eBook
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Assírio & Alvim, abril de 2015 ‧
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SINOPSE
«Limiar dos Pássaros» foi publicado, pela primeira vez, em 1976, e divide-se em três partes: «Limiar dos Pássaros», «Verão sobre o Corpo» — um conjunto de textos em prosa — e «Rente à Fala». Estas partes estruturam o livro e estabelecem entre si uma continuidade que permite associá-las musicalmente a três andamentos de uma mesma obra. Por outro lado, os temas presentes neste livro estabelecem, também eles, uma continuidade com os livros anteriores, embora surja aqui uma tonalidade melancólica nova na sua obra.
Como escreve Pedro Eiras, no seu prefácio a esta edição, este é um «Livro áspero, de paraísos perdidos. Cito, quase ao acaso. De «Limiar dos pássaros», primeiro andamento do livro — ou extenso poema ininterrupto: «A corrosiva música das vogais que te devora / o silêncio do muro / às vezes quase azul / o verão afinal onde o ar é mais duro». De «Verão sobre o corpo», segundo andamento, em prosa: «esta noite entre as pernas o ritual não será lábio a lábio nas paredes húmidas dos flancos introduzirei uma pequena variante oh bem pequena repara nesta agulha cravá-la-ei devagar nesses olhos onde contemplo». E de «Rente à fala», terceira e última parte, trinta breves poemas numerados: «2. Entre a memória e a ruína do olhar / em qualquer parte esquecido o sabor / da mão sobre o ombro vendo cintilar / a pedra o tempo só de arder / o vento a memória em ruína o olhar».
Eis o paraíso perdido no tempo: corrosão, devoração, dureza das coisas, o cegar dos olhos (do outro? de si próprio, como Édipo?) e a «ruína do olhar». Não é fácil dizer qual barbárie gera, neste tempo, a mortalidade das coisas; e se estes poemas sugerem a existência de uma história pessoal, anterior ao texto, história amorosa ou filial, profundamente encriptada e secreta, disso nada saberemos, nem importa. Importam, sim, as ruínas do tempo, obsessivas: ruínas do paraíso.»
Como escreve Pedro Eiras, no seu prefácio a esta edição, este é um «Livro áspero, de paraísos perdidos. Cito, quase ao acaso. De «Limiar dos pássaros», primeiro andamento do livro — ou extenso poema ininterrupto: «A corrosiva música das vogais que te devora / o silêncio do muro / às vezes quase azul / o verão afinal onde o ar é mais duro». De «Verão sobre o corpo», segundo andamento, em prosa: «esta noite entre as pernas o ritual não será lábio a lábio nas paredes húmidas dos flancos introduzirei uma pequena variante oh bem pequena repara nesta agulha cravá-la-ei devagar nesses olhos onde contemplo». E de «Rente à fala», terceira e última parte, trinta breves poemas numerados: «2. Entre a memória e a ruína do olhar / em qualquer parte esquecido o sabor / da mão sobre o ombro vendo cintilar / a pedra o tempo só de arder / o vento a memória em ruína o olhar».
Eis o paraíso perdido no tempo: corrosão, devoração, dureza das coisas, o cegar dos olhos (do outro? de si próprio, como Édipo?) e a «ruína do olhar». Não é fácil dizer qual barbárie gera, neste tempo, a mortalidade das coisas; e se estes poemas sugerem a existência de uma história pessoal, anterior ao texto, história amorosa ou filial, profundamente encriptada e secreta, disso nada saberemos, nem importa. Importam, sim, as ruínas do tempo, obsessivas: ruínas do paraíso.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-37-1823-2 |
| Editor: | Assírio & Alvim |
| Data de Lançamento: | abril de 2015 |
| Idioma: | Português |
| Tipo de produto: | eBook |
| Formato e Compatibilidade: | |
| Coleção: | Obras de Eugénio de Andrade |
| Classificação Temática: |
eBooks em Português
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Literatura
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Poesia
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| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
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