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Guardas De Passagem De Nível eBook

de Carlos Cipriano

Livro eBook
editor: Fundação Francisco Manuel dos Santos, fevereiro de 2017
Este livro é um retrato de uma profissão em vias de extinção - a de guarda de passagem de nível.
Fala sobre mulheres que trabalham à beira da via férrea, por vezes em sítios remotos e inóspitos, e que têm por missão assegurar que os comboios passem em segurança pelos atravessamentos rodoviários.

O autor faz também uma incursão na vida dos ferroviários e num caminho-de-ferro que está a desaparecer: o cantonamento telefónico, as linhas onde a modernização ainda não chegou, ou que estarão um dia para fechar, e onde a segurança da circulação depende essencialmente de meios humanos.

Guardas De Passagem De Nível

de Carlos Cipriano

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898838964
Editor: Fundação Francisco Manuel dos Santos
Data de Lançamento: fevereiro de 2017
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação temática: eBooks em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789898838964
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Passagem de nível e do tempo

SMC

Ler a história das guardas de PN é fazer um percurso pelos investimentos e desinvestimentos na ferrovia em Portugal. É relembrar quando saía para a rua a correr para contar o número de vagões que o comboio trazia e aprender, finalmente, a palavra correta: dresine. Que bom foi conhecer estas (sobretudo) mulheres.

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Um testemunho

Rui Maia

A obra é um testemunho histórico; tende, como já referido por outra leitora, a exaltar uma profissão, que como tantas outras, caminha para as prateleiras dos arquivos da História dos Caminhos de Ferro em Portugal; Revolução que tantas oportunidades criou desde meados do século XIX até ao presente. As mulheres das passagens de nível detinham uma responsabilidade que confere à profissão a divulgação de um trabalho que parece de bastidores, cuja necessidade era (e ainda é em alguns casos) indispensável ao funcionamento das ferrovias. Um bem haja ao autor; que tal como eu, se dedica a estas temáticas, escrevendo e historiando aspectos que merecem o "sacudir da poeira do esquecimento dos tempos", que só os livros podem recuperar para deleite das gerações do futuro.

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Mais uma excelente reportagem

Rita Oliveira

Os Retratos da Fundação são sempre uma coleção em que aprendo algumas coisas. Para quem não conhece, são uma espécie de grandes reportagens em forma de livro e a um preço baixo. Este foi escrito pelo descendente de uma família de ferroviários, portanto por quem está bem dentro do assunto. E foca um dos postos mais baixos da carreira ligada aos comboios: as guardas de passagem de nível (sim, a enorme maioria são - ou, melhor, eram - mulheres), aquelas senhoras que fecham e abrem as cancelas antes e depois de os comboios passarem quando não há passagens desniveladas. São retratadas talvez umas dezenas de mulheres, quase todas com cinquenta e muitos anos e das poucas profissionais que ainda restam em Portugal. Algumas ainda residem nas casetas, o nome que se dá às casinhas minúsculas de onde as vemos sair. Outras deslocam-se todos os dias para os seus postos. E outras, ainda, vão atrás dos seus postos. Como aquela que entra no comboio numa estação, sai noutra estação e vai rapidamente fechar a cancela umas centenas mais à frente na linha antes de o comboio que a trouxe passar, para depois a abrir e fazer o mesmo no comboio da volta. Ou outra, na linha do Vouga, que sai do comboio antes da passagem de nível, quando este abranda, faz o seu serviço e volta a entrar na composição uns metros depois. Dei por mim com nostalgia da adolescência, quando tinha de passar por uma passagem de nível com guarda onde as pessoas se irritavam quando esperavam muito. Mal sabiam que provavelmente aquela espera lhes estava a salvar a vida. São vestígios de um mundo que vale a pena espreitar.