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El Anticristo eBook

El Manga

de Friedrich Nietzsche
Livro eBook
idioma: espanhol
Editor: LA OTRA H, maio de 2022 ‧
5,99€
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Ebook para wook reader
¿Locura fruto del hundimiento del último Nietzsche? ¿Vuelo deslumbrante del espíritu humano? El Anticristo es una crítica demoledora de los cimientos de la cultura occidental. Según el autor, el cristianismo es la causa de los males sociales, una moral de esclavos fruto del resentimiento de los débiles contra los fuertes; una moral, desarrollada por san Pablo tras la muerte de Jesús, que diviniza la nada, que niega y falsifica la realidad y construye un «mundo de puras ficciones». Frente a los valores decadentes, Nietzsche reivindica la virtud del espíritu libre, pues la vida es «instinto de crecimiento, de acumulación de fuerzas, de poder». Para el autor, la fecha de finalización de la obra era toda una efeméride, el último día del cristianismo y el primero de una nueva época, el día de la «ley contra el cristianismo». «La Iglesia creó miserias para eternizarse, vive de miserias […] ¿Desde hoy? ¡Transmutación de todos los valores!»

El Anticristo

El Manga

de Friedrich Nietzsche

Propriedade Descrição
ISBN: 9788416540648
Editor: LA OTRA H
Data de Lançamento: maio de 2022
Idioma: Espanhol
Páginas: 200
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Espanhol > Banda Desenhada > Manga
EAN: 9788416540648

SOBRE O AUTOR

Friedrich Nietzsche

Um dos filósofos emblemáticos dos finais século XIX, nasceu em 1844, em Röcken, e morreu em 1900, atacado pela demência, em Weimar. As suas reflexões caracterizam-se por uma violenta crítica aos valores da cultura ocidental.

Com efeito, para Nietzsche, a decadência do Ocidente começou quando o discurso filosófico, depois de Sócrates, veio afastar a síntese que se realizara na tragédia grega, substituindo a harmonia apolíneo/dionisíaco (representando a ambivalência da essência humana, dividida entre a desmesura passional e a medida racional) por um discurso das aparências, enganador e ilusório, que transforma a realidade autêntica em metáforas ocas. Esse processo de desvitalização encontrará o apogeu com a afirmação da moral judaico-cristã, «moral de escravos», reflexo de uma maquinação hipócrita de indivíduos débeis, ignóbeis e vis numa tentativa de enfraquecer e dominar pela astúcia os valorosos.
A crítica nietzschiana acaba mesmo por abranger os fundamentos da razão, considerando que o erro e o devaneio estão na base dos processos cognitivos e que a fé na ciência, como qualquer fé em verdades absolutas, não passa de uma quimera.
Não se limitando, porém, à denúncia de um estado de espírito dominado pela submissão a valores ancestrais, impotentes para criar algo de novo e propagando a obediência e a servidão como princípios supremos, ao proclamar a «morte de Deus» e a abolição de qualquer tutela, Nietzsche passa ao anúncio de uma nova era centrada na exaltação da vontade de poder, apanágio do homem verdadeiramente livre, o super-homem, que não conhece outros ditames além dos que ele próprio fixa. No entanto, o super-homem não é unicamente dominado pelo egoísmo, cabendo-lhe dirigir a «massa», anónima e ignorante, para um estádio superior em que os valores vitais, a alegria e a espontaneidade permitam a reafirmação do instinto criador da humanidade.

Pensador paradoxal, associa ao super-homem a consciência do eterno retorno, procurando, talvez, exprimir o aspeto cíclico dos movimentos históricos ou a impossibilidade de, alguma vez, ser atingido um grau supremo de perfeição no devir do Homem.
Expressando-se de forma aforística e mantendo todas as suas afirmações no limiar da inteligibilidade imediata, Nietzsche foi um filósofo ímpar, tão inovador como polémico: ao exaltar, em detrimento da razão, a faculdade da vontade como núcleo da essência humana e verdadeiro motor do devir e colocando-se numa posição de profundo ceticismo face aos fundamentos da ética e da moral, abalou profundamente os pilares do racionalismo, sendo por isso considerado como um dos «filósofos da suspeita» (ao lado de Marx e Freud), na esteira da «crise da razão» que marcou profundamente a filosofia no século XX. Entre as suas obras são de destacar:
A Origem da Tragédia (1872), Humano, Demasiado Humano (1878), Aurora (1881), A Gaia Ciência (1882), Assim Falou Zaratustra (1883-85), Para além do Bem e do Mal (1886), A Vontade de Poder (1886, editado em 1906), A Genealogia da Moral (1887), Ecce Homo (1888), O Anticristo (1888).

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