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Cadernos Do Cárcere (Vol. 6) eBook

Iteratura. Folclore. Gramática. Apêndices: Variantes E Índices

de Antonio Gramsci
idioma: português do brasil
Editor: Civilização Brasileira, novembro de 2023 ‧
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O leitor deste sexto volume de Cadernos do cárcere encontrará passagens iluminadoras sobre a "grande" e a "pequena"  literatura: Dante, Manzoni, De Sanctis, Pirandello e de autores de folhetins para os quais Gramsci elaborou uma leitura renovadora, aproximando-os dos forjadores dos futuros "super-homens".   Esta edição brasileira dos Cadernos do cárcere foi organizada por Carlos Nelson Coutinho — reconhecido internacionalmente como um dos maiores especialistas no pensamento de Gramsci —, com a colaboração de Luiz Sérgio Henriques, ensaísta, tradutor e editor da revista eletrônica Gramsci e o Brasil, e de Marco Aurélio Nogueira, professor livre-docente da Universidade Estadual Paulista. Os 6 volumes dos Cadernos do cárcere se dividem, segundo indicações do  próprio Gramsci, em "cadernos especiais" e "cadernos miscelâneos". Nos primeiros, Gramsci agrupou notas sobre  temas específicos; nos segundos, reuniu apontamentos sobre assuntos diversos. Além de reproduzir os "cadernos especiais" tais como nos foram legados pelo pensador italiano, esta edição inclui as notas contidas nos "cadernos miscelâneos", relativas ao conteúdo básico de cada um dos "cadernos especiais". O volume 6 contém quatro desses "cadernos especiais": dois dedicados a temas de literatura e arte, um ao folclore e outro à gramática — além da parte do caderno 4 na qual Gramsci dedicou 11 parágrafos à análise do "Canto décimo do Inferno" de Dante. Esses quatro cadernos especiais são seguidos, como nos demais volumes, por uma parte geral intitulada "Dos cadernos miscelâneos", em que são reunidas as notas esparsas que Gramsci dedicou aos temas abordados nos mencionados cadernos especiais: "Literatura popular", "Os filhotes do padre Bresciani", "Caráter não nacional-popular da literatura italiana", entre outros. Também se encontram nessa parte miscelânea as notas dedicadas ao folclore e à gramática. Ao fim do livro, o apêndice reúne índices que ajudam leitores a navegarem nos 6 volumes. "Para quem vive no interior de uma formação pós-colonial, como nós, brasileiros, a leitura de Gramsci pode ser fecunda. […] Gramsci augurava a construção de uma vida pública socialista, democrática, leiga e nacional, que os intelectuais orgânicos da classe trabalhadora deveriam promover." — Alfredo Bosi "Por 'povo' Gramsci entende o conjunto das classes ou grupos sociais subalternos. Mas a noção apresenta uma dialética interna, ligada à sua própria explicitação numa rede de relações que chega até o vínculo, ainda que problemático, com a totalidade social. […] Não se trata de uma relação estática, mas dinâmica. E a parte popular de uma nação supera a própria dimensão nacional e se põe como membro da classe internacional." — Giorgio Baratta

Cadernos Do Cárcere (Vol. 6)

Iteratura. Folclore. Gramática. Apêndices: Variantes E Índices

de Antonio Gramsci

Propriedade Descrição
ISBN: 9786558020684
Editor: Civilização Brasileira
Data de Lançamento: novembro de 2023
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 462
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Cadernos Do Cárcere
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Biografias
eBooks em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9786558020684
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Antonio Gramsci

Nasceu em Ales, na Sardenha, a 22 de janeiro de 1891. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Turim desde 1911 e em 1913 inscreveu-se no Partido Socialista. Em 1921, num contexto marcado pela Grande Guerra, pela Revolução Russa e pelas ocupações das fábricas em Turim, nasceu o Partido Comunista Italiano, de que Gramsci integra o primeiro Comité Central. Em 1924, depois de dirigir l’Ordine Nuovo, Gramsci lidera o L’Unità, no mesmo ano em que foi eleito para o Parlamento. Em 1926, a pretexto do «atentado Zamboni», foi detido. O Tribunal Especial Fascista, criação recente do regime de Mussolini, julgou-o por «instigação à guerra civil», incitamento ao ódio de classe e atividade conspirativa. «É preciso impedir que este cérebro funcione por 20 anos», conclui o Ministério Público na sua intervenção de acusação. Gramsci foi condenado a 20 anos, 4 meses e 5 dias de prisão, de onde sairá apenas em 1935, num regime de liberdade condicional por razões de saúde. Libertado finalmente em 1937, morreria seis dias depois, com 41 anos de idade.

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