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Beowulf eBook

de Anónimo
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, outubro de 2022 ‧
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Ebook para wook reader
Beowulf é considerado o mais longo poema heroico composto em Inglaterra e o mais antigo das línguas modernas da Europa. Narra as façanhas do grande herói Beowulf, desde a sua juventude até se tornar rei em idade adulta, detendo-se nas lutas que trava contra três criaturas monstruosas: Grendel e sua mãe, que habitam zonas ermas e pantanosas, e um dragão cuspidor de fogo que põe em risco a existência do seu povo. Subvalorizado pela crítica muitos anos após ser descoberto no século XVIII, foi J. R. R. Tolkien quem elevou o texto a obra-prima da literatura ocidental, usando-o como inspiração para a sua famosa trilogia O Senhor dos Anéis. Publica-se assim esta fantástica saga, pela primeira vez em português europeu numa tradução a partir do inglês antigo, língua original em que foi escrita.

Beowulf

de Anónimo

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-2262-8
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: outubro de 2022
Idioma: Português
Páginas: 312
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Assíria
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Poesia
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Muito bom

Tamára

Um clássico? Um épico? O que é certo é que me surpreendeu muito. Apesar de ser um texto antigo, a narrativa é envolvente e cheia de ritmo, tornando assim fácil a leitura. Temos um herói, monstros simbólicos e uma escrita poética. Tudo combinado para que este livro seja uma reflexão sobre coragem e honra. Mas também um texto unificador, entre tradições nórdicas com o cristianismo.

Leitura viciante

Vanessa Praça-Correa

O livro é uma obra-prima da filologia e da poesia. As autoras realizam o feito hercúleo de preservar a essência do poema épico. Em vez de uma mera transposição de palavras, recriam em português o ritmo pulsante do “scop” anglo-saxão, capturando a cadência oral para a qual o poema foi concebido. A linguagem é uma sinfonia de força e gravidade, utilizando um léxico rico e por vezes arcaizante que soa simultaneamente autêntico e natural à língua portuguesa. Esta opção transporta o leitor para o universo mental da era heroica, sem nunca comprometer a clareza ou o impacto narrativo. Mais do que uma tradução, esta é uma ressurreição do espírito épico e oferece a experiência sonora e emocional do original. Esta edição é, sem dúvida, a versão definitiva para o público lusófono e um marco incontornável para qualquer apreciador de literatura clássica, poesia e mitologia. Uma contribuição de excelência para o cânone literário português.

Clássico de literatura anglo-saxã

Daniel Ramos

Excelente edição em capa dura com ótima introdução e notas explicativas. Comprei essencialmente para continuar o estudo da obra de Tolkien pois li que ele inspirou-se nesta obra para escrever o hobbit e o senhor dos anéis. Ele também a traduziu e editou em prosa. Há claras semelhanças entre o episódio do dragão em Beowulf e o dragão no Hobbit. O livro constitui também uma boa referência histórica e mitológica. Recomendo.

Obra única sobrevivente no contexto medieval europeu

Rui Gonçalo

O poema heroico anglo-saxónico que nos conta as batalhas travadas pelo nosso bravo guerreiro epónimo, incomparável em força e majestade altruística, de molde único que não deixa descendência e por isso com o seu desaparecimento auspiciam-se "tempos vindouros de terríveis prantos e massacres muitos", contra duas criaturas monstruosas e posteriormente um dragão que assolam reinos, inderrubáveis até à sua chegada. Apesar dos atos de bravura gloriosa empreendidos por Beowulf descritos e enaltecidos de forma tão valorosa quase sobrehumana, quando por exemplo a derrota de uma destas criaturas monstruosas vem por obra exclusiva das suas mãos despidas de armas ou depois quando consegue envergar uma espada que jamais nenhum outro mortal conseguiu empunhar, o tom elegíaco da obra é incontornável remetendo-nos sempre para um dos temas centrais do texto, a inevitabilidade da morte que a todos espera, "o brilho dos olhos que diminui e se apaga" , o contraste entre a juventude e o mais monstruoso e indefetível dos inimigos, a velhice seguida da morte, conferindo ao texto uma atualidade inesperada. Interessante ver o texto em encruzilhada teológica quando algo-saxões unificados já consolidavam o cristianismo como fé oficial não deixando o autor de se influenciar por outras lendas, sendo esta terra incursa de tantas invasões assistimos aqui a uma fusão entre mitologias do pensamento cristão e o pagão desde o folclore Germânico aos rituais ligados às divindades da cosmogonia Escandinava.

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