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A Nossa Necessidade De Consolação eBook

de Stig Dagerman
idioma: português do brasil
Editor: Editora Âyiné, abril de 2025 ‧
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Ebook para wook reader
A inalienável aspiração humana à felicidade, à liberdade, à redenção, ao direito de existir sem outra justificativa senão a própria inviolabilidade e, ao mesmo tempo, a consciência desesperada de que essas aspirações permanecem inatingíveis: essa é a confissão tocante do escritor enfermo do mal de viver e que sempre sentiu "atrair a dor como uma calamidade" ainda que a nossa necessidade de consolação não seja a última obra de dagerman, ela aparece como um verdadeiro e próprio testamento espiritual, em que se lê nas entrelinhas, o motivo de seu silêncio final e de seu suicídio escravo do próprio nome e do próprio talento a ponto de não ter "a coragem de usá-lo por medo de tê-lo perdido", obcecado pelo tempo e pela morte, incapaz de se evadir das pressões que sente impostas pela sociedade e, ainda mais, pela sua própria intransigência, permanece mesmo assim convencido de que o valor de um homem não pode ser medido por seu desempenho e que ninguém pode exigir muito dele, a ponto de afetar sua vontade de viverhá sempre palavras de oposição a todo tipo de opressão, "porque quem constrói prisões não se exprime tão bem quanto quem constrói a liberdade" mas se isso não é ainda suficiente, permanece o silêncio, "porque não existe machado capaz de romper um silêncio vivo".

A Nossa Necessidade De Consolação

de Stig Dagerman

Propriedade Descrição
ISBN: 9786559981953
Editor: Editora Âyiné
Data de Lançamento: abril de 2025
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 48
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9786559981953
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Stig Dagerman

Uma inquietação visceral assombrou a vida de Stig Dagerman (1923-1954), saudado precocemente como um «Rimbaud do Norte», um «Camus sueco» e um jovem prodígio das letras nórdicas. Esta insidiosa angústia assolava-o desde a sua Älvkarleby natal, onde a mãe o abandonara em tenra idade, acompanhou-o nos meios anarquistas de Estocolmo, na intensa atividade de jornalista, e culminaria no seu suicídio aos 31 anos. Autor de culto, tido por símbolo de uma desiludida geração do pós-guerra, escreveu em quatro anos toda a sua obra, pontuada pelo desespero de Franz Kafka e influenciada por William Faulkner, na qual se destacam A Serpente (1945), A Ilha dos Condenados (1946), Outono Alemão (1947) e Jogos da Noite (1948). Legou-nos um exemplo de lucidez e resistência à mentira, como alicerce e esteio da ação humana, e algumas das mais belas páginas sobre a falsidade das relações humanas e a angústia e a ira que as movem.

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