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¿Sobre A Utilidade E A Desvantagem Da História Para A Vida Audiolivro

de Friedrich Nietzsche; Narrado por: Alberto Eloy
idioma: português do brasil
Editor: Hedra, junho de 2024 ‧
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Obra fundamental para compreender a filosofia da história e a filosofia da cultura em Nietzsche, "Sobre a utilidade e a desvantagem da história para a vida", publicada em 1874, é a segunda das quatro considerações extemporâneas do autor, série de livros caracterizada pelo desejo de "intervir extemporaneamente — isto é, contra a época, sobre a época e a favor de uma época futura". Nesta consideração, são discutidos os princípios, limites e objetivos do saber histórico. Contudo, as invectivas de Nietzsche não se dirigem apenas à cultura histórica do século XIX, mas também às próprias concepções de ciência e de conhecimento que permeiam essa pesquisa e têm consequências na cultura como um todo. Para o filósofo, tratar a história com a pretensão da suposta objetividade é mera erudição sem relação com a vida e com a renovação da cultura — é apenas uma forma de conhecimento que não conduz à ação. A história como ciência objetiva não é apenas erro e ilusão: é desserviço à vida. Não será à toa, portanto, que Nietzsche exortará, ao final desta consideração, a juventude a libertar-se da educação histórica que lhe é impingida e a praticar a história a serviço da vida, por meio dos ponto de vista a-histórico — "a arte e a força de poder esquecer", isto é, a capacidade de abandonar a memória coletiva — e supra-histórico — a percepção do que "dá à existência o caráter da eternidade e identidade, a arte e a religião". Apesar da tímida recepção na época de sua publicação, "Sobre a utilidade e a desvantagem da história para a vida" tornou-se, com o passar do tempo, um texto incontornável na obra de Nietzsche pelas provocações, complexidades e ambiguidades que contém.

¿Sobre A Utilidade E A Desvantagem Da História Para A Vida

de Friedrich Nietzsche; Narrado por: Alberto Eloy

Propriedade Descrição
ISBN: 9788577159512
Editor: Hedra
Data de Lançamento: junho de 2024
Idioma: Português do Brasil
Tipo de produto: Audiolivro
Duração: 4 horas e 58 minutos
Tamanho Ficheiro 153.42 MB
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: Audiolivros em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9788577159512

SOBRE O AUTOR

Friedrich Nietzsche

Um dos filósofos emblemáticos dos finais século XIX, nasceu em 1844, em Röcken, e morreu em 1900, atacado pela demência, em Weimar. As suas reflexões caracterizam-se por uma violenta crítica aos valores da cultura ocidental.

Com efeito, para Nietzsche, a decadência do Ocidente começou quando o discurso filosófico, depois de Sócrates, veio afastar a síntese que se realizara na tragédia grega, substituindo a harmonia apolíneo/dionisíaco (representando a ambivalência da essência humana, dividida entre a desmesura passional e a medida racional) por um discurso das aparências, enganador e ilusório, que transforma a realidade autêntica em metáforas ocas. Esse processo de desvitalização encontrará o apogeu com a afirmação da moral judaico-cristã, «moral de escravos», reflexo de uma maquinação hipócrita de indivíduos débeis, ignóbeis e vis numa tentativa de enfraquecer e dominar pela astúcia os valorosos.
A crítica nietzschiana acaba mesmo por abranger os fundamentos da razão, considerando que o erro e o devaneio estão na base dos processos cognitivos e que a fé na ciência, como qualquer fé em verdades absolutas, não passa de uma quimera.
Não se limitando, porém, à denúncia de um estado de espírito dominado pela submissão a valores ancestrais, impotentes para criar algo de novo e propagando a obediência e a servidão como princípios supremos, ao proclamar a «morte de Deus» e a abolição de qualquer tutela, Nietzsche passa ao anúncio de uma nova era centrada na exaltação da vontade de poder, apanágio do homem verdadeiramente livre, o super-homem, que não conhece outros ditames além dos que ele próprio fixa. No entanto, o super-homem não é unicamente dominado pelo egoísmo, cabendo-lhe dirigir a «massa», anónima e ignorante, para um estádio superior em que os valores vitais, a alegria e a espontaneidade permitam a reafirmação do instinto criador da humanidade.

Pensador paradoxal, associa ao super-homem a consciência do eterno retorno, procurando, talvez, exprimir o aspeto cíclico dos movimentos históricos ou a impossibilidade de, alguma vez, ser atingido um grau supremo de perfeição no devir do Homem.
Expressando-se de forma aforística e mantendo todas as suas afirmações no limiar da inteligibilidade imediata, Nietzsche foi um filósofo ímpar, tão inovador como polémico: ao exaltar, em detrimento da razão, a faculdade da vontade como núcleo da essência humana e verdadeiro motor do devir e colocando-se numa posição de profundo ceticismo face aos fundamentos da ética e da moral, abalou profundamente os pilares do racionalismo, sendo por isso considerado como um dos «filósofos da suspeita» (ao lado de Marx e Freud), na esteira da «crise da razão» que marcou profundamente a filosofia no século XX. Entre as suas obras são de destacar:
A Origem da Tragédia (1872), Humano, Demasiado Humano (1878), Aurora (1881), A Gaia Ciência (1882), Assim Falou Zaratustra (1883-85), Para além do Bem e do Mal (1886), A Vontade de Poder (1886, editado em 1906), A Genealogia da Moral (1887), Ecce Homo (1888), O Anticristo (1888).

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