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Pão De Açucar Audiolivro

de Afonso Reis Cabral; Narrado por: Afonso Abreu, Giulia Paim Rocha e Afonso Reis Cabral
Livro eBook Audiolivro
Editor: Dom Quixote, setembro de 2018 ‧
13,99€
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Em Fevereiro de 2006, os Bombeiros Sapadores do Porto resgataram do poço de um prédio abandonado um corpo com marcas de agressões e nu da cintura para baixo. A vítima, que estava doente e se refugiara naquela cave, fora espancada ao longo de vários dias por um grupo de adolescentes, alguns dos quais tinham apenas doze anos. Rafa encontrara o local numa das suas habituais investidas às «zonas sujas», e aquela espécie de barraca despertou-lhe imediatamente o interesse. Depois, dividido entre a atracção e a repulsa, perguntou-se se deveria guardar o segredo só para si ou partilhá-lo com os amigos. Mas que valor tem um tesouro que não pode ser mostrado? Romance vertiginoso sobre um caso verídico que abalou o País, fascinante incursão nas vidas de uma vítima e dos seus agressores, Pão de Açúcar é uma combinação magistral de factos e ficção, com personagens reais e imaginárias meticulosamente desenhadas, que vem confirmar o talento e a maturidade literária de Afonso Reis Cabral.

Pão De Açucar

de Afonso Reis Cabral; Narrado por: Afonso Abreu, Giulia Paim Rocha e Afonso Reis Cabral

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722077064
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: setembro de 2018
Idioma: Português
Tipo de produto: Audiolivro
Duração: 6 horas e 5 minutos
Tamanho Ficheiro 186.58 MB
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: Audiolivros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722077064

Maravilhoso!

Histórias Soltas Presas Dentro de Mim

Este é um livro que junta factos verídicos com ficção, por forma a tornar o enredo numa narrativa verosímil. A ideia de escrever um livro a partir do caso de Gisberto ou Gisberta, uma transexual brasileira que apareceu, em 2006 morta no fundo de um poço, num edifício abandonado, resultante de um projeto falhado para um Pão de Açúcar. Um livro que nos faz, sobretudo, refletir sobre a nossa responsabilidade, enquanto cidadãos, perante estas situações para nos fazer questionar os padrões da educação e as questões culturais. É duro, de difícil leitura por pessoas mais sensíveis, mas muito bem escrito. Adorei!

Pão de açúcar

Alexandrina Andrade

Depois de "O meu irmão", "Pão de Açúcar" é o segundo livro que leio deste jovem autor português e para mim, a confirmação do seu grande talento. Livro com uma história dura, cruel, mas ao mesmo tempo enternecedora. E Afonso Reis Cabral consegue captar os ambientes sombrios e tristes de um janeiro que ficará para sempre na memória de todos. Linguagem sem filtros, sem paninhos quentes! Indispensável!

Enredo tocante e baseado em factos verídicos

Marisa Martins

Gisberta, Gi para os amigos, é uma transsexual brasileira que mora num prédio abandonado. Rafa, o personagem principal, é um adolescente que vive numa intuição de rapazes e tem nos seus amigos Nelson e Samuel os companheiros de tropelias. O enredo é tecido partindo do corpo da Gi a ser resgatado de um poço, com evidentes sinais de agressões e despido da cintura para baixo, até aos primeiros encontros com Rafa, bem como os percursos dos dois até ao trágico desfecho. Enredo tocante por ser baseado em factos verídicos, mas não achei a escrita fora de série

Pão de Açúcar

Marta Caeiro

O livro consegue de forma brutal e brilhante transportar o leitor para o local do crime e para um ambiente socialmente desfavorecido e neglicente, em que a impunidade é total. De forma nobre, Afonso Cabral Reis eterniza/imortaliza este terrível acontecimento indissociável da classe mais pobre e socialmente excluída em Portugal.

bom , mas esperava mais

maria joão araujo

Sobre a morte do travesti que vivia num edifício abandonado no porto e que foi violentado e morto por um grupo de meninos da oficina de São José no Porto. A história é vista de uma forma romanceada e choca pela forma como vemos a psicologia das pessoas que fizeram esta atrocidade.É bruta a forma de pensar destes meninos que com cerca de 12 anos tem tanta violência dentro deles. Pior, porque nunca pagaram devidamente o que fizeram e a maior parte não sente sequer remorsos pelo que fez. Vale a pena, mas não chegou a tocar me como o outro livro do autor.

Fantástico

Ana Almeida

Afonso Reis Cabral mais uma vez não desilude. O vencedor do prémio Leya 2014 regressa com mais um romance arrebatador. Esta não é uma história bonita, mas é uma história que precisa de ser contada. Afonso Reis Cabral tem uma forma de escrever e contar histórias única e peculiar. Adoro a sua escrita e adoro como contou esta história. Pão de Açúcar não é um livro leve, mas é um livro que todos deveriam ler. Mostra nos até onde o preconceito pode levar... Baseado numa história verídica este livro veio para nos mostrar o quão importante é a tolerância e o respeito por os outros. Completamente fantástico!

Vida sem valor

Jose M Guedes

Leitura fácil e muito expressiva de uma realidade oculta para a maioria das pessoas. A delinquência juvenil que emerge num submundo que está à nossa porta, para a qual a vida tem valor relativo.

Cruel, tenso e tão incrivelmente escrito

Filipa Batista

História que concilia a ficção com os factos ocorridos, culminando neste livro maravilhoso. As descrições que o autor faz das ruas típicas portuguesas e da interação do povo, tudo fluiu tão bem que dá gosto ler assim um livro da nossa terra. Depois a simplicidade da escrita de Afonso, sem floreados e sem filtros. Para mim, o autor destacou-se com esta personagem, isto porque podemos ver indiretamente o que passa na mente de Rafa e o porquê dos seus actos, não que os mesmos tivessem uma desculpa, mas sim porque há um motivo para qual Rafa se defende e age dessa forma. A sua evolução e constantes dinâmicas da personagem são tenuemente explicitas e que bom é contactar assim com uma personagem tão bem elaborada. Por outro lado, a Gisberta, é o símbolo da diferença e do estranho que é amparada pelos jovens. Porém o tabu social é mais forte na cabeça dos adolescentes e prevalece até ao fim! Prevalece da forma mais cruel e revoltante que é assim descrita escrupulosamente, devido ao detalhe que Afonso preserva tão bem na sua escrita.

quem sou eu quando sou em grupo?

antónio josé cravo

uma escrita despojada em que a linguagem define o território. um trabalho de investigação de onde brota uma análise de comportamentos individuais e em grupo. uma reflexão sobre a crueza da da notícia indo para além dela. o mundo do submundo. a extraordinária capacidade de afonso reis cabral de sentir o outro e dizê-lo. um livro poderoso que nos prende do princípio ao fim

Vale a pena conhecer a história

Carina F.

Li o livro em pouquíssimo tempo. A escrita é fluída e de fácil compreensão, trazendo com ela uma mistura de sentimentos e momentos de reflexão. Foi importante conhecer o outro lado da história contada nos artigos de jornais. Recomendo

Curioso

Fátima Sousa

Um livro interessante que apreciei. Nele o autor revela todo o sentimento relativo à brutalidade vivida pela vítima.

SOBRE O AUTOR

Afonso Reis Cabral

Afonso Reis Cabral nasceu em 1990. Aos 15 anos publicou o livro de poesia Condensação. É licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos, fez mestrado na mesma área e tem uma pós-graduação em Escrita de Ficção. Foi duas vezes à Alemanha de camião TIR em busca de uma história, a primeira das quais aos 13 anos. Trabalhou numa vacaria, num escritório de turismo e num alfarrabista. Em 2014, ganhou o Prémio LeYa com o romance O Meu Irmão. No final de 2018, publicou o seu segundo romance, Pão de Açúcar, com forte acolhimento por parte da crítica e vencedor do Prémio Literário José Saramago – Fundação Círculo de Leitores em 2019. Entre abril e maio de 2019, percorreu Portugal a pé ao longo dos 738,5 quilómetros da Estrada Nacional 2, de que resultou o livro Leva-me Contigo – Portugal a pé pela Estrada Nacional 2. As suas obras encontram-se traduzidas em várias línguas. Tem contribuído com dezenas de textos para as mais variadas publicações. É colunista do Jornal de Notícias, semanalmente com a rubrica «Ansiedade Crónica», e participa no programa «Cinco à Quinta», da Antena 1. É presidente da Fundação Eça de Queiroz e trabalha como editor freelancer.

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