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Memória Audiolivro

de Florbela Espanca; Narrado por: Luciana Borgui
idioma: português do brasil
Editor: Hedra, outubro de 2025 ‧
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"Memória" é um diário escrito por Florbela Espanca em 1930, no último ano de sua vida, e publicado postumamente. O diário é composto por fragmentos que registram as emoções, reflexões e paradoxos da autora, revelando sua alma intensa e atormentada. Florbela constrói uma autobiografia em que expõe sua busca pelo sentido da vida, sua luta contra a infelicidade e seu conflito profundo entre a esperança e o desespero. Entre lembranças da juventude, amores, ausências e o já iminente pressentimento da morte, ela desnuda seu espírito instável, sua rejeição à mentira e celebrando seu orgulho e sua força de caráter. O diário é um legado vivo que acompanha a trajetória da poetisa, que se despede da vida enquanto trabalha na edição de sua última obra. Em seu texto há uma constante tensão entre a vontade de viver e a aceitação da morte como um renascimento transfigurador. A obra é um convite íntimo à compreensão da complexidade do ser humano e a serenidade encontrada no enfrentamento do fim inevitável, marcada pela poesia e pela singularidade da voz de Florbela Espanca

Memória

de Florbela Espanca; Narrado por: Luciana Borgui

Propriedade Descrição
ISBN: 9788577159956
Editor: Hedra
Data de Lançamento: outubro de 2025
Idioma: Português do Brasil
Tipo de produto: Audiolivro
Duração: 1 horas e 42 minutos
Tamanho Ficheiro 51.02 MB
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: Audiolivros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9788577159956

SOBRE O AUTOR

Florbela Espanca

Poetisa e contista. Depois de concluir os estudos liceais em Évora, frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa. A abordagem crítica da sua obra poética, marcada pela exaltação passional, tem permanecido demasiado devedora de correlações, mais ou menos implícitas, estabelecidas entre o seu conturbado percurso biográfico - uma existência amorosa e socialmente malograda que culminaria com um suicídio aos 36 anos de idade -, e uma voz poética feminina, egotista e sentimental, singularmente isolada no contexto literário das primeiras décadas do século. Na verdade, a leitura mais imparcial das suas composições, entre as quais se contam alguns dos mais belos sonetos da língua portuguesa, permite posicioná-la quer na matriz de uma poesia finissecular que, formalmente, cruza caracteres decadentistas, simbolistas (são várias as referências na sua poesia a autores simbolistas) e neorromânticos (acusando a admiração por certos autores da terceira geração romântica, como Antero de Quental), "à maneira de um epígono de António Nobre" (cf. PEREIRA, José Augusto Seabra - prefácio a Obras Completas de Florbela Espanca, vol. I, Poesia, Lisboa, D. Quixote, 1985, p. IV), quer, ainda, pela forma como a vivência do amor promove, a cada passo, uma mitificação do eu, na senda de certos autores do primeiro modernismo como Sá-Carneiro, Alfredo Guisado ou António Botto. Por outra via, a da literatura mística, Florbela Espanca reata conscientemente ("Soror Saudade") com a tradição da literatura claustral feminina que recebera, no período de maior florescimento, uma marca conceptista, mantida na poética de Florbela por certa propensão para a exploração das antíteses morte/vida, amor/dor, verdade/engano. A imagem da mulher que sofre de ilusão em ilusão amorosa, que reitera até ao desespero a sua fatalidade, que dá expressão a uma existência irremediavelmente minada pela ansiedade e pela incompreensão, acabou por, na receção alargada da sua poesia, sobrepor-se a outros nexos temáticos com igual pertinência, como a dor de pensar e a aspiração à simplicidade ("Quem me dera voltar à inocência / Das coisas brutas, sãs, inanimadas, / Despir o vão orgulho, a incoerência: / - Mantos rotos de estátuas mutiladas!" ("Não Ser"); ou a forma como a busca do amor se volve essencialmente em busca de si mesma através dos estilhaços de um ser que não sabe ser sozinho: "Ó pavoroso mal de ser sozinha! / Ó pavoroso e atroz mal de trazer / Tantas almas a rir dentro da minha!" ("Loucura", in Sonetos). Florbela Espanca.

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