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Caderno De Memórias Coloniais Audiolivro

de Isabela Figueiredo; Narrado por: Joana Rocha, Isabela Figueiredo, Cátia Terrinca, Zeferino Coelho
Livro eBook Audiolivro
Editor: Editorial Caminho, agosto de 2015 ‧
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«O Caderno de Memórias Coloniais relata a história de uma menina a caminho da adolescência, que viveu essa fase da vida no período tumultuoso do final do Império colonial português.
O cenário é a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, espaço no qual se movem as duas personagens em luta: pai e filha.»

Isabela Figueiredo, in «Palavras prévias»

«Nenhum livro restitui, melhor do que este, a verdade nua e brutal do colonialismo português em Moçambique. Até porque, como a autora refere, ele aparece envolvido pelo mito da sua mansuetude - sobretudo quando comparado, como era sempre, com o apartheid sul?africano. Mito tão interiorizado pelos próprios colonos que através dele, como por uma lente, percepcionavam
a realidade de que constituíam um elemento decisivo - como considerar-se a si mesmos violentos e prepotentes no tratamento que davam aos negros?
A verdade escondia-se sob a boa consciência necessária à regularidade quotidiana da vida «paradisíaca» dos brancos. Para a desenterrar era preciso ir procura-la nas sensações infinitamente vibráteis e virgens de uma menina, filha de colonos, que vivia à flor da pele o sentido mais profundo de tudo o que acontecia.»

José Gil, in «Sobre Caderno de Memórias Coloniais»

Caderno De Memórias Coloniais

de Isabela Figueiredo; Narrado por: Joana Rocha, Isabela Figueiredo, Cátia Terrinca, Zeferino Coelho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722132060
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: agosto de 2015
Idioma: Português
Tipo de produto: Audiolivro
Duração: 4 horas e 6 minutos
Tamanho Ficheiro 126.32 MB
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: Audiolivros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789722132060

CADERNOS DE MEMÓRIAS COLONIAIS.

Helder Almeida/ Oficial da Marinha Mercante

É isso Isabella: "viver para contá-la"...COM HONESTIDADE. Factos são factos. Eu não vivi lá; mas andei por lá vários anos antes de 1974, observei, vivenciei no meu local de trabalho e ouvi muito de pessoas honestas. O seu livro de memórias vem confirmar tudo o que eu via e/ou ouvia/lia. Nota: descobri a Isabel pelas suas crónicas no Expresso e... "não mais a "larguei".

Viagens...

Maria Sobral Velez

Uma viagem à história do colonialismo português: o que é ser “branco de primeira”; o que é ser “branco de segunda” o que é ser “preto”… Uma viagem ao conflito afetivo de uma menina que adora o pai, um homem racista que lhe causa horror. Uma viagem feita por tantos que, após a independência das colónias, se sentiram prisioneiros do rótulo de “retornados"

E eu achar que já tinha lido o melhor da Isabela Figueiredo...

TeresaC

Não vivi nesta época. As colónias e a descolonização não fazem parte da minha história familiar, e o que sei é só o que fui ouvindo aqui e ali não me permitindo formular juízos de valor... tudo é demasiado grande e complexo. Mas senti o soco no estômago. Se o senti!! E a dor de quem se sente (ainda) longe de casa, não pertencendo a sítio algum, de quem com toda a sua força de carácter se permitiu construir as suas próprias ideias e ideais, de quem amou (e ama) um pai que era tudo, o que admirava e repudiava, e a quem sente ter moralmente traído. Esta minha viagem foi como a de alguém que andou à boleia e só viu passar a banda, lá ao longe, e nem imagino como será a de quem a faz levando na bagagem memórias e vivências em África, tendo vindo ou voltado de forma forçada para Portugal. Para sempre a saudade de uma terra... Mas este livro é muito mais do que isso, é o amor profundo e desmedido entre uma eterna menina e o seu pai, sobre o alcançar de uma paz interior, e é, sobretudo, um livro extraordinário (e muito, mas muito bem escrito).

para enriquecer a nossa noção de descolonização

tf

Obra muito importante para repensar a presença portuguesa nas ex-colónias. Pensar o que era alguém integrado ou assimilado e também sobre o que foi a acção do homem branco nestes países. Um livro de uma autora contemporânea que enrique qualquer leitor.

Racismo . Colonialismo .

João Calais Carreira

Acabei de ler em 03.03.2024 . Desconhecia a autora em absoluto ( minha mulher , lia -por lhe ter sido oferecido :"Um cão no meio do caminho " -o que me fez despertar o saber mais coisas da Isabela Figueiredo ) . Encomendei na Wook e li de "rajada " o "Caderno ... ... .... " . Surpreendente , no mínimo ! Um "tratado sobre o que muitos (NÃO ) dizem e que a autora explora até ao tutano . Nada fica por dizer (escrever ) . Concorde-se (ou não ) / goste-se (ou não ) / reconheça-se ( ou não ) há que louvar a mínucia , o destemor , a crueza , a (s ) evidência (s ) , de um drama sem fim à vista : o Racismo !! ( e que ela viveu para nos ... contar . )

Muito bom

N.A

é um dos melhores livros sobre este período da nossa história, a par do Retorno da Dulce Maria Cardoso. altamente aconselhável!

Retrato da ordem colonial em Moçambique

Maria

Um mergulho no passado colonial português em Moçambique através dos olhos da autora enquanto criança. Uma visão invulgar, crua, por vezes desconcertante, que nos transporta para uma realidade marcada pela violência, o racismo, o machismo.

Um outro olhar

SMC

O Império Colonial Português visto pelos olhos de uma geração mais nova, um olhar que concorre com uma outra visão mais idílica da realidade, veiculada pelos que a precedem. Muito interessante.

História Viva

José A. Romo

Dou aulas de português em Espanha; mas dar aulas de português é dar a conhecer a língua e não só; também pela cultura, pela História de um povo , se conhece a língua de esse povo, e este livro é História recente desse povo e é História viva, História contada por alguém que viveu essa história de primeira mão... Imprescindível para quem quer conhecer a História recente de Portugal e o presente do país.

Os retornados e a visão do que para trás ficou

dcm

Agarrei-me a este livro desde o momento em que o comecei a ler. A Isabela Figueiredo tem esse poder. Uma visão sobre a GC que não se encontra muito na literatura portuguesa. Ao longo dos 40 a poucos textos que compõem o caderno, a Isabela faz um relato da sua vida enquanto morou em Lourenço Marques: as injustiças, a justiça, o que foi a guerra, os relatos, o que os pretos sentiram, o que os brancos sentiram... É, sem dúvida, uma mais valia para a literatura portuguesa.

Um olhar íntimo e pessoal

Colette Johnston

Um ponto de visto íntimo e original sobre um momento histórico importante. Recomendo às pessoas que querem aprender mais sobre este período na história de Portugal.

SOBRE O AUTOR

Isabela Figueiredo

Isabela Figueiredo Nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963, filha de portugueses oriundos da zona Centro-Oeste de Portugal. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta. Trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde foi também coordenadora do suplemento DN Jovem. Foi professora de português no ensino secundário. Escreveu Conto É Como Quem Diz, novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, Caderno de Memórias Coloniais, cuja edição francesa foi finalista do Prémio Femina Estrangeiro, e A Gorda, obra que recebeu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Estas duas obras alcançaram grande êxito junto do público e da crítica, especialmente em Portugal e no Brasil, sendo constantemente reimpressas. Escreve regularmente para o seu blogue Novo Mundo (http://novomundoperfeito.blogspot.com).

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