Timnit Gebru é uma entre 100 mulheres imigrantes que mudaram o mundo

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Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes – 100 Mulheres Imigrantes que Mudaram o Mundo, de Elena Favilli
O que têm em comum Carmen Miranda e Timnit Gebru?
Ou Hannah Arendt e Diane Von Fürstenberg? Além do óbvio – são mulheres – todas elas são (foram) imigrantes e extraordinárias nas áreas a que se dedica(ra)m.

Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes é o terceiro volume de uma coleção bestseller que nos prova que as raparigas podem ser tudo aquilo que elas quiserem.
Neste novo livro, estão compiladas 100 histórias inspiradoras de mulheres deixaram o seu país por necessidade ou em busca de novas oportunidades e que se destacaram nas mais diversas áreas – do judo ao xadrez, da engenharia informática à moda, da música à medicina ou à culinária.

Numa cuidada edição de capa dura e magnificamente ilustrada, estas biografias escritas pela jornalista italiana Elena Favilli adormecem raparigas e rapazes em sonhos inspiradores e acordam o mundo para a realidade.

Partilhamos consigo a história de vida de Timnit Gebru, uma imigrante etíope que fez carreira como engenheira informática e trabalha atualmente na Google.
TIMNIT GEBRU
ENGENHEIRA INFORMÁTICA
«Era uma vez uma rapariga que vivia num lar cheio de pessoas que adoravam números e ciência. Na casa de Timnit, na Etiópia, quando de encontrava um problema, descobria-se maneira de o resolver.
Quando Timnit era adolescente, rebentou uma guerra entre a Etiópia e a Eritreia. As pessoas de ascendência eritreia, como Timnit e a família, foram obrigadas a fugir. A família fugiu do país e obteve asilo nos Estados Unidos.
No seu novo liceu em Massachussets, Timnit tentou matricular-se nas disciplinas mais difíceis de Matemática e Ciência. Para espanto de Timnit, o professor desencorajou-a. Aquele professor não acreditava que uma aluna de África pudesse ter um bom desempenho. Timnit nem acreditava no ridículo daquilo. Concluiu o liceu mal pôde e candidatou-se à Universidade de Stanford. Quando deixou Stanford, tinha um doutoramento em Engenharia Eletrotécnica!
Durante o curso, Timnit interessara-se por inteligência artificial. Percebeu que muitos programas informáticos vinham com preconceitos e enviesamentos integrados. Os que faziam reconhecimento facial, por exemplo, não funcionavam tão bem com pessoas negras. Se se pretendia que a inteligência artificial mudasse o mundo para melhor, teria de ser justa. As pessoas que criavam aquelas ferramentas deviam ter um aspeto semelhante ao das pessoas que as iam usar. Pelo menos, era isto que Timnit pensava. Assim, criou programas para encorajar as mulheres e as pessoas negras a enveredarem pela Engenharia.
Atualmente, Timnit trabalha para a Google, criando programas éticos e inteligência artificial.»
«NÃO HÁ AS PESSOAS DE MATEMÁTICA VERSUS AS QUE PESSOAS QUE NÃO SÃO DE MATEMÁTICA. ISSO É A SOCIEDADE A DIZER-NOS QUE SÓ EXISTE UM TIPO DE PESSOA PARA CADA ÁREA»
A engenheira eletrotécnica etíope Timnit Gebru (esq.), ilustrada por Aurélia Durand; e a cantora e atriz portuguesa Carmen Miranda (dir.), ilustrada por Sonia Lazo

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