Redescobrindo José Cardoso Pires
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17 de janeiro de 2020
Vamos redescobrir José Cardoso Pires?
A recente edição de Integrado Marginal, a biografia que Bruno Vieira Amaral dedicou a José Cardoso Pires, bem como o filme Sombras Brancas, de Fernando Vendrell, que em breve chegará aos cinemas, são excelentes pretextos para redescobrir um escritor absolutamente incontornável, autor de alguns dos mais belos romances portugueses de todos os tempos.
Há um lugar comum praticamente inevitável quando se fala da obra de José Cardoso Pires (1925-1998), segundo o qual o escritor está hoje esquecido e bastante distante da curiosidade dos leitores. A recente publicação da biografia Integrado Marginal, resultado de três anos de trabalho de Bruno Vieira Amaral, não só desmente cabalmente aquela impressão como também parece constituir um excelente ponto de partida para a redescoberta de um nome fundamental da literatura portuguesa contemporânea.
Ao fim de poucos dias nos escaparates das livrarias, os quatro mil exemplares da primeira edição da biografia começavam a ser escassos para a grande procura registada e, segundo Rui Couceiro, responsável pela Contraponto, foi necessário avançar com uma nova tiragem de dois mil livros. “Houve um enorme entusiasmo por parte dos leitores da geração do José Cardoso Pires, mas diria que a maioria dos compradores são pessoas mais novas, provavelmente leitores do Bruno Vieira Amaral, que estão agora com vontade de redescobrir as obras de Cardoso Pires”, disse o editor ao WOOKACONTECE.
Sorte grande, portanto, para a Relógio d’Água, que adquiriu há quase dez anos os direitos para publicar a obra de Cardoso Pires. De 2015 para cá, a editora relançou já Alexandra Alpha, O Delfim, De Profundis Valsa Lenta, Balada da Praia dos Cães, Anjo Ancorado, Lisboa-Livro de Bordo e Celeste & Làlinha, estando prevista para breve a edição de mais dois títulos: o romance O Hóspede de Job, que terá prefácio de Bruno Vieira Amaral, e o livro de contos Jogos de Azar.
Francisco Vale, da Relógio d’Água, acrescenta mais um dado que parece desmentir a falsa impressão de que Cardoso Pires não interessa aos leitores do século XXI. Das obras que a editora devolveu às estantes da livraria, os romances O Delfim e Balada da Praia dos Cães foram já objeto de reedição.
Em fase adiantada de pós-produção está ainda o filme Sombras Brancas, de Fernando Vendrell, com argumento do realizador e do escritor Rui Cardoso Martins, que parte da experiência quase terminal de De Profundis Valsa Lenta para revisitar a vida e o imaginário literário de Cardoso Pires.
Segundo Fernando Vendrell, o filme deve ficar pronto até ao final de agosto. Todavia, devido à situação criada nas salas de cinema pela pandemia da Covid19, não é possível garantir que a estreia aconteça ainda este ano. Mais tarde ou mais cedo, porém, também Sombras Brancas reabrirá o apetite dos leitores (e dos cinéfilos) por personagens tão inesquecíveis como a de Alexandra Alpha.
Há um lugar comum praticamente inevitável quando se fala da obra de José Cardoso Pires (1925-1998), segundo o qual o escritor está hoje esquecido e bastante distante da curiosidade dos leitores. A recente publicação da biografia Integrado Marginal, resultado de três anos de trabalho de Bruno Vieira Amaral, não só desmente cabalmente aquela impressão como também parece constituir um excelente ponto de partida para a redescoberta de um nome fundamental da literatura portuguesa contemporânea.
Ao fim de poucos dias nos escaparates das livrarias, os quatro mil exemplares da primeira edição da biografia começavam a ser escassos para a grande procura registada e, segundo Rui Couceiro, responsável pela Contraponto, foi necessário avançar com uma nova tiragem de dois mil livros. “Houve um enorme entusiasmo por parte dos leitores da geração do José Cardoso Pires, mas diria que a maioria dos compradores são pessoas mais novas, provavelmente leitores do Bruno Vieira Amaral, que estão agora com vontade de redescobrir as obras de Cardoso Pires”, disse o editor ao WOOKACONTECE.
Sorte grande, portanto, para a Relógio d’Água, que adquiriu há quase dez anos os direitos para publicar a obra de Cardoso Pires. De 2015 para cá, a editora relançou já Alexandra Alpha, O Delfim, De Profundis Valsa Lenta, Balada da Praia dos Cães, Anjo Ancorado, Lisboa-Livro de Bordo e Celeste & Làlinha, estando prevista para breve a edição de mais dois títulos: o romance O Hóspede de Job, que terá prefácio de Bruno Vieira Amaral, e o livro de contos Jogos de Azar.
Francisco Vale, da Relógio d’Água, acrescenta mais um dado que parece desmentir a falsa impressão de que Cardoso Pires não interessa aos leitores do século XXI. Das obras que a editora devolveu às estantes da livraria, os romances O Delfim e Balada da Praia dos Cães foram já objeto de reedição.
Em fase adiantada de pós-produção está ainda o filme Sombras Brancas, de Fernando Vendrell, com argumento do realizador e do escritor Rui Cardoso Martins, que parte da experiência quase terminal de De Profundis Valsa Lenta para revisitar a vida e o imaginário literário de Cardoso Pires.
Segundo Fernando Vendrell, o filme deve ficar pronto até ao final de agosto. Todavia, devido à situação criada nas salas de cinema pela pandemia da Covid19, não é possível garantir que a estreia aconteça ainda este ano. Mais tarde ou mais cedo, porém, também Sombras Brancas reabrirá o apetite dos leitores (e dos cinéfilos) por personagens tão inesquecíveis como a de Alexandra Alpha.